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Discreta e eficaz

OAB elogia atuação da Polícia Federal na Operação Hurricane

O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, destacou nesta sexta-feira (13/4) que acredita que a Operação Hurricane da Polícia Federal “vem transcorrendo de forma a cumprir os mandados sem sensacionalismo e com a orientação de que, nos mandados de buscas e apreensões contra advogados, seja sempre solicitada a participação da OAB”.

Segundo Britto, o ministro da Justiça, Tarso Genro, “assumiu com a OAB o compromisso de manter contato permanente para que, no cumprimento dos mandados judiciais da operação, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, se observem a legalidade, o direito de defesa e o de preservação de imagem”.

“É que sabemos que nesse tipo de operação, se não houver cuidado, corre-se o risco de condenar inocentes. Quando se faz uma prisão diante das câmeras, pouco adianta depois provar que a pessoa é inocente, porque ela já sofreu uma condenação moral pública. Essa prudência sempre foi requerida pela OAB para preservar o direito constitucional de imagem e o direito de defesa, fato que até aqui tem sido observado nessa operação”, afirmou Britto.

O presidente da Ordem defendeu o trabalho da PF, dizendo que “é preciso partir do pressuposto que todos os brasileiros, autoridades ou não, estão sujeitos aos processos se, por ventura, alguma irregularidade for praticada”, e se posicionou contra a impunidade, segundo ele “um dos grandes problemas do Brasil”, defendendo que “ela não pode atingir aquelas pessoas que já são privilegiadas pelos cargos”.

“O que a OAB tem que observar é se estão sendo cumpridos os princípios constitucionais do direito de defesa, da preservação da imagem e da presunção da inocência. São estes os requisitos que temos de acompanhar nessa fase — e é isto o que estamos fazendo.”

Histórico

A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (13/4) a Operação Hurricane, nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e no Distrito Federal, para deter envolvidos em esquemas de exploração de jogo ilegal (caça-níqueis) e crimes contra a administração pública.

Entre os presos, estão o procurador regional da República no Rio, João Sérgio Leal Pereira; e o irmão do ministro do Superior Tribunal de Justiça Paulo Medina; o advogado Virgílio Medina.

Também foram detidos Anísio Abraão David, ex-presidente da Escola de Samba Beija-Flor de Nilópolis; Capitão Guimarães, presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro; Antônio Petrus Kalil, conhecido como Turcão, apontado pela Polícia como um dos mais influentes bicheiros do Rio; a corregedora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Suzi Pinheiro Dias de Matos.

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Revista Consultor Jurídico, 13 de abril de 2007, 22h26

Comentários de leitores

15 comentários

Solicito releitura dos comentários aqui publica...

clesius (Contabilista)

Solicito releitura dos comentários aqui publicados.Tem observações deveras importantes; a ação sensacionalista da policia federal atrapalhou as investigações. Houve tentativa de dizer que ela está fazendo um "bom serviço", dito pelo próprio governo. Quanto aos tucanos o que é preciso dizer mais para que essa tropa que só prejudica a nação criticando. E Há outros partidos, mas os tucanos são campeões...o Prof.Armando disse tudo. Qualquer analfabeto percebe o jogo sujo desses políticos, que agem como se ninguém percebem a grande farsa que são. Penso que não desistem por que infelizmente ainda conseguem atrair correligenários (votos) dado que o nosso povo se deixa manipular e desequilibram as eleições. Uma palavrinha sobre a caça dos bicheiros. Eles também são imorais, mas arrisco um palpite. A Talves os que fazem jogo do bicho, nada tem a ver com drogas, pois era apenas um ganho pão de poucos. Se os jovens fossem convidados e estimulados a trocar o negócio da droga por venda de apostas do jogo de bicho, talvez diminuissem de número. O que a CEF com as loterias? O que o governo faz com a CPMF? Não é contravenção? Temos que pensar em dar oportunidades para as pessoas, estímulo, para estudo e trabalho e motivar pessoas honestas para que continuem denunciando a corrupção, um dia acaba se quisermos realmente.

Deprimente o comportamento dos policiais federa...

Amigo da Justiça (Advogado Autônomo)

Deprimente o comportamento dos policiais federais quando acharam o dinheiro, como disse o nobre colega Guilherme. Também percebi e pensei nisso no momento em que vi. Total falta de profissionalismo. Penso que a polícia federal quer rebaixar outras instituições com operações espetaculosas, chamando a mídia. Para que 300 policias federais para prender 2 diretores da Schin? Para que centenas de policias federais para prender dois, três, ou 10 pessoas, que evidentemente não vão reagir? Será que a luta por melhores salários precisa chegar a tal ponto? Não vejo profissionalismo no trabalho da PF, vejo sensacionalismo desnecessário e desmedido. Já passou da hora do Poder Judiciário cortar as asinhas da PF e colocá-la no seu lugar. A PF é uma das instituiçõas mais corruptas que esse País tem, e se começar a olhar para o próprio umbigo, vão ter muito trabalho durante vários anos. Acho que corrupto tem que ser ir para a cadeia, mas não dessa forma que a PF está fazendo conforme as razões acima explicitadas e cerceando o direito de defesa dos acusados, violando as prerrogativas dos advogados. Dúvido muito da credibilidade das escutas telefonicas realizadas pela PF no tocante ao seu conteúdo, e se elas são realizadas realmente depois das autorizações judiciais.

Sejamos francos, o que empanou o brilho da ação...

Luiz Fernando (Estudante de Direito)

Sejamos francos, o que empanou o brilho da ação da PF foi a ridícula "comemoração" quando encontraram aquele monte de dinheiro. Faltou postura profissional aos policiais. Pareciam moleques comemorando - quando deveriam comemorar o dia em que a sociedade não precisasse mais prender juízes e desembargadores, nem bicheiros. Deveriam demonstrar decepção de cidadãos de bem e não aquela alegria infantil. Pegou muito mal aquela reação incompatível partindo de quem executa uma ordem do STF. É como um oficial de justiça comemorar com gritinhos histéricos quando encontra o réu para prendê-lo. Esta foi a parte desprezível do episódio.

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