Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Caso Toninho do PT

MP pede que acusado de matar Toninho do PT vá a Júri

A segunda vítima, Celso Alves dos Santos, o pedreiro acima mencionado, confirmou o relato do senhor Uilson (fls. 2072/2074).

O laudo pericial de fls. 183/206 mostra os danos causados pelos disparos efetuados contra o Vectra de cor verde, placas FBI-0180, pertencente ao senhor Uilson. O mesmo laudo também mostra que os projéteis que atingiram o carro eram do calibre 45 e que, no local dos fatos, na Rua Nova Granada, foram encontrados fragmentos das colisões entre os veículos e estojos de calibre 45, ejetados pela arma quando dos disparos.

Alguns minutos depois, o então Prefeito Municipal de Campinas, a vítima Antônio da Costa Santos saía do Shopping Center Iguatemi, ingressava em seu veículo Fiat, modelo Palio, e passava a trafegar pela Avenida Mackensie.

Em uma via pública anterior à Avenida Mackensie trafegava uma van, dirigida pela testemunha Odilon Aparecido Gomes Leal (fls. 2305/2308), que estava na companhia de Cássia Aparecida Ferracini (fls. 2309/2311). Ambos contaram que um carro aproximou-se por trás, dando sinal de farol. Odilon derivou a van para um lado e o carro fez o mesmo; derivou para o lado oposto e o outro carro fez a mesma manobra. Então, tal carro – um Vectra, de cor prata ou cinza – acabou por bater na guia da calçada do lado esquerdo e quase capotou. O Vectra, então, seguiu caminho e ingressou na Avenida Mackensie. Logo em seguida, as testemunhas ouviram alguns estampidos.

Prestes a ingressar na mesma avenida, estava um veículo da marca Subaru, tendo em seu interior pessoas de uma mesma família, a saber, as testemunhas Luciane Cristina Particelli (fls. 2062/2064), Élcio Particelli (fls. 2065/2068) e Joana Fagundes Particelli (fls. 2312/2314).

Em resumo, Luciane e Élcio relataram que o veículo Subaru em que estavam aproximava-se da entrada da Avenida Mackensie quando foram “cortados” por um automóvel GM Vectra, que trafegava em alta velocidade e fazendo tal tipo de manobra. Tal carro ingressou na Avenida Mackensie. Logo em seguida, ouviram três estampidos e, então, viram um veículo Fiat Palio desgovernar-se, até chocar-se contra um outdoor. Joana, por sua vez, disse que não chegou a ver o carro, mas ouviu os disparos.

Naquela mesma hora, na Avenida Mackensie, um veículo Fiat Uno era dirigido pela testemunha Antônio Araújo Azevedo Sobrinho (fls. 2237/2240), tendo como passageiros sua esposa Márcia Cristina Teixeira de Assumpção (fls. 2241/2245), dois de seus filhos e uma amiga. O trânsito estava lento. Em dado momento, a testemunha ouviu três estampidos que pareciam vir de um ponto da avenida que ele já havia deixado para trás. Logo em seguida, um veículo GM Vectra de cor prata, em alta velocidade, ultrapassou-o, acabando por “fechar” o carro da testemunha, que quase saiu da pista. E depois a testemunha viu, mais atrás, os faróis de um carro que parecia desgovernar-se. Tal relato foi confirmado por Márcia.

Como visto, estas sete testemunhas acabaram por revelar, passo a passo, a dinâmica do homicídio do então Prefeito Antônio da Costa Santos, ocorrido na Avenida Mackensie. E trouxeram algo muito importante: os disparos ocorreram depois da passagem de um apressado Vectra de cor prata.

Na avenida local dos fatos, o Policial Militar João Carlos de Oliveira (fls. 3193/3196) localizou, naquela mesma noite, logo depois de chegar ao local – que, portanto, ainda estava preservado – os estojos de calibre 9 mm. ejetados por uma arma. Tais cápsulas foram apreendidas, conforme consta do Auto de Exibição e Apreensão de fls. 14. No interior do veículo Fiat Palio do Prefeito foram encontrados projéteis do mesmo calibre, conforme se verifica no laudo pericial de fls. 721/779.

Poucos dias depois, em 14 de setembro de 2001, no bairro Nova Campinas, a criança Eduardo Ribeiro Ragazzi foi seqüestrada, quando na companhia de sua mãe, Marina Ribeiro Ragazzi (fls. 1305/1307 e 2295/2298). No momento do arrebatamento, os autores do delito efetuaram disparos de armas de fogo.

Instantes depois, no local do seqüestro, conforme consta do respectivo Inquérito Policial (fls. 1426/1448), bem como do relato das testemunhas Adriano de Almeida Souza (fls. 2315/2318) e PM Gutemberg Felipe Martins da Silva (fls. 3197/3199), foram encontrados estojos de calibre 9 mm., ejetados quando dos disparos efetuados pelos seqüestradores. Alguns dias depois, conforme relato das testemunhas Armando Ricci (fls. 2276/2278) e Pedro Ademir Bordon (fls. 3200/3202), também foi encontrado cartucho de calibre 45.

Tais estojos de calibre 9 mm. foram comparados com os estojos encontrados na cena do crime que vitimou Antônio da Costa Santos. O laudo de comparação dos “picotes” – verdadeiras “impressões digitais” deixadas por uma arma de fogo – revelou que todos os estojos haviam sido disparados por uma mesma e única arma de calibre 9 mm. (fls. 871/880).

Ou seja, a arma que ejetou os estojos encontrados no local do homicídio de ex-Prefeito foi a mesma utilizada no seqüestro da criança alguns dias depois.

Revista Consultor Jurídico, 29 de novembro de 2006, 19h03

Comentários de leitores

1 comentário

Que vergonha! Até um cego viu quem mandou matar...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

Que vergonha! Até um cego viu quem mandou matar Celso Daniel e Toninho do PT, e a PF não encontrou nenhum vestígio político, só aqui mesmo...é um absurdo que duas pessoas (autoridades importantes), morram por conta do faturamento de propinas e nada se tem a declarar, agora a imprensa ta mira do PT, se alguém tombar não será certamente crime político, ditadura talvez...quem sabe?

Comentários encerrados em 07/12/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.