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Votos influenciados

MPE pede cassação do registro de candidata ao governo do DF

A Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal entrou com Representação no Tribunal Regional Eleitoral solicitando a cassação do registro da candidata ao governo do DF Maria de Lourdes Abadia.

Ela é acusada de abusar das prerrogativas do cargo de governadora que ocupa para influenciar votos de donos de quiosques no Distrito Federal. Para o procurador-regional eleitoral Osnir Belice, a conduta caracteriza captação ilícita de votos e abuso do poder político.

Segundo a Procuradoria-Regional Eleitoral, o governo do Distrito Federal iniciou uma rigorosa fiscalização e autuação dos proprietários de trailers. Nos mesmos dias, os próprios agentes da Secretaria de Fiscalização distribuíam convites para reunião no comitê eleitoral da candidata. Durante o encontro, Abadia se apresentava ora como governadora, ora como candidata e prometia solucionar a questão, caso fosse eleita.

A gravação da reunião relata um trecho do discurso da candidata: “fiquem sabendo que os senhores têm toda a minha dedicação, todo o meu respeito, toda a minha admiração e me usem como instrumento facilitador de melhorias da vida de vocês”.

Para o procurador, a estratégia representa abuso político. “Bem se vê tratar-se de casuísmo político lançado às vésperas do pleito e que só pode ter como finalidade a captação dos votos dos aflitos permissionários de quiosques”, afirma Osnir Belice.

A representação aguarda decisão do Tribunal Regional Eleitoral. Se condenada, Maria de Lourdes Abadia poderá pagar multa e ter seu registro cassado.

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Revista Consultor Jurídico, 22 de setembro de 2006, 7h00

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