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Bola de fogo

PF prende quadrilha acusada de comércio ilegal de cigarro

A Polícia Federal desencadeou, na manhã desta terça-feira (10/10), a operação Bola de Fogo. Segundo a PF, a ação tem como objetivo desmontar uma organização criminosa responsável pelo comércio clandestino de cigarros no Brasil. Entre os presos, estão empresários, contrabandistas, advogados e servidores públicos.

A PF deve cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em 11 estados (Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Goiás, Rio Grande do Norte, Pará, Mato Grosso, Maranhão, Ceará e Rio de Janeiro). Participam da operação 750 policiais federais, além de servidores da Receita Federal.

A operação é resultado de dois inquéritos policiais instaurados nos estados do Rio Grande do Sul e de Mato Grosso do Sul. As investigações apontaram a existência de um esquema de falsificação envolvendo fábricas de cigarros no Brasil e no Paraguai e de grupos que faziam a distribuição do produto em todo o território nacional.

Durante os últimos dois anos, a PF apreendeu mais de 23 mil caixas de cigarros pertencentes ao grupo, avaliadas em aproximadamente R$ 13 milhões. Entre os crimes cometidos, estão contrabando, descaminho, sonegação fiscal, corrupção ativa e passiva, exploração de prestígio, falsidade ideológica, evasão de divisas, lavagem e ocultação de ativos ilícitos.

Esquema

Durante as investigações, a Polícia Federal detectou a existência de três grandes organizações criminosas envolvidas no esquema. A primeira, de acordo com as investigações, é chefiada por Hyran Georges Delgado Garcete, responsável por introduzir no território nacional cigarros contrabandeados, armas e drogas.

Com a ajuda de parentes e funcionários que faziam o papel de laranjas, ele abriu várias empresas no ramo da construção civil, de importação e exportação, e transportadoras como forma de acobertar transações comerciais ilícitas.

Boa parte do cigarro negociado por Garcete era de propriedade de outra organização, encabeçada pela empresa Sudamax Indústria e Comércio de Cigarros, instalada na cidade de Cajamar (SP). Conforme a PF, ela comercializa no país as marcas US, U5, Dollar, Campeão, Vanguard e Dunas, e para exportação, os cigarros das marcas como Mack e Red Fox.

A Sudamax ainda possui uma fábrica “espelho” no Paraguai chamada de Tabacalera Sudan SRL. Esta fábrica paraguaia é responsável pela produção dos cigarros da marca US Mild, de grande aceitação no mercado nacional.

Durante as investigações, constatou-se que os cigarros US Mild também são produzidos na própria Sudamax em Cajamar (SP), num processo conhecido dentro da empresa como Operação Dunas. Nesta operação, o objetivo é dissimular a origem do produto, colocando no mercado nacional como se ele tivesse sido contrabandeado do Paraguai.

Prova da irregularidade foi a apreensão de 8,2 mil caixas dos cigarros US Mild feita por policiais federais no último dia 12 de maio, no interior da empresa em Cajamar. Segundo as investigações, o dinheiro ilícito é investido em empresas do grupo que atuam no setor imobiliário e empresas offshore sediadas no Uruguai, configurando assim o crime de lavagem de dinheiro.

O acompanhamento das atividades da empresa Sudamax indicaram a existência de uma terceira organização criminosa, encabeçada pela Distribuidora de Alimentos e Produtos de Consumo Dunas, sediada em Natal (RN). Os sócios-proprietários da empresa coordenam um esquema especializado na distribuição atacadista de cigarros ilícitos, adquiridos no Paraguai (tanto da Tabacalera Sudan quanto em outras tabacaleras) e na Sudamax (cigarros US MILD). Outra empresa que tinha o cigarro distribuído pelo grupo era a Tabacalera Central, pertencente aos irmãos Roque e Roni Silveira.

Revista Consultor Jurídico, 10 de outubro de 2006, 13h40

Comentários de leitores

2 comentários

DOSSIÊ - DINHEIRO PODE TER ORIGEM NO PEDAGIO. ...

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) (Comerciante)

DOSSIÊ - DINHEIRO PODE TER ORIGEM NO PEDAGIO. Só o pedágio urbano Municipal tem um BANCO PARTICULAR com caixa forte abaixo das cabines de arrecadação, só um pedágio poderia dispor de tanta grana miúda de uma só vez. Depois dessa descoberta eles não vão mais querer saber a origem do dinheiro. VAMOS EXIGIR A ORIGEM DO DINHEIRO DESTE DOSSIÊ.

A Souza Cruz deve estar muito contente. Aliás, ...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

A Souza Cruz deve estar muito contente. Aliás, Medeiros foi eleito?

Comentários encerrados em 18/10/2006.
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