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Jogo jogado

Advogados de partidos fazem plantão à espera da apuração

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Sobe e desce de elevadores. Advogados disputando espaço com os jornalistas nos corredores dos tribunais eleitorais em busca de notícia. Reencontro com os colegas. É esse o clima na reta final das Eleições 2006. Algum corre-corre, mas nada que possa, a esta altura, mudar o resultado da eleição.

Márcio Silva, um dos advogados de Luiz Inácio Lula da Silva, está no Tribunal Superior Eleitoral para acompanhar as pesquisas, apuração dos votos e resolvendo os “pepinos” do partido do candidato. Já recebeu demandas de fiscais partidários que foram presos sob a acusação de boca de urna, outros que não conseguiram entrar nas seções eleitorais.

“Neste domingo, meu papel é intermediar a discussão desse tipo de problema com os secretários do TSE, para resolvermos o mais rápido possível, com o mínimo de prejuízo”, explica.

José Antônio Dias Toffoli, também advogado de Lula, foi para a TV Justiça, gravar uma entrevista. A expectativa é que na contagem de votos ele apareça no TSE.

Já o advogado José Eduardo Alckmin, defensor do candidato tucano Geraldo Alckmin, passou o dia em casa. Ele acompanha os trabalhos da Justiça Eleitoral e faz contato com os jurídicos do país inteiro. Depois das 20h, deve ir para o TSE.

Ricardo Penteado, advogado do PSDB em São Paulo, foi no final da tarde deste domingo (1º/10) para o Tribunal Regional Eleitoral paulista. Ele pretende acompanhar a apuração. Durante todo o dia, uma equipe de 40 advogados fez plantão para tirar dúvidas dos candidatos do partido. “Esse é o tipo de trabalho que tem de ser feito pela ‘cozinha’”, diz.

“No fim de tudo, nós nos reunimos com os advogados dos outros partidos e comemoramos o resultado com um bom vinho”, afirma Penteado.

Hélio Freitas, responsável juridicamente pelo PT em São Paulo, está em seu escritório desde o começo do dia. “O que interessa nessa hora é acompanhar as pesquisas de boca de urna. Vale também ir ao TRE para acompanhar a apuração. O problema é que há tantos anos reencontramos os advogados dos outros partidos, que não podemos sequer discutir. O clima é de respeito e amizade. Briga mesmo, só no tribunal”, afirma.


 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 1 de outubro de 2006, 18h10

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