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Boa intenção

Delegado nega ter recebido dinheiro para divulgar fotos

O delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno negou que tenha vazado as fotos do dinheiro do dossiê PT-sanguessugas por questões políticas ou financeiras. O dinheiro, R$ 1,7 milhão, seria usado na compra de um dossiê que comprometeria o então candidato ao governo de São Paulo, o tucano José Serra. O delegado declarou que sua intenção era apenas revelar a verdade.

Bruno foi o responsável pela prisão do ex-agente da Polícia Federal Gedimar Passos e do empresário Valdebran Padilha, os intermediários na operação de compra e venda do dossiê. Na quinta-feira (28/9) o delegado distribuiu à imprensa CDs contendo as fotos, que até então eram mantidas em segredo pela Polícia Federal. As informações são da Agência Brasil.

Bruno afirmou que as fotos não estavam sob sigilo e, por isso, não cometeu nenhum crime ao divulgá-las à imprensa. Ele também negou ter recebido dinheiro da imprensa pelos CDs em que gravou as 23 fotos do dinheiro apreendido, tiradas durante perícia realizada na quinta-feira (28/9). “Não recebi dinheiro. Querem quebrar o meu sigilo, mas não precisa. Eu entrego o meu sigilo”.

Na sexta-feira (29/9), o superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Geraldo José de Araújo, confirmou a veracidade das imagens divulgadas pela imprensa. Mas, segundo ele, essas fotos não foram tiradas no dia em que a PF flagrou o dinheiro. As fotos originais continuam preservadas pela polícia.

“Fiz sozinho, por consciência. Não para ser herói e paladino da Justiça, mas para cumprir meu dever como delegado da PF”, afirmou Bruno a jornalistas, na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. “Vocês acham que a sociedade tem o direito de saber a verdade? Se sim, eu agi certo. Se não, eu agi errado”, declarou.

Revista Consultor Jurídico, 2 de outubro de 2006, 19h16

Comentários de leitores

22 comentários

Não adianta os petistas ficarem falando em "den...

Baudelaire (Advogado Autônomo)

Não adianta os petistas ficarem falando em "denuncismo", "culpa das elites" e outras leseiras mais. "Meteram a mão" mesmo! Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza - já diz o ditado... Um bando de sindicalistas ávidos pelo poder, mas aquele poder que eles chamavam de "burguês": - cartões de créditos corporativos, viagens de graça, finas refeições "na faixa" e por aí vai... "Denuncismo"??? Ora essa... Não me insultem a inteligência... Pau nessa cambada!

É... ele só precisa ver que ele não divulgou a ...

Ana (Outros)

É... ele só precisa ver que ele não divulgou a verdade dos fatos, porque a verdade já estava confirmada. Ele só contribuiu para expor informações que têm impacto, porque a existência do dinheiro, em si, uma foto não comprova. Aliás, a foto de um monte de dinheiro como foi o caso desta, só teve valor porque foi divulgada por um delegado federal. O delgado foi político, provavelmente agiu por convicções políticas pessoais. Aliás, quem na função dele não é político? Cabe a nós julgar os limites da atuação politica destes agente da lei. A lei é um limite?

A polícia federal passou por uma radical transf...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

A polícia federal passou por uma radical transformação nos últimos anos. Não faz muito tempo, os jornais noticiavam casos de corrupção na instituição. Agora só se fala em trabalho: Operação Cerol, Ventania, Vampiros, Sanguessugas, etc. A mudança de hábitos chegou a tal ponto que um delegado declara que entregou à mídia fotos relativas a um inquérito que estava sendo conduzido sob sigilo, com o exclusivo propósito de revelar a verdade. Parabéns ao Ministro Márcio Thomaz Bastos pela parte que lhe cabe nessa transfiguração.

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