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Investigação virtual

FBI faz blitz em cassinos montados no Second Life

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O FBI, a polícia federal dos Estados Unidos, iniciou uma blitz nos cassinos virtuais do jogo Second Life — que permite aos usuários manter uma vida paralela, num mundo virtual que copia o mundo real. Segundo o site Findlaw, o FBI entrou no mundo virtual a pedido da Linden Lab, criadora do jogo. Mas o governo norte-americano ainda não decidiu sobre a legalidade dos jogos de azar virtuais.

“Convidamos o FBI diversas vezes a observar o que acontece no Second Life e a expressar quaisquer preocupações que lhes surgissem, e conhecemos pelo menos um caso em que agentes federais visitaram um cassino virtual”, explica Ginsu Yoon, vice-presidente de assuntos empresariais do grupo.

O Second Life tem milhões de usuários registrados. O jogo dispõe de economia e moeda própria (o dólar Linden), que pode ser convertida em dólares norte-americanos. Yoon disse que a empresa estava solicitando orientação quanto às atividades de jogos de azar virtuais no jogo Second, mas que as autoridades norte-americanas até agora não haviam estabelecido regras firmes.

Centenas de cassinos oferecem jogos de pôquer, máquinas caça-níqueis e blackjack no Second Life. Os três maiores cassinos de pôquer online têm lucros de modestos US$ 1,5 mil dólares por mês. Não se sabe quanto dinheiro o jogo movimenta.

Advogados e juristas dividem a mesma opinião: realizar apostas denominadas em dólares Linden provavelmente representa violação dos estatutos norte-americanos de repressão ao jogo.

O advogado Brent Britton, especializado em tecnologia do escritório Squire, Sanders & Dempsey, afirma que a Linden Lab pode responder criminalmente. Os jogos infringiriam o Illegal Gambling Business Act, de 1970, ou o Unlawful Internet Gambling Enforcement Act, aprovado no ano passado e que foca em companhias de cartões de crédito e outras formas de transferência eletrônica de fundos que permitem a jogatina na internet.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 4 de abril de 2007, 18h37

Comentários de leitores

2 comentários

Caro Ezac, Ocorre que o dinheiro virtual é c...

Luke Kage (Advogado Sócio de Escritório)

Caro Ezac, Ocorre que o dinheiro virtual é creditado (ou debitado) na vida real, na fatura do cartão de crédito do usuário. Tem uma alemã que ficou famosa ao ganhar mais de US$ 1 milhão vendendo terrenos virtuais no referido jogo.

E aí? O crime virtual numa vida virtual será co...

Ezac (Médico)

E aí? O crime virtual numa vida virtual será condenado como????

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