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Mercado em expansão

Fusões e aquisições dão o tom dos negócios em 2007

Este 2007 pode entrar para a história como o ano em que o Brasil mergulhou com tudo nas operações de fusões e aquisições. A tendência é percebida não apenas em empresas, mas também entre escritórios de advocacia. Na área do Direito, escritórios se associam para expandir a assessoria jurídica de grandes empresas, na área empresarial, tributária e trabalhista.

A tendência de fusões entre empresas é mostrada pelo fato de que nunca — desde que foi criado na década de 1960 — o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) teve tanto trabalho. Em 2006, os conselheiros receberam, em média, 30 novos casos de fusão e incorporação de empresas para julgar por mês. Em janeiro deste ano, foram protocolados 60 novos casos e, em março, mais 49.

Nos três últimos anos, o volume de processos examinados pelo Cade foi idêntico ao julgado pelos órgãos congêneres dos Estados Unidos e do Canadá juntos. Os números foram divulgados nesta terça-feira (10/4) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Muitos casos envolvem empresas de pequeno e médio portes preocupadas em ganhar escala para aumentar sua participação em mercados específicos. Outros envolvem empresas de médio e grande portes nos setores de siderurgia, transporte, energia e finanças. E há ainda as mega-operações realizadas recentemente, como a aquisição da Cintra pela AmBev, da Mate Leão pela Coca-Cola, da Varig pela Gol e da Ipiranga pela Ultra, Braskem e Petrobrás.

A compra do Grupo Ipiranga pela Petrobras, a Braskem e o Grupo Ultra, o maior negócio de fusão e aquisição dos últimos tempos no Brasil, contou com a participação de 26 especialistas em Direito Empresarial. Três grandes escritórios foram contratados pelas empresas: Barbosa, Müssnich & Aragão Advogados; Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados; e Motta, Fernandes Rocha Advogados.

A Petrobras contratou a equipe do Motta, Fernandes Rocha Advogados, coordenada pelo sócio Luiz Leonardo Cantidiano. A banca formou uma equipe de cinco advogados, que passaram três semanas para concluir a operação. O Grupo Ultra contratou o Machado, Meyer, que colocou 16 profissionais para trabalhar na operação: três sócios, três associados e 10 advogados. A Braskem foi representada pelo Barbosa, Müssnich. Duas equipes do escritório se dedicaram ao negócio, uma coordenada por Luiz Antônio Campos e outra pelo sócio Mauro Teixeira Sampaio. A aquisição movimentou US$ 4 bilhões, que devem ser pagos parte em dinheiro, parte em ações.

Essa tendência foi precisamente detectada no ano passado durante o Seminário Conjur "Rumos da Advocacia em 2007". Para examinar os desdobramentos e as oportunidades que essa tendência abre para a advocacia, a Consultor Jurídico convidou chefes e diretores de departamentos jurídicos para um novo seminário: Gerenciamento e Marketing: Escritórios de Advocacia e Departamentos Jurídicos.

No evento, que será feito no dia 27 de abril, serão mostradas as táticas e técnicas de gerenciamento e marketing usadas pelos escritórios que se destacam no mercado e pelos departamentos jurídicos de sucesso. A análise do mercado jurídico e das tendências nacionais e mundiais do setor será feita pelos especialistas Antonio Carlos Franco, gerente jurídico regional da Companhia Vale do Rio Doce; Luís Carlos Galvão, diretor jurídico do Grupo Unilever; João Paulo Rossi, diretor jurídico do Grupo Telefônica; José Carlos Buechem, administrador Legal Director AstraZeneca do Brasil Ltda e Antonio Alberti Neto, diretor jurídico do grupo Carrefour.

Revista Consultor Jurídico, 11 de abril de 2007, 0h01

Comentários de leitores

3 comentários

É pura conjuntura de tom deflacionista! Tais fu...

Rubão o semeador de Justiça (Advogado Autônomo)

É pura conjuntura de tom deflacionista! Tais fusões e cisões de empresas, tem a propriedade de restringir a produção, inibindo a criação de capacidades novas. Com isso são reestruturadas, reduzindo-se drasticamente os efetivos, bem como, transferindo os lucros em favor do grupo apropriador de partes do mercado dos grupos em empresas fundidas. É a concentração agrassiva na forma de monopólios e cartéis. Por isso que falta emprego. Não tem PAC que dê jeito só a ...

É a perversão total e engodo!

Rubão o semeador de Justiça (Advogado Autônomo)

É a perversão total e engodo!

Essas formas de concentração de empresas, ao co...

Rubão o semeador de Justiça (Advogado Autônomo)

Essas formas de concentração de empresas, ao contrário do que a manchete induz o leitor, nada mais traduzem que uma economia em franca recessão. A idéia é a concentração em poucas mãos da produção (de preferência as transnacionais), evitando a concorrência, com vistas a assegurar uma dominação de mercado, com o criminoso cartel de empresas. É o estágio final do modo de produção capitalista!

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