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Eleição na OAB-SP

Pesquisa de D'Urso lhe dá 63,9% das intenções de voto

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Se a eleição da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil fosse hoje, Luiz Flávio Borges D’Urso seria reeleito com 63,9% dos votos. Rui Celso Fragoso, seu principal adversário, teria apenas 8,1% dos votos. Perto de 20% dos eleitores se dizem indecisos. Esse é o resultado de pesquisa encomendada pela chapa de D’Urso e divulgada nesta quarta-feira (25/10). A eleição para a escolha da nova presidência da OAB-SP acontece no dia 30 de novembro.

A Brasmarket — Análise e Investigação de Mercado, empresa contratada para fazer a pesquisa, afirma ter ouvido 2.452 advogados de todo o estado de São Paulo: 70,9% dos entrevistados do interior e 29,1%, da capital. Eles responderam a 10 perguntas, incluindo sexo, especialidade e anos de profissão.

Luiz Flávio Borges D’Urso declarou que está muito satisfeito com o resultado. Para ele, a pesquisa “está retratando o que temos sentindo nas ruas, resultado dos trabalhos em todo o período de gestão”. O presidente OAB-SP declarou ainda que recebeu o apoio de 203 dos 216 presidentes das seções.

Rui Celso Fragoso diz que os resultados parecem contrários à constatação feita durante os sete meses em que está em campanha pelo estado. “Tenho percebido uma grande rejeição ao candidato, principalmente pelo culto à sua própria personalidade”, alfineta. Afirma também ver com reserva a pesquisa encomendada pelo situacionista, que não conhece a empresa que fez a pesquisa nem os critérios adotados. Em eleições passados o instituto teve levantamentos questionados em questões que terminaram na Justiça.

Fragoso afirmou ainda que vai divulgar pesquisa, feita entre março e abril, em que cerca de 70% dos entrevistados acham que o atual presidente da OAB-SP usa o cargo pra fins que não são propriamente de interesse dos advogados.

Aprovação

A gestão de D’Urso, pelo levantamento, teve aprovação de 75% dos advogados. Apenas 9,1% dos entrevistados reprovaram a sua presidência. Entre as principais medidas implantadas na atual gestão, 32,9% dos advogados consideraram a implantação do sistema de publicações online gratuito. A volta da carga rápida foi a medida que ficou em segundo lugar, com 24,8%.

A proposta de D’Urso que mais agrada os entrevistado é a de manter gestões junto ao Judiciário, para acelerar o tempo dos processos e seus resultados, com 31,4%. A ampliação do empenho na defesa das prerrogativas profissionais foi a segunda proposta que mais animou os advogados.

Veja o resultado da pesquisa:

Relatório Geral OAB Outubro 2006


Se a eleição fosse hoje e os candidatos fossem estes do disco, em qual deles o/a dr/a votaria

%

Luiz Flávio Borges D’Urso

63,9

Rui Celso Reali Fragoso

8,1

Leandro Pinto

3,1

Clodoaldo Pacce

1,8

Não decidiu ainda

19,9

Anulará seu voto/não votará em ninguém

3,2

Total

100,0



Pelos serviços que a entidade presta aos advogados, medidas que toma em apoio ao exercício da advocacia, e pelo conjunto do trabalho que vem sendo feito até agora, o/a Dr/a diria que a gestão da OAB de São Paulo tem sido:

%

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 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 25 de outubro de 2006, 20h13

Comentários de leitores

2 comentários

Ser contra reeleição não é e nunca foi uma "que...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Ser contra reeleição não é e nunca foi uma "questão de princípio". O princípio que nos deve nortear é fazer a melhor escolha dentre as opções que nos são oferecidas. Hoje, a melhor opção é D'Urso. Fez e faz uma boa gestão. Colocou ordem nas finanças da OABSP,comprometidas pelas falhas da gestão anterior. E uma das chapas oposicionistas é apoiada pelos diretores que permitiram aquelas falhas. Não há nenhum problema em reeleição, quando se dá novo mandato a um bom presidente.Vejam-se, por exemplo, as reeleições do dr. Cid Vieira de Souza e do dr. Antonio Cláudio Mariz de Oliveira. Vários colegas que apoiaram tais reeleições hoje dizem não à reeleição, alegando "princípios" que, como se vê, não são verdadeiros. A atual gestão da OABSP só não fez mais pela entidade, porque perdeu boa parte do tempo corrigindo os equívocos da gestão anterior. Para presidir a OABSP não basta ter sido presidente do IASP, uma entidade com menos de 1.000 associados,que se dedica a promover cursos (sua principal fonte de receita) e solenidades festivas. Trata-se de uma academia de notáveis, não de uma entidade profissional no sentido estrito do termo. Como presidente da Comissão de Ensino Jurídico da OABSP, um dos candidatos oposicionistas, que foi diretor da FMU, pouco ou nada fez de relevante. A luta da gestão do dr. Approbato contra a proliferação dos "campi" avançados, ou seja, das "filiais" das faculdades, não foi levada adiante, favorecendo-se a indústria do ensino. O dr. D'Urso fez e faz um bom trabalho. Não é só ele que merece a reeleição: é a OABSP que necessita desse bom trabalho. Muito ainda há de ser feito em prol da Advocacia. Não somos contra a reeleição. Somos contra a "elitização" da OABSP, contra o "caciquismo", o "coronelismo" , a "pompa e circunstância" e o "estrelismo". Vamos continuar com D'Urso pelo bem da OABSP!

A campanha intensifica-se agora com a definição...

PAULO FRANCIS (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

A campanha intensifica-se agora com a definição dos candidatos.A minha experiência de campanhas anteriores demonstram que nem sempre as pesquisas iniciais definem o pleito. Situação sempre saí com vantagem em função da máquina. Os advogados, por natureza, por história não se prestam a voto obediente. A advocacia sempre pautou pela análise crítica na hora do voto. A advocacia paulista vive um período particular na sua história e este é um momento de fazermos a virada e praticarmos dentro de nossa casa a verdadeira democracia, qual seja, a alternância no poder. Contra a reeleição. Uma questão de princípio. Julio Brandão Marília-SP

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