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Eleições da OAB-SP

OAB-SP: A oposição e o desespero da incompetência

Por  e 

A oposição, lamentavelmente, tem como principal esteio de sua campanha atacar D’Urso e sua administração na OAB paulista com inverdades, desfraldando largas bandeiras sobre questiúnculas, ou, debalde, procurando distorcer fatos; enfim encetando uma campanha descabidamente agressiva que não condiz com o nível intelectual da classe e dos seus destinatários: advogadas e advogados eleitores.

Aliás, a campanha também não condiz com o porte de personalidades da principal chapa de oposição. O presidente da principal chapa de oposição é reconhecidamente um cavalheiro no exercício da profissão, e muitos de seus candidatos ao conselho têm belo histórico de luta e de advocacia ilibada.

Mas por que então essa pletora de acusações infundadas?

É o desespero da incompetência!

Recentemente, um advogado dessa chapa oposicionista asseverou, em artigo nessa prestigiada revista eletrônica, que a OAB estaria vinculando-se a partidos políticos e entidades estranhas à advocacia. Data vênia, a OAB nunca se vinculou a partido algum ou entidade; fez, em grandes páginas do passado, alianças em movimentos específicos, como por ocasião do impedimento do ex-presidente Collor de Melo, ou pelas “Diretas Já”. Aliás, recentemente, recebemos solidariedade de várias entidades civis no episódio conhecido como invasões da Polícia Federal.

O que, todavia, é mais estranhável foi a critica de vinculação a partido político ter advindo do advogado Valter Uzzo, pois na eleição anterior a chapa por ele encabeçada recebeu — de maneira inédita — apoio expresso de um partido político! Foi a primeira chapa de advogados a vincular-se a um partido político.

Outra declaração insólita, de candidata à direção da Ordem, foi defender o controle da OAB por Tribunal de Contas, insinuando que houvesse medo de prestá-las. As contas são públicas, auditadas e submetidas à aprovação do Conselho Federal. Ou seja, a afirmação da candidata é infundada, e provavelmente não tenha tido ela consciência de ter lançado um desaforo contra uma grande luta histórica havida por nossos maiores, como Reginaldo de Castro, ou Raymundo Faoro e outros presidentes.

Outras duas chapas há, mas de nenhuma expressividade eleitoral e de política rasa; uma delas prega construir não apenas um, mas alguns hospitais para advogados. Sem dúvida uma proposta insana e descompromissada com a realidade.

Fazem elas tolas afirmações como a inexistente proposta de criação do paralegal (dando a impressão que nem sabem o que é isso — aliás, permita-nos o colega leitor um desabafo de ordem pessoal: afirmar que o paralegal poderia prejudicar o advogado é tão tolo quanto afirmar que o paramédico prejudica o médico); reclamam de suposto uso excessivo da mídia; buscam apontar erros nas contas da Ordem (desconhecendo a contabilidade), mas omitindo que foram elas aprovadas pelo Conselho Federal. Enfim, não hesitam em trilhar por caminhos aviltantes em busca desesperada de um rótulo para tachar em seu opositor; no esteio de uma triste imagem recente: não sujam apenas as mãos, mas a alma também.

Por essas e por outras, é que na verdade, mesmo a principal chapa oposicionista não conseguiu demonstrar a que veio politicamente. É jejuna de propostas efetivas; as poucas que há ou são propostas isoladas, ou são bandeiras antigas, e já realizadas pela atual administração. A oposição demonstrou ser incapaz de articular um plano para administrar a OAB e de defesa da advocacia.

A verdade é uma só, aproximam-se as eleições e D’Urso tem a admiração e a preferência da advocacia.

A admiração: por ter conseguido simultaneamente exercer o papel histórico que a OAB desempenha na sociedade, resgatando o prestígio de outrora ao enfrentar gravíssimas crises com independência e credibilidade, e também conseguir fazer, de maneira inédita, a Ordem voltar-se para o dia-a-dia do profissional, em fatos como disponibilizar intimações gratuitas, criar previdência privada para advogados, passar pela criação da procuradoria de assistência judiciária não só conseguindo manter o convênio com a classe como ampliando a participação da OAB nas futuras negociações (o que certamente reverterá em benefício dos advogados), e tantos outros.

A preferência: decorrente das novas propostas, que traz para a próxima administração, entre as quais está a de luta para resgatar o Judiciário paulista — que sempre fora motivo de orgulho para todos advogados deste estado — da mais gravíssima crise de morosidade, da mais absoluta falta de recursos materiais, da ausência de motivação no quadro de pessoal; cena essa que nos assola há mais de década e nos envergonha perante os demais estados da federação.

Diante da realidade concreta da vitória de D'Urso, que a eles já percebem e as urnas estão prestes a confirmar, o comportamento da oposição só pode ser atribuído ao seu desespero pela sua incompetência política.

Por essas razões, D’Urso tem o apoio esmagador da advocacia militante paulista.

No dia 30 de novembro próximo, a advocacia irá em peso dar a vitória a D’Urso, e será uma esmagadora vitória da classe para sepultar de vez o odioso modo de fazer política com mentiras.

 é advogado e presidente da Comissão de Assuntos Institucionais da OAB-SP

Martim de Almeida Sampaio é advogado.

Revista Consultor Jurídico, 28 de novembro de 2006, 12h46

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