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Direito de identidade

Justiça caça pais desconhecidos para registrar os filhos

Comentários de leitores

12 comentários

Parabéns ao TJ-SP, à Sec. de Educ de SP, à ARPE...

Ana Liési Thurler (Professor)

Parabéns ao TJ-SP, à Sec. de Educ de SP, à ARPEN-SP, à juiza Ana Luiza Vilana, ao desembargador Gilberto Passos de Freitas. Acompanhei o trabalho do MP-DFT com o projeto "Pai legal nas escolas" e, atualmente, coordeno o projeto "Paternidade e cidadania nas escolas do Piaui", em que a sociedade civil organizada de lá, por meio dos trabalhadores e trabalhadoras na educação do SINTE-PI, está dimensionando, ao mesmo tempo em 40 pontos no estado, o quadro das crianças sem reconhecimento paterno matriculadas na rede pública de ensino para demandar ao Estado, por meio do MP-PI um encaminhamento cidadão. Precisamos avançar para um outro patamar civilizatório. No Brasil temos, anualmente, em torno de 800 mil crianças que ficam somente com filiação materna estabelecida em seus registros de nascimento. Essa ausência de solidariedade à mulher-mãe e à criança não pode ser naturalizada, não pode ser vista como "normal". Nossa Constituição estabelece a igualdade de tratamento a todos os filhos - concebidos e tidos no casamento ou fora dele. Uma das características do patriarca dos velhos tempos é o poder de total arbítrio - que ele mesmo se outorga - em relação a sua descendência: acolhê-la quando quiser, se quiser, por quanto tempo quiser. Estamos, entretanto, no século XXI. Homens e mulheres precisamos igualmente nos responsabilizar por nossas crianças. No caso de - aí, sim, com todo direito - um homem não desejar filhos, não pode transferir os cuidados com a contracepção e vir, depois que a velhíssima cantilena de que "a mulher foi esperta". Além do mais, em tempos de HIV, é alarmante a persistente resistência em vestir a camisinha. Ana Liési Thurler Brasília (DF)

Estou tendo problemas seríssimos com a busca do...

bateaux (Bacharel - Tributária)

Estou tendo problemas seríssimos com a busca do pai de meu filho. Acontece que ele é cidadão norte-americano e já tentei de todas as formas, usa embassy aqui no BR, Embaixada do Brasil em Washington, Polícia de Florida Keys, enfim... Sempre recebo a mesma resposta. Nao podemos fazer nada. Só poderia através do zabasearch ou whithepages.com mas sempre pedem pagamento e isso eu não tenho condições. O que V.Sas. me aconselham a fazer? O nome do pai dele é John Jeffrey LoVetere, tem 46 anos, mora em Key Largo, ID nº 001553434562, SS # 409-17-5934. Preciso que ele registre o garoto. Por motivos de foro íntimo, à época de seu nascimento lá nos EUA, não permitimos que ele o fizesse. E agora José?... Qualquer ajuda será muito apreciada. patriciaaureo@yahoo.com.br

Realmente, essa iniciativa é importante, mas, n...

nandozelli (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

Realmente, essa iniciativa é importante, mas, não pode haver caça às bruxas. Óbvio haver a existência de mulheres "espertas", que querem viver só de pensão alimentícia e viram verdadeiras matrizes, colocando crianças inocentes que pagam pela cupidez dessas "mães", bem como, aquelas que dizem estarem fazendo a famigerada "produção independente", a qual sobre até ocorrer dificuldade financeira. Também existem os irresponsáveis que transam sem camisinha, engravidam e iludem mulheres e jovens, engravidam-nas e somem. Falo com conhecimento de causa, porque meu irmão mais novo se enquadra no último exemplo, tendo gêmeas com a primeira namorada e um filho de um relacionamento de "ficante", sem assumir nenhum deles. Jamais trabalha em emprego fixo, exatamente, para evitar eventual desconto de pensão alimentícia. Portanto, há casos e "casos", que devem ser analisados de forma percuciente, mas, objetiva, para evitar enriquecimento ilícito, por um lado e sacanagem e irresponsabilidade, de outro.

Em que pese o comentário anterior, parabens par...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Em que pese o comentário anterior, parabens para a juiza, partindo do judiário uma questão de cidadania muito importante...

Embora ainda exista o termo "pai desconhecido",...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Embora ainda exista o termo "pai desconhecido", a nobre juiza não terá daqui para frente muitas preocupações, pois o instituto da pensão alimentícia ja gerou milhares de filhos "sem pai", a maioria advinda de mulheres espertas, que fazem da pensão um meio de vida e para seus amantes, reconheço também que não posso julgar aleatóriamente, mas o faço com conhecimento de causa, pois tenho um neto que é "usado" unicamente para este fim, dói muito saber que para este mal não há remédios...nem leis...

PARABÉNS PELA INICIATIVA DA JUSTIÇA. É COMO ...

Dr. Tarcisio (Advogado Autônomo)

PARABÉNS PELA INICIATIVA DA JUSTIÇA. É COMO SEMPRE DIGO, NÃO BASTA SER PAI, TEM DE PARTICIPAR...!!! EMBORA O PROBLEMA SEJA MAIS "SOCIO-CULTURAL" DO QUE JURÍDICO, É REALMENTE IMPORTANTE ESSA ATENÇÃO DA JUSTIÇA, PRINCIPALMENTE, PARA O CONSTANTE NUMERO DE "PAIS IRRESPONSÁVEIS" QUE SÓ FAZEM FILHOS E SEQUER OS RECONHECEM.

Penso que diminuiria a irresponsabilidade de mu...

marcelino (Estudante de Direito)

Penso que diminuiria a irresponsabilidade de muitas mães e aumentaria a responsabilidade de muitos pais e o direito de muitas crianças. Luiz Antonio Marcelino

Não posso concordar com os comentários dos cole...

Jorge Cruz (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Não posso concordar com os comentários dos colegas. A designação "filho de pai desconhecido" é verdadeiro estigma para essas crianças. Trata-se de direito à dignidade e não uma "invasão na vida privada". Algumas genitoras sequer conhecem seus direitos e de sua prole, daí a importância da iniciativa. Se um desses filhos de "pai desconhecido" cair futuramente em desamparo, a quem recorrer para pleitear alimentos? Ademais, a mão não será obrigada a postular o reconhecimento de paternidade, apenas será encaminhada à Defensoria Pública, para assim proceder, se o desejar. Operadores do Direito: mais sensibilidade, por favor, e mais atenção à realidade do nosso país...

Eu acho isso um absurdo, pra dizer a verdade. Q...

Lu2007 (Advogado Autônomo)

Eu acho isso um absurdo, pra dizer a verdade. Que intromissão na vida privada !!!!!!!!

Eu também acho que dá a sensação de que o TJ es...

Lu2007 (Advogado Autônomo)

Eu também acho que dá a sensação de que o TJ está sem serviço. Se o pai não quer comparecer eu acho que o Estado não tem que se meter. Isso é problema particular e familiar.

Dá a impressão que o TJ de SP está sem serviço,...

Armando do Prado (Professor)

Dá a impressão que o TJ de SP está sem serviço, faltando-lhe o que fazer. Que tal por em ordem as toneladas de papéis (processos) parados? Que tal trabalhar das 8 às 18 horas como qualquer trabalhador? Por outra banda, concordo com o Dr. Schitini: colcar no papel o nome pode ser fácil, e daí? Cadê a seqüência ou conseqüência?

O serviço deve ser completo. Não pode ficar só ...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

O serviço deve ser completo. Não pode ficar só nisso. Após o reconhecimento de paternidade, o Tribunal de Justiça –SP, vai determinar ao Governo que crie empregos para todos esses relutantes pais? Nesse caso o Tribunal vai acompanhar a relação entre esses pais e filhos, recuperando os progenitores viciados, violentos e desagregados? Aqui se aplica a máxima, tão a gosto das misses e debutantes de anos atrás, agora não se sabe: “você é eternamente responsável pelo que cativas”, de Antoine de Saint-Exupéry. Essa frase é de extremo valor se aplicada ao atendimento de carências. Caso os Tribunais determinassem ao Governo a solução de todas as carências do povo e isso fosse obedecido, enorme parte dos problemas da nação estariam resolvidos. Seria a plena aplicação da Justiça preventiva.

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