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Pecados na igreja

Cardeais são acusados de ocultar abusos de padres

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Um mexicano de 25 anos de idade, que alega ter sofrido sofrido abuso sexual por parte de um padre católico, ajuizou em Los Angeles, na Califórnia, uma ação contra os cardeais da Igreja Católica daquele estado e do México. Ele alega que as autoridades eclesiásticas atuaram em conluio para ocultar provas que incriminam o padre acusado.

Segundo a ação, o padre Nicolas Aguilar teria molestado sexualmente pelo menos 60 rapazes em cidades dos Estados Unidos e do México onde prestou serviços. Os responsáveis por sua designação para as diversas paróquias foram o cardeal de Los Angeles, Roger Mahoney, e o cardeal mexicano Norberto Rivera. As informações são do site FindLaw.

O autor da ação ajuizada na Corte Superior de Los Angeles é o mexicano Joaquin Aguilar Mendez. O caso foi apresentado publicamente pela organização Rede de Sobreviventes de Abusos praticados por Padres, baseada em Chicago.

As arquidioceses do México e Los Angeles negaram a acusação, que classificaram como "fantasiosa". O porta-voz da arquidiocese do México, Hugo Valdemar, disse que "jamais houve conspiração ou a elaboração de uma estratégia para proteger padres acusados de molestar crianças".

A ação acusa formalmente o cardeal Norberto Rivera, que chegou a ser apontado como forte candidato à sucessão de João Paulo II. Também é acusado de ter armado a suposta trama para ocultar as provas contra o padre Aguilar, o também cardeal Roger Mahoney, à frente da maior arquidiocese dos EUA.

A ação alega que Rivera, hoje a maior autoridade católica do México, teria ajudado a acobertar abusos envolvendo 50 garotos quando o acusado, Joaquin Aguilar Mendez, servia como pároco no estado de Puebla, em 1987. Na época, Rivera era o bispo de Tehuacan, também em Puebla.

Diz a ação que Rivera teria mais tarde ajudado o acusado a ser transferido para a arquidiocese de Los Angeles. Aguilar é acusado em 19 casos que apuram abuso de crianças, na Califórnia. Joaquin Aguilar conta que teria sido abusado pelo padre em 1994, quando era um adolescente.

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 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 21 de setembro de 2006, 12h14

Comentários de leitores

6 comentários

Caros colegas. Quanto ao fato de que todos os ...

Roseli (Advogado Autônomo)

Caros colegas. Quanto ao fato de que todos os padres deveriam ser vigiados pelos seus superiores quanto aos seus atos, aqui, especificamente no tocante a abusos sexuais, segundo depoimentos de muitos meninos seminaristas os abusos iniciam no próprio seminário, por padres que mais tarde tornam-se bispos, cardeais e por aí afora. Também muito em voga atualmente os abusos cometidos principalmente contra meninos, ora, e o celibato, aplica-se somente a mulheres, homens e garotos não estão inclusos? O que está sendo divulgado hoje pela imprensa é uma fração ínfima da realidade. Temos notícias de padres que engravidam garotas, principalmente nos interiores deste Brasil afora, o que acontece com eles? São transferidos de paróquias, de cidades e continuam a vida como se nada tivesse acontecido. O que a igreja está precisando é de um controle externo, pois ninguém será condenado quando julgado muitas vezes por quem molestou o próprio padre quando seminarista. EM TODOS OS LOCAIS E ÁREAS ONDE EXISTE A ATUAÇÃO DO HOMEM EXISTE A CORRUPÇÃO, MAS NÃO VAMOS GENERALIZAR, TAMBÉM EXISTEM MUITOS PADRES, BISPOS, ARCEBISPOS, CARDEAIS ETC MARAVILHOSOS, PESSOAS QUE REALMENTE TÊM EM SEU ÍNTIMO SERVIR A DEUS, AJUDAR PESSOAS, O QUE PRECISAMOS É, DENTRO DO POSSÍVEL, SEPARARMOS O JOIO DO TRIGO, EXCLUIR DA IGREJA OS MAUS ELEMENTOS, AFASTÁ-LOS DURANTE AS INVESTIGAÇÕES, LEVAR ESTES PROCESSOS ADMINISTRATIVOS PARA A POLÍCIA INVESTIGAR, E NÃO DEIXAR QUE APENAS OS SUPERIORES DO ACUSADO SE ENCARREGUEM DESTA FUNÇÃO E JULGUEM COMO BEM ENTENDEREM. A IGREJA DEVERÁ APLICAR UMA PUNIÇÃO SEVERA NESTAS HIPÓTESES NÃO APENAS A EXCLUSÃO DO INDIVÍDUO E, DEVERÁ SIM, NA QUALIDADE DE TER UMA PESSOA POR ELA DECLARADA CAPAZ DE SERVIR A DEUS, IDÔNEA E MENTALMENTE SÃ, SEM NENHUM DESVIO COMPORTAMENTAL OU DE PERSONALIDADE, RESPONDER INDENIZANDO MORAL E MATERIALMENTE AS VÍTIMAS DESSES ABUSOS. ISTO TEM E DEVE OCORRER NÃO SÓ NA IGREJA CATÓLICA, QUALQUER QUE SEJA SEU SEGMENTO, COMO EM QUALQUER OUTRA RELIGIÃO VISTO QUE TEMOS PASTORES, PAIS DE SANTO E TANTOS OUTROS ACUSADOS DE ABUSOS SEXUAIS, ATÉ PORQUE, PARA ELES, DEVERIA SER VISTO PELA JUSTIÇA COM AGRAVANTE POSTO SEREM PESSOAS DE CONFIANÇA DAS VÍTIMAS, QUE MUITAS VEZES SOCORREM-SE DESTES E ACREDITAM PIAMENTE NO QUE DIZEM POR ESTAREM COM MUITOS PROBLEMAS, DESESPERADAS. QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA, NÃO SÓ NA IGREJA CATÓLICA, MAS EM TODOS OS SEGMENTOS RELIGIOSOS, EM TODAS AS PROFISSÕES, COMO TAMBÉM TEMOS NOTÍCIAS DE MÉDICOS E TANTOS OUTROS. PESSOAS QUE ABUSAM SEXUALMENTE, QUER SEJA DE MENINOS OU MENINAS, DE ADOLESCENTES E ATÉ MESMO MUITAS VEZES DE ADULTOS POR SEU ESTADO DE FRAGILIDADE DIANTE DE CERTAS SITUAÇÕES DEVEM SER PUNIDAS COM SEVERIDADE POR SUA AFRONTA À MORAL E AO FÍSICO DE SUAS VÍTIMAS, VÍTIMAS ESTAS QUE GERAM VÍTIMAS INDIRETAS COMO PAIS, PARENTES PRÓXIMOS, AMIGOS ETC. NÃO TEM ESTE O CONDÃO DE DIFAMAR A IGREJA, MAS DE PEDIR ENCARECIDAMENTE QUE HAJA UM RESGATE NO MUNDO PELA DIGNIDADE HUMANA E RESPEITO RECÍPROCO EM CADA SEGUNDO DE CADA DIA, NA IGREJA, NOS HOSPITAIS, NO SEU CONDOMÍNIO, NO TRÂNSITO, POIS PARECE QUE O SER HUMANO ESQUECEU QUE O PRÓXIMO TAMBÉM É GENTE, E O PRÓXIMO PODE SER VOCÊ. DESCULPEM-ME PELA EXTENSÃO DO COMENTÁRIO GOSTARIA ATÉ DE SABER O QUE VOCÊS ACHAM DO QUE PENSO. ABRAÇOS A TODOS QUE ESTE LEREM.

Desculpe-me, mas a velocidade da digitação alia...

Richard Smith (Consultor)

Desculpe-me, mas a velocidade da digitação aliada a uma certa dislexia produz textos incompreensíveis. O correto seria: Quanto ao sigilo sacramental da Confissão, se o padre mais jovem confessa certa inclinação a um mais velho, este deve orientá-lo no que for possível e cuidar, também dentro do que lhe for possível, em restringir as oportunidades próximas de pecado, que estejam ao seu alcançe, do jovem desviado.

Meu caro A.G. Moreira: Não sejamos ingênuos....

Richard Smith (Consultor)

Meu caro A.G. Moreira: Não sejamos ingênuos. O seminarista é acompanhado durante toda a sua longa formação. O homossexual, pelos seus prórpios desvios de personalidade e, pela sua inclinação ao cometimento de atos incompatíveis com a moral cristã não é elegível para o sacerdócio. Reside aí culpa objetiva, "in eligendo et in vigilando" a que lhe concede acesso ao sacerdócio e, depois, ao livre contato com crianças e jovens. E essa vigilância cabe, não aos cardeais,mas ao Ordinário (o Bispo) de cada diocese. Ademais, os novos padres vão assumindo maiores funções gradativamente, sob "supervisão" de sacerdotes mais velhos. Quanto ao sigilo sacramental da Confissão, se o padre amis jovem confessa certa inclinação a um mais velho, este deve orientá-lo no que for possível e cuidar, dentro do que lhe for possível, em restringir as oportunidades próximas de pecado, no que esteja ao seu alcançe do jovem desviado. Os pecados mais graves e escandalosos começaram, certamente com pecados menos graves. E nisto certamente faltou cuidado pastoral. O que não é possivel, é o acobertamento dos casos de desviados ao nível de "predadores sexuais", como procedido pelo Cardeal Bernard Law e que foram severamente repreendidos pelo Papa João Paulo II. Um abraço

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