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Renda incompatível

MP vai investigar 56 candidatos a deputado estadual em São Paulo

O Ministério Público vai investigar 56 dos 94 candidatos a deputado estadual de São Paulo que buscam a reeleição. O objetivo é identificar casos em que o patrimônio teve aumento incompatível com os rendimentos dos parlamentares. A Promotoria de Justiça da Cidadania encaminhou oficio à Justiça Eleitoral para pedir cópias das declarações de renda e bens apresentadas pelos deputados em 2002 e este ano. As informações são de O Estado de S. Paulo.

O promotor Saad Mazloum, que assina o documento, diz que nenhum parlamentar está sob suspeita, mas vai investigar os casos em que houver ampliação patrimonial de mais de 30%. A lista com os 36 nomes está disponível no site Promotoria da Cidadania , que atua exclusivamente em apurações sobre improbidade administrativa e enriquecimento ilícito de servidores e políticos.

Segundo o promotor, “notícias veiculadas pela imprensa indicam que deputados estaduais de São Paulo tiveram evoução patrimonial considerável no período de 2002 a 2006, ocorrendo em muitos casos acréscimo de mais de 100%”.

Primeiros da lista

Giba Marson, deputado estadual e candidato à reeleição pelo PV, aumentou o seu patrimônio em 832%. Em 2002, apresentou uma declaração de bens de R$ 514,61 mil. Para concorrer às eleições 2006, declarou patrimônio de R$ 4,7 milhões.

Depois de Marson, vem o petista Vanderlei Siraque que expandiu o seu patrimônio em 493%. Beth Sahão, também do PT, viu os seus bens terem aumento de 297%. Em quarto lugar, vem o pedetista Waldir Agnello. Em quatro anos, o seu patrimônio cresceu 355%.

Em média, a evolução patrimonial dos 20 deputados que mais enriqueceram fica em 280%, nos quatro anos de mandato. No mesmo período, pelo índice do custo de vida do Dieese, a variação da inflação foi de 40,12%. O aumento real do salário mínimo foi de 25,32%.

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Revista Consultor Jurídico, 24 de setembro de 2006, 12h16

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