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Dossiê PT-Sanguessugas

Para PF, Freud Godoy não tem relação com a compra do dossiê

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A Polícia Federal não encontrou qualquer indício de que o ex-assessor da Presidência da República Freud Godoy participou da compra do dossiê PT-sanguessugas, que comprovaria o envolvimento do tucano José Serra com a máfia dos sanguessugas.

“Houve uma pré-condenação, quando só havia um depoimento contra ele. A imprensa brasileira tem um histórico de expor de forma excessiva as pessoas no início das investigações. Ainda mais sendo uma pessoa próxima ao presidente”, reclamou o advogado de Freud, Augusto Botelho.

Freud Godoy resolveu que não vai falar com a imprensa até que a Polícia Federal conclua as investigações para descobrir de onde veio o dinheiro e quais as pessoas realmente envolvidas na compra do dossiê.

Augusto Botelho diz que, por enquanto, Freud também não vai tomar nenhuma medida judicial contra Gedimar Passos, que o acusou. “Creio que o nome de Freud surgiu por razões específicas, não por acaso. Cabe à PF descobrir o porquê, para aí tomarmos uma medida judicial.”

Histórico

As suspeitas de envolvimento de Freud na compra do dossiê começaram em 17 de setembro, dia do depoimento do advogado e integrante do PT Gedimar Passos, que o acusou de ser o mandante do esquema. O advogado e o empresário Valdebran Padilha foram presos no dia 15 de setembro em São Paulo com os R$ 1,75 milhão, que seriam usados para a compra do dossiê.

Depois do depoimento de Gedimar, a vida de Freud Godoy foi revirada. Pela leitura dos jornais e ao assistir os telejornais, era possível ter quase certeza de que ele tinha envolvimento na compra das fotos e documentos contra o PSDB. No dia posterior ao depoimento do advogado, Freud pediu afastamento temporário de seu cargo de assessor especial da Presidência da República.

O procurador Mário Lúcio Avelar pediu a prisão preventiva de Freud por duas vezes. Segundo ele, o pedido se baseou no envolvimento de Freud com as pessoas ligadas à negociação do dossiê. Da primeira vez, o juiz da 2ª Vara Federal de Mato Grosso indeferiu o pedido. Para ele, a prisão pedida pelo Ministério Público Federal só se justificaria se fosse imprescindível à investigação. Da segunda vez, a Justiça decretou a prisão. Freud só não foi preso porque faltavam cinco dias das eleições, período em que a detenção de qualquer pessoa é proibida, salvo em caso de flagrante.

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Revista Consultor Jurídico, 9 de outubro de 2006, 19h48

Comentários de leitores

14 comentários

Bomba! Bomba! Bomba! carregador de malas do hot...

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal (Advogado Autônomo - Criminal)

Bomba! Bomba! Bomba! carregador de malas do hotel é o responsável pela movimentação do dinheiro. já está preso e rigorosamente interrogado.

O DPF (departamento de pizza federal) já está i...

A.G. Moreira (Consultor)

O DPF (departamento de pizza federal) já está inocentando a galera ! ! ! - É preciso que no caso "dossier" ninguém do Palácio ou do PT ( chegado ao candidato ) seja culpado ! ! ! - O dinheiro tem origem desconhecida e foi transportado por gente desconhecida ! ! !

A pergunta que não quer calar: QUAL A ORIGEM DO...

Gilson Raslan (Advogado Autônomo - Criminal)

A pergunta que não quer calar: QUAL A ORIGEM DO DINHEIRO DO DOSSIÊ? É mais do que evidente que o PSDB insiste nesta pergunta, porque sabe, de antemão, que a PF jamais conseguirá descobrir a origem do dinheiro, pela simples razão da investigação estar sendo centrada em pessoas ligadas ao PT, quando devia estender a investigação a pessoas ligadas ao PSDB, partindo do Abel Pereira. Ao que tudo indica, os dois petistas estavam a serviço do PSDB, senão vejamos: o tal advogado filiou-se ao PT em 2004, objetivando uma diretoria na ELETRONORTE, cuja pretensão foi barrada, porque o seu passado não recomendava a investidura em tão importante cargo. Certamente, para se vingar, já que não tinha raízes no PT, aprontou essa confusão toda para beneficiar o PSDB. Vamos aguardar.

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