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Visão estratégica

Segredo do advogado é atender rápido e cobrar barato

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A realidade do mundo está exigindo mudanças no perfil esperado do advogado. O profissional do Direito, além de ter conhecimento técnico jurídico precisa pensar em novas estratégias para solucionar de forma mais rápida e mais barata o problema do seu cliente. A sugestão é do advogado e presidente da Comissão Especial de Assuntos Institucionais da OAB, Jarbas Andrade Machioni, em palestra sobre Novos Paradigmas e estratégias de Advocacia. O advogado foi um dos expositores do seminário Novas Tendências da Advocacia Contemporânea, promovido pela seccional paulista da OAB na quarta (18/10) e quinta-feira (19).

Para Jarbas Machioni, o fato de o advogado solucionar o problema do cliente de forma rápida e mais barata não significa uma queda do orçamento do escritório e sim o contrário. “O advogado que resolve de forma simples e rápida cativa o cliente que vai consultá-lo toda vez que tiver problemas, além de indicá-lo para os outros.”

Para ele, a advocacia está vivendo o mesmo processo pelo qual já passou a medicina. O setor médico que antes propunha tratamentos demorados e caros passou a oferecer tratamentos rápidos e mais baratos e a atende a uma demanda muito maior.

Machioni acredita que a advocacia tem que estar preparada para esse novo período e ter visão estratégica para melhor atender seu cliente e ao mesmo tempo fazer com que seu escritório seja bem sucedido.

Na sua opinião, advogado com visão estratégica deve pensar, por exemplo, qual é o melhor local para se ajuizar a ação, se houver esta possibilidade no caso. “Se a ação pode ser ajuizada no Rio de Janeiro, onde a sentença demora muito menos tempo do que em São Paulo e custa um terço, essa possibilidade deve ser oferecida para o cliente,” diz.

No caso de ações mais simples, que podem ser ajuizadas nos Juizados Especiais sem a presença do advogado, o profissional do Direito, na opinião de Machioni, pode oferecer uma consulta para orientar o seu cliente na ação. “O cliente pode tocar a ação sozinho e ao mesmo tempo advogado ganha a confiança do cliente por tê-lo orientado.”

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 20 de outubro de 2006, 17h08

Comentários de leitores

7 comentários

(continuando) Concialliação, mediação e arbi...

Jarbas Andrade Machioni (Advogado Sócio de Escritório)

(continuando) Concialliação, mediação e arbitragem (conhecidos como ADRs) são um tipo de processo para resolução de conlfitos e têm ténicas muito complexas (há farta literatura). O advogado deve meditar sobre sua advocacia e verificar a possiblidade de utilizá-los. O advogado deve como antes estudava o caso para elaborar um petição, deve estudá-lo quais alternativas de composição, de soluções, para eventual solução extra-judicial. Outro campo é o de admistração de conflitos . Tipo de advocacia que me considero um dos pioneiros (em modestas dimensões). Hoje, trata-se de setor importante em grandes escritório como Tozzini Freire ou Leite, Tosto e Barros. A mesma coisa é a técnica de redação contratual, inclusive visando à solução de conlfitos futuros. Falei sobre manejo de multas como elemento de dissuasão. É um campo para o advogado. Ou seja, não defendo - por que não vejo sentido - cobrar barato. E só vejo rápido fora do nosso judiciário. O advogado deve cobrar o valor correto, segundo ujm mix de critérios : suas perspectivas, valor que quer ter no mercado, valor econômico da causa, custo de escritório, tempo empregado. No caso exemplifiquei como pode ser melhor economicamente para o advogado o emprego dos meios alternativos . Ainda, dentro dessa perspectiva, sempre que possível, deve o advogado descartar o uso do judiciário paulista, pois a nosso judiciário está em colapso e estado de calamidade pública. Mesmos fora dos ADR deve-se pensar em alternativas de foro. Citei o exemplo do judiciário de Brasília ou Rio como rápidos e mais baratos, e bons para muitos casos . No Rio o limite de custas é cerca de 18 mil , aqui é 37.500 . Aqui a duração média é 7 a 10 anos, lá 1 a 3 anos (ambos contando o tempo do segundo grau). O advogado deve pensar nisso, e ver se seu caso comporta. Infeliz e evidentemente, essas observações não se aplicam a todos os casos e tipos de advocacia, embora possam ser útieis. 2) Sobre juizado especial. Não conheço o juizado especial como bem disse o colega, mas não falei que o advogado deve deixar de ir lá, se achar que é o caso. Não sou totalmente jejuno em conflitos desse tipo, pois militei em assistência judiciária, no escritório experimental da OAB, por seis anos. Mas no asunto não quis me referir especificamente ao juizado especial, mas "pequenas causas" que tanto poderia ser nele, como em PROCONS ou outros órgão assemellhados. Neles, às vezes pode ser mais proveitoso economicamente para o advogado ( e isso vai depender do cliente), orientá-lo no caso (que documentos juntar, o que dizer etc.) e cobrar a hora de consulta , do que acompanhá-lo no no foro em todo o processo, pois o valor econômico envolvido pode não valer a pena o trabalho integral e pode ser uma opção para o cliente. Assim o advogado não deixará de atender o cliente, como também fortalecerá o vínculo. Não pretendi reproduzir a palestra, que deverá sair em livro contendo o expsoto pelos palestrantes e demais depoimento de advogados de várias áreas. Agradeço a todos pela leitura. Jarbas Andrade Machioni

Peço vênia para esclarecer aos colegas. 1. A...

Jarbas Andrade Machioni (Advogado Sócio de Escritório)

Peço vênia para esclarecer aos colegas. 1. A despeito do título dado à matéria, e do cuidadoso trabalho da jornalista, eu não defendo cobrar "barato e atender rápido". Não é isso. Falei no seminário de advocacia empresarial como paradigma. E nela foram levantadas alternativas de atuação para o advogado, procurando dilargar o seu campo de trabalho. Dei como exemplo ao invés de levar um caso ao judiciário, sempre que houver condições, o advogado deve pensar em efetuar um processo autocompositivo (mediação ou conciliação), ou até mesmo arbitragem , pois eles não só permitem maior controle do caso por parte do advogado., com também, ao invés de ter um caso de dez anos de duração, o advogado poderá resolvê-lo em cerca de seis meses, ou menos. Maior giro de casos, com menor estrutura ( = custo). A conseqüência disso é que se o advogado cobraria 20% do do valor econômico do caso num processo de dez anos, ou seja considerando uma ação de R$ 10.000.000,00 , seriam 2.000.000,00 , o que daria por mê R$16.666,00 ; fazendo a um deses processo ele poderia cobrar de honorários algo como até 5% ou 2% que iriam representar cerca de 166.666,00 por mês ou R$ 66.666,00 ! Ou seja, por ser mais rápido, pode-se cobrar menos que será mais atrativo e mais lucrativo ! É isso que muitos escritórios têm feito e procurado fazer., saindo do contencioso. Em muitos deles nenhum contrato sai sem cláusula de arbitragem. Chamei atenção para outras alternativas, como elaborar contratos com vistas a previnir ou para imunizar determinados litígios (experiência inglesa e norte-americana); nesse caso a cobrança deve ser por hora (o padrão é R$ 250,00 a hora, mas pode ser R$ 500 a 700 reais, dependendo do profissional e do assunto). (continua)

Não me conformo que este cidadão nos representa...

danilo (Advogado Autônomo)

Não me conformo que este cidadão nos representa perante a OAB referente a "assuntos institucionais". Com conhecimento de causa afirmo que não conhece o que acontece nos juizados especiais quando a pessoa vai desacompanhada de profissional. Não sabe que cada vez mais estão obrigando as pessoas a fazerem acordos ou abrirem mão de direitos exatamente por estarem sozinhas junto aos 'leões', e em saber o que fazer abrem mão de direitos. Isso não é conselho útil à sociedade como um todo. Devemos enviar a indignação à Presidência da gloriosa OAB que nunca sujeitar-se-á a tal proposta sem precedente.

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