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Voltou atrás

Policiais federais voltam atrás e desistem de operação-padrão

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Os policiais federais voltaram atrás e desistiram de fazer operação-padrão, na quarta-feira (4/3), véspera do feriado de páscoa, como já tinham prometido. O Sindicato dos Servidores de Polícia Federal do Estado de São Paulo, ligado à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), chegou a ameaçar o governo nesse ponto. Mas, em nota emitida na tarde desta terça-feira (3/4), a Fenapef negou que fará a operação-padrão.

O fato era tido como líquido e certo pelo Ministério da Justiça. A Fenapef conta com 13 mil servidores associados, em todo o país. Em nota a entidade afirmou: “Embora revoltados, cremos que neste momento, véspera de feriado, não seria prudente deflagrarmos uma operação-padrão nos aeroportos. Os milhares de passageiros já tão humilhados pela ineficiência governamental, não merecem isso”.

Segundo os policiais federais, a decisão não demonstra “fraqueza” do movimento. “Demonstra coesão, unidade, serenidade e compromisso com a sociedade que é a quem, todos os dias, devemos honrar”, afirmam.

Os agentes federais estão em estado de greve desde o dia 15 de fevereiro. O motivo alegado é o não cumprimento do acordo assinado no dia 2 de fevereiro de 2006, com o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O compromisso dizia que haveria um reajuste salarial de 70% dividido em duas parcelas, de 35% cada. A intenção dos policiais é diminuir a diferença salarial da categoria entre outros órgãos.

Conheça a nota da Fenapef:

Os policiais federais de todo o Brasil estão indignados com a falta de uma solução do governo federal que sinalize para o cumprimento do acordo assumido pelo então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, com vistas a sua merecida recomposição salarial, negociada ao longo de quase dois anos.

Embora o próprio ex-ministro da Justiça reconheça o acordo, setores do governo insistem em negá-lo, provocando revolta nos policiais federais e em suas entidades representativas.

Para vermos nosso direito assegurado já deflagramos dois movimentos de protesto marcados pela coesão e pela unidade dos policiais e suas entidades. Em ambos os movimentos, externamos nossa indignação de forma responsável e serena.

Essa indignação se torna ainda mais latente quando o governo tenta empurrar para o Departamento de Polícia Federal uma proposta de Lei Orgânica que não se afina com as aspirações do órgão e ainda por cima nos ameaça com uma legislação que visa restringir o nosso sagrado direito de greve.

Mesmo diante deste quadro, os policiais federais manterão a serenidade que até o momento tem pautado sua ação. Assim como a esmagadora maioria dos brasileiros, cremos na constituição, na lei, na ordem, na palavra dada e em acordos assinados.

Embora revoltados, cremos que neste momento, véspera de feriado, não seria prudente deflagrarmos uma “operação padrão” nos aeroportos. Os milhares de passageiros, já tão humilhados pela ineficiência governamental, não merecem isso.

Tal decisão não demonstra fraqueza de nosso movimento. Demonstra coesão, unidade, serenidade e compromisso com a sociedade que é a quem, todos os dias, devemos honrar.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 3 de abril de 2007, 16h59

Comentários de leitores

1 comentário

É impressionante a rapidez e capacidade que est...

JCláudio (Funcionário público)

É impressionante a rapidez e capacidade que estes politicos de plantão têm de disseminarem o terrorismo castrador, principalmente quando se luta para solucionar problemas que eles mesmos vem criando durante anos dentro da administração pública. É lamentavel a capacidade lúdica que eles têm de criarem situações que durante longos anos demonstram que estão sempre querendo reinventar a roda, mas não para melhorar o serviço público e sim para criar situações próprias para administrar o caos. É o que, infelizmente, eles só sabem fazer. E nada muda. Eles só sabem vomitar promessas e as mais imprudentes que se pode imaginar. É por este motivo que eles praticam um fascismo velado, onde procuram demonstrar que são favoráveis as reivindicações dos Servidores Públicos, mas na realidade, na calada da noite, praticam a mais nefasta política de desestruturação das instituições públicas. Estes politicos são adeptos do caos administrativo. Estão mais para administrar cortelho do que órgãos eficientes e bem estruturados. Mais nada se pode esperar deste tipo de atitude destes politicos de plantão, senão este tipo de decisão de mau agouro e coercitiva. Tudo, é simplesmente lamentável.

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