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Caso Toninho do PT

MP pede que acusado de matar Toninho do PT vá a Júri

Tal medida é necessária em vista das freqüentes contradições encontradas em todos os relatos prestados por tal testemunha. Parece-nos que tal pessoa altera seus depoimentos ao sabor das notícias veiculadas na grande imprensa, a respeito da situação política do País. Assim é que ora menciona políticos do PT como integrantes de uma suposta reunião em que se decidiu a morte do então Prefeito, ora coloca nesta mesma reunião político de outro partido. Além disso, todos aqueles que em algum momento procuram ouvi-lo, a partir do instante em que percebem as mentiras e se afastam, são depois alvos de acusações vis e levianas por parte da testemunha.

Vale lembrar que “Jack” chegou mesmo a figurar como testemunha de uma Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado e já de há muito o Tesouro vem gastando dinheiro para mantê-lo em sistema de proteção. Tais fatos são, para nós, inaceitáveis.

Recentemente, a testemunha chegou a ser presa em flagrante, na cidade de Amparo, justamente pela prática de crime de falso testemunho, conforme amplamente noticiado pelos veículos de comunicação de nossa cidade.

Requeremos, ainda, a extração de cópia da denúncia, bem como das peças de fls. 1358/1362, 1455/1458 e 2017/2036 e das presentes alegações finais, remetendo-as à Secretaria das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas, para as providências cabíveis em face da prática de delito de falso testemunho, cometido pela testemunha Cristiano Nascimento de Faria.

Como já vista acima, Cristiano, a fim de favorecer seu comparsa, o Réu deste processo, mentiu em Juízo, ao negar que, em conversa mantida com Anderson José Bastos, este lhe dissera que WANDERSON NILTON DE PAULA LIMA estava presente no Vectra prata quando do assassinato do ex-Prefeito.

Cristiano chegou a provocar risos nos presentes à audiência judicial quando passou a sistematicamente mentir, deixando de efetuar o reconhecimento fotográfico de seus comparsas e, inclusive, de si próprio.

Requeremos a extração de cópia da denúncia, bem como das peças de fls. 4506/4513 e 4514/4517 e das presentes alegações finais, remetendo-as à Secretaria das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas, para as providências cabíveis em face da prática de delito de falso testemunho, cometido pela testemunha Geraldo Rodrigues de Lima.

Esta testemunha protagonizou uma das tentativas mais patéticas de favorecimento ao Réu WANDERSON NILTON DE PAULA LIMA. Anunciado na grande imprensa como uma testemunha que mudaria os rumos deste caso, logo diante da primeira pergunta feita pelo Ministério Público viu-se que montanha pariu um rato. A testemunha, na verdade, tinha estreitas ligações como pessoas da quadrilha do Acusado e tentava fazer crer que uma pessoa cujo nome não sabia, ex-namorado de uma prostituta, cujos nome e paradeiro desconhece, teria sido o autor do delito. Chegou mesmo a indicar o possível paradeiro da arma de calibre 9 mm. utilizada no homicídio.

No entanto, conforme se depreende das peças de fls. 4595/4747, tal arma já havia sido periciada neste caso e mostrou-se incompatível com os estojos e projéteis utilizados na morte do Prefeito. Geraldo, aliás, já aparecia no inquérito cuja cópia está nas peças supra-indicadas, pois havia se prestado ao papel de figurante em auto de reconhecimento de pessoa (fls. 4615).

Outrossim, foi Geraldo desmentido pela testemunha Margarete Guimarães de Freitas (fls. 4514/1517).

VI – Do Pedido

Pelo exposto, aguarda-se seja o Réu WANDERSON NILTON DE PAULA LIMA pronunciado como incurso no artigo 121, § 2º, inciso IV, c.c. artigo 29; e no artigo 157, § 3º, segunda parte, c.c. artigo 14, inciso II, por duas vezes, tudo c.c. artigo 62, inciso I, e na forma do artigo 69, todos do Código Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri e, ao final, condenado.

Campinas, 29 de novembro de 2006.

ALEXANDRE MONTGOMERY WILD

Promotor de Justiça

CARLOS EDUARDO AYRES DE FARIAS

Promotor de Justiça

FERNANDO PEREIRA VIANNA NETO

Promotor de Justiça

RICARDO JOSÉ GASQUES DE ALMEIDA SILVARES

Promotor de Justiça

Revista Consultor Jurídico, 29 de novembro de 2006, 19h03

Comentários de leitores

1 comentário

Que vergonha! Até um cego viu quem mandou matar...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Que vergonha! Até um cego viu quem mandou matar Celso Daniel e Toninho do PT, e a PF não encontrou nenhum vestígio político, só aqui mesmo...é um absurdo que duas pessoas (autoridades importantes), morram por conta do faturamento de propinas e nada se tem a declarar, agora a imprensa ta mira do PT, se alguém tombar não será certamente crime político, ditadura talvez...quem sabe?

Comentários encerrados em 07/12/2006.
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