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Ordem unida

Geraldo Alckmin é o preferido nos grandes escritórios

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Os advogados fazem uma avaliação razoavelmente positiva do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mas não demonstram nenhuma disposição de estender seu governo por mais quatro anos. Esta é a conclusão a que se chega a partir de uma enquete informal feita pela Consultor Jurídico durante a entrega do Prêmio Análise Advocacia, nesta terça-feira (19/9), em São Paulo.

Na sondagem, não científica, foram ouvidos 81 representantes dos mais importantes escritórios de advocacia do país presentes ao evento que premiou os advogados e escritórios de advocacia mais admirados em onze áreas de atuação. No evento, que marcou o lançamento da revista Análise Advocacia, também foram premiados os maiores escritórios do país.

Nos termos do Artigo 15 da Resolução 22.143, do Tribunal Superior Eleitoral, deve-se esclarecer que esta é uma enquete informal, sem valor científico.

Para 46% dos consultados, a situação econômica ficou igual com Lula, enquanto 31% acharam que ela piorou. Os entrevistados levaram em conta os baixos índices de crescimento econômico registrados nos últimos quatro anos, apesar do contexto internacional favorável.

Apesar da conjuntura de estagnação macroeconômica, em termos setoriais a situação é avaliada com mais otimismo. Para 41% dos entrevistados, os negócios dos escritórios cresceram. Apenas 28% pensam que a situação dos escritórios está pior hoje do que há quatro anos.

A maioria esmagadora dos ouvidos, porém, torce e vota contra a reeleição do atual presidente. Para 81% dos entrevistados, Alckmin é o homem da vez. Lula teve apenas 5% dos votos.

Os números indicam que, mesmo fazendo um governo que favoreça as atividades da classe e não seja totalmente reprovado em termos de desenvolvimento econômico, Lula não goza da simpatia e da confiança da maioria dos advogados.

Enquete ConJur


No governo Lula, a economia do país
Melhorou

23%

Piorou

31%

Ficou igual

46%



No governo Lula, os negócios dos escritórios de advocacia:
Cresceram

41%

Diminuiram

28%

Não se alteraram

31%



Se a eleição fosse hoje, você votaria em:
Geraldo Alckmin

81%

Lula

5%

Heloisa Helena

2%

Cristovam Buarque

2%

Não responderam

10%


(Nos termos do Artigo 15 da Resolução 22.143, do Tribunal Superior Eleitoral, esclarecemos que esta é uma enquete informal, sem valor científico.)

 é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de setembro de 2006, 16h52

Comentários de leitores

28 comentários

Já que os tempos nos quais vivemos são dos mais...

Richard Smith (Consultor)

Já que os tempos nos quais vivemos são dos mais tristes tentarei alegrá-los com uma singela anedota: Aquelle funcionário de alto escalão da República morreu, e Deus e o Diabo estão em briga porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, pedem a mediadores uma solução, que decidem por uma proposta salomônica, final e obrigatória: que elle se alterne um mês no céu e outro no inferno. No primeiro mês elle fica no céu. Deus já não sabe o que fazer, quase fica louco. O indivíduo bagunça tudo. Atrapalha todos os elementos das adorações e do culto eterno. Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos da guarda, tenta formar uma coligação de maioria absoluta na base da compra de votos. Suborna arcanjos e querubins. Transfere um km. quadrado do céu para o inferno. Nomeia anjos provisórios aos milhares. Intervém nas comunicações dos fiéis aos santos. Troca as placas das portas de São Pedro. Envia um projeto de lei aos apóstolos para reformar os Dez Mandamentos e funda o PTC Partido dos Trabalhadores Celestiais, com estrela azul clarinho como símbolo. O céu vira um caos. Todos não o suportam mais e começam a organizar protestos e piquetes. Nosso Pai não vê a hora de chegar o fim do mês para mandá-lo para o Inferno. Quando elle finalmente se vai, o Pai Celestial respira aliviado. Mas passado o meio do mês começa a sofrer novamente, pensando que dentro de 15 dias terá que voltar a vê-lo. Todavia, no primeiro dia do mês seguinte nada acontece e o Energúmeno não volta. No quinto dia, ainda sem notícias, Deus estava rejubilante, mas começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, elle poderia querer passar dois meses no Céu Desesperado com a mera possibilidade de isso acontecer, Deus decide chamar o inferno por telefone: Ring...ring...ring...!!! Atende um diabinho e Deus pergunta: "Por favor, posso falar com o Demônio?" "Qual dos dois?", - responde o empregado - "O vermelho com chifres ou o filho da puta sem dedo? (pano rápido)

Por favor, queiram desculpar-me quanto às prime...

Richard Smith (Consultor)

Por favor, queiram desculpar-me quanto às primeiras palavras do comentário abaixo. Referiam-se a Tarso Genro, em mais umas de suas costumeiras mentiras PeTralhas, que foram omitidas e que porisso ficaram "soltas", sem sentido.

Depois das scrossantissimas palavras do nosso "...

Richard Smith (Consultor)

Depois das scrossantissimas palavras do nosso "gauleiter" gaúcho, as do REINALDO AZEVEDO (wwwreinaldoazevedo.com.br): "NÃO ERRAR MAIS. A HORA DA ENGENHARIA MORAL. Tudo indica, como já escrevi, que haverá segundo turno. Havendo, é grande a possibilidade de Geraldo Alckmin vencer. Quero celebrar duas coisas: o fato em si — já que não preciso mais me esgoelar para demonstrar que o PT quer que a democracia se dane — e o acerto daqueles que, como nós, insistíamos: “Bate nele, Geraldo; bate nele”, a exemplo do Ditão de Pinda (lembram-se dele?). Eu credito a mudança no quadro eleitoral a duas coisas: ao noticiário — que não teve como não ser anti-Lula ao ser absolutamente frio e objetivo (contra o petismo, a verdade já é um remédio eficientíssimo) — e ao horário eleitoral de quinta-feira, que bateu pesado, bateu para valer. E isso só aconteceu porque um novo escândalo, que atinge o cerne do Estado de Direito, veio à tona. É importante identificar os erros para ampliar as margens que delimitam o campo do acerto. Não vale, porque seria trapaça intelectual e histórica, afirmar que a campanha de Alckmin sempre esteve certa, que só se chegou até aqui por causa de uma estratégia rigorosamente pensada, que isso tudo estava nos planos. Convenhamos: ninguém tinha combinado nada com Jorge Lorenzetti, Osvaldo Bargas, Hamilton Lacerda, Expedito Veloso e afins... Movido pela prepotência e pelo espírito totalitário que o anima, o PT cometeu um erro brutal. Note-se que o PSDB só entrou firme com o assunto no horário eleitoral quando percebeu que o jornalismo comprou a pauta — uma parte do jornalismo ao menos; a outra não compra, mas vende a pauta... O primeiro programa do PSDB depois das prisões ainda foi de uma inacreditável timidez. Era absolutamente óbvia a necessidade de descontruir Lula. E fazê-lo por meio do discurso político ("É a política, estúpido!”), que tanta ojeriza provoca nos marqueteiros, que já têm um clichê estético e dele não gostam de abrir mão: o obreirismo. Funciona para candidatos que estão disparados na frente (veja-se o caso de Serra, que não precisa bater em ninguém ou fazer campanha negativa: para quê?), mas costuma ser ineficaz para quem está muito atrás. Essa besteira de que campanha negativa tende a afastar o eleitor é só um dos braços do ódio à política que passamos a cultivar no Brasil. É evidente que é preciso fazer propostas; é evidente que é preciso mostrar um passado de realizações (pegue-se o caso de Mercadante: teve de se agarrar a Lula porque nada tinha a oferecer; o presidente agora o quer longe...); é evidente que é preciso falar de futuro. Mas é evidente, também, que a eleição serve a um propósito educativo, de elucidação de diferenças. Alckmin nunca foi candidato apenas a gerente, mas a gestor dos principais instrumentos que as instituições oferecem para aperfeiçoar a democracia — a depender do presidente, ela regride. Estava claro que aquele obreirismo e aquele bom-mocismo tinham um alcance limitado. De resto, há que se supor que o desmonte sensacional da conspirata contou, aí, sim, com alguma forma de Inteligência, esta com “I” maiúsculo. Acho bom vocês se lembrarem disso. Naquela sonolência em que vinham as coisas, não se chegaria a lugar nenhum. O avanço era tão lento, que só se vislumbraria um segundo turno na véspera do Natal... E os tucanos ainda acabariam vítimas de escroques. Por que isso? Porque não pretendo, no caso de segundo turno, voltar a me ler afirmando essa mesma coisa, reafirmando o que disse dezenas de vezes ao longo da campanha. Este sufoco todo não era, na verdade, necessário. Se havia, e há, uma blindagem de Lula nas camadas de menor renda, isso não implica que elas sejam destituídas de moral, de vergonha na cara, de bom senso. O senso comum, não importa a conta bancária do sujeito, é o de que não se deve roubar. Não me venham, pois, com predestinações e justificativas de estratégias mirabolantes. Não sei se Alckmin passa mesmo para o segundo turno e se, passando, vence a eleição. Torço porque é o razoável a fazer contra o demônio totalitário. O que sei é que não se pode abrir mão de fazer política. Foi preciso um tsunami para que a campanha encontrasse o tom adequado. “Ah, antes, era impossível porque Lula estava blindado”. Bobagem. Se a safadeza não era lembrada pela oposição, esperava-se que o povo o fizesse por conta própria? “Isso é passado”, pode-se dizer. Também é futuro. Tanto um futuro imediato, com a possibilidade de segundo turno, quanto um mais distante: é preciso dar nome a certos métodos que estão em prática para que possam ser banidos. O PT cometeu um erro monumental. Hora de seu adversário avançar. Que não se volte a falar em burocratês. Chega de falar tanto em obra. Precisamos mais é de uma nova engenharia moral." Precisa de mais?

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