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Comentários de leitores

32 comentários

Meu caro Dr. Artur: E pena de morte? Por...

Richard Smith (Consultor)

Meu caro Dr. Artur: E pena de morte? Por quê não? Por que tantos pruridos quando dela se fala? Um abraço.

Caro Richard: a pena de morte já existe, e em a...

MPMG (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Caro Richard: a pena de morte já existe, e em alguns casos até se admite tortura prévia. A resslava é que esta só se aplica aos cidadão comuns, trabalhadores, que deixam a família com o coração esmagado e na miséria.

p.s. O post abaixo destina-se aos intoxicados...

Richard Smith (Consultor)

p.s. O post abaixo destina-se aos intoxicados culturais que veem a pena de morte como coisa absurda, anti-cristã e "medieval", além de uma INJUSTA e DESUMANA punição, desconforme aos valores "humanísticos" (quá, quá, quá!) de nossa Civilização". p.s.2 A primeira frase dos parágrafos sexto e oitavo tem cunho interrogativo, tendo faltado apenas o sinal gráfico de interrogação (coisas do teclado). Obrigado.

Não, não, meu caro Dr. Artur, não falo da "...

Richard Smith (Consultor)

Não, não, meu caro Dr. Artur, não falo da "pena de morte" exercida pelos marcolas e pelo advogado paraense ao seu bel talante, falo da Pena de Morte exercida pela Sociedade, através do Estado, com justiça e justeza, como retribuição a certa classe de crimes que horroriza a todos nós. Também para esta, uma consulta popular apresentaria resultados desconcertantes, em que pese a cultura relativista e a ditadura do "politicamente correto". Não estamos em uma suposta democracia representativa? Como ficar insensível pois ao "clamor das ruas" de um povo bestializado com a atual situação de desgoverno, de desproteção e de achincalhe das instituições promovido por alguns poucos? O senhor como promotor não deve desconher a famosa e infame "lei-do-cão" vigente nos presídios e no meio da marginalidade. Nesta, existem certas classes de "infração" às regras (delação, desrespeito à mulher/companheira de um outro condenado, estupro de criança, idosa ou incapaz, etc.) que motivam condenação à morte, com IMEDIATA execução, inclusive por "procuração". Se os marginais optaram pela adoção de um código de "conduta" tão rigoroso, deve ser por estrito realismo e necessidade, o amigo não acha? E nós outros, podemos ser "mais realistas do que o rei". Podemos considerar todos os marginais como iguais entre sí? E como tratar as situações, coisas e pessoas desiguais? Podemos considerar o sr. marcola um "reeducando". Devemos investir na sua "ressocialização", premiando-o com benesses e concessões, justamente a fim de que ele, sensibilizado, busque avidamente "aproveitar mais essa chance"? Ou devemos vestir camisetas brancas, darmo-nos os braços e, valentemente, irmos "abraçar" o parque do Ibirapuera ou a Lagoa Rodrigo de Freitas em busca da "paz"?! Meu pai sempre dizia: "o que limita o marginal são a oportunidade e os meios". De fato, se o camarada invadir a sua casa durante uma ausencia prolongada sua, ele não vai olhar os seus três televisores e dizer: "Oh, eles tem crianças! Vou levar só a de plasma e a de 29 polegadas e deixar a de 15 para eles verem a novela!" Isso absolutamente não existe. Se ele entrou pela janela e não conseguiu abrir a porta, ela vai levar o que passar por aquela. Se conseguir abrir a porta, vai levar o uqe passar por esta e, se por um azar (seu) ele conseguir afanar aquele caminhão que está parado lá na esquina, ele vai roubar a cama do casal, a geladeira e até a pia e a privada! Simples assim. Eu complemento dizendo: "O marginal age com estrita observância do princípio do 'custo x benefício'". "Se custa mais, faço menos". No nosso País nunca a vida humana valeu (ou "custou") tão pouco. Mata-se por qualquer absurdo motivo. Isto está certo? Não existe mesmo remédio nenhum para esta situação? Hum, não creio! Os sábios dizem: "não adianta querer lutar contra a realidade". Pena de Morte sim, como é conhecida e temida pelos marginais, para determinada classe de delitos. Sem dúvida alguma! Um abraço.

Perpétua é nosso direito! Consulte o povo em pl...

MPMG (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Perpétua é nosso direito! Consulte o povo em plebiscito e veremos que caminho a seguir. Qual o medo?

Trágica, lamentável e injustificável o assassin...

José (Outro)

Trágica, lamentável e injustificável o assassinato do Promotor de Justiça. Porém, gostaria que toda essa indignação fosse própria também das Corregedorias do MP pelo país, ao serem confrontadas com atuações CRIMINOSAS de promotores, movidos por interesses escusos, travestidos de "custos legis". Utilizam-se do aparato estatal e provocam a morte, literal ou figurada, de suas desafortunadas vítimas, como já ocorrido no próprio Estado do Pará!!!

Cito Calamandrei. "Debaixo da ponte da justi...

Armando do Prado (Professor)

Cito Calamandrei. "Debaixo da ponte da justiça passam todas as dores, todas as misérias, todas as aberrações, todas as opiniões políticas, todos os interesses sociais. E seria bom que o juiz fosse capaz de reviver em si, para compreendê-los, cada um desses sentimentos: experimentar a prostração de quem rouba para matar a fome ou o tormento de quem mata por ciúme; ser sucessivamente (e, algumas vezes, ao mesmo tempo) inquilino e locador, meeiro e proprietário de terras, operário em greve e industrial. Justiça é compreensão, isto é, abarcar e conciliar os interesses opostos: a sociedade de hoje e as esperanças de amanhã, as razões de quem a defende e as de quem a acusa. Mas se o juiz compreendesse tudo, talvez não pudesse mais julgar: tout comprendre, c’est tout pardonner. Talvez, para que possa alcançar os limitados objetivos que nossa sociedade lhe atribui, a justiça necessite, para funcionar, de horizontes não demasiado vastos e de um certo espírito conservador, que pode parecer mesquinharia. Os horizontes do juiz são marcados pelas leis; se o juiz compreendesse o que há além, talvez não pudesse mais aplicá-las com tranqüilidade de consciência. É bom que não perceba que a função que nossa sociedade atribui à justiça é, com freqüência, a de conservar as injustiças consagradas nos códigos".

O Colega Fabrício Ramos Couto, este era o seu n...

Vladimir Aras (Procurador da República de 1ª. Instância)

O Colega Fabrício Ramos Couto, este era o seu nome, dedicou 10 anos de sua vida a promover a Justiça na pequena Marapanim, no interior do Pará. Viveu pela Justiça e foi morto dentro do fórum onde a buscava. Que essa mesma Justiça não demore outros 10 anos para condenar o homicida. Minha solidariedade à família enlutada e aos colegas paraenses. Por outro lado, meu pesar por um homem da lei que escolheu trilhar o caminho do crime, da violência, do sangue. Perdemos todos.

Nada justifica o crime. A vida humana não pode ...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Nada justifica o crime. A vida humana não pode ser tirada pela criatura humana. A única hipótese é a absoluta legítima defesa. Não é este o caso. O criminoso, seja advogado ou não, deve ser punido. Nossa solidariedade à família da vítima e a seus colegas.

Para o Dr.Herman, o PJ (suposto perseguidor do ...

MPMG (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Para o Dr.Herman, o PJ (suposto perseguidor do advogado) é mais culpado que o matador. É piada?

Nada justifica o homicídio de uma cidadão, mas,...

HERMAN (Outros)

Nada justifica o homicídio de uma cidadão, mas, "A perseguição legal é mais odiosa do que a violência bruta, porque ela reúne a hipocrisia à iniqüidade. Os juízes que conferem à perseguição a aparência de legalidade são mais perversos do que os carrascos" (Proal, Louis - La Criminalité Politique - 1908).

E o homicida advogado disse em alto e bom s...

Richard Smith (Consultor)

E o homicida advogado disse em alto e bom som que não se arrependia e nem tinha medo de promotores: "não matei um aqui hoje?", disse o anormal. Cumé quié a tal da "presunção de inocência", mesmo? Ninguém me explica!

O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais...

João Bosco Ferrara (Outros)

O cordão dos puxa-sacos cada vez aumenta mais...

Caro Dr. Artur, acredito que incentivar discuss...

M.R.M. (Advogado Sócio de Escritório)

Caro Dr. Artur, acredito que incentivar discussão deste tipo e nível de exaltação somente agrava a situação que por si já é insustentável. Se alguém comete algum ilícito penal independentemente da profissão que exerce deve responder com o rigor da Lei. Se todos cumprissem rigorosamente o seu papel e se respeitassem no exercício da profissão deixando de lado vaidades desnecessárias e acima de tudo respeitassem a Lei não haveria tanta discórdia e elucubrações carregadas de conteúdo emocional e autoritário. Se a lista existe é porque alguém desrespeitou a Lei, em especial a que instituiu o Estatuto dos Advogados, portanto não se trata somente de desrespeitar o advogado o que já seria grave, mas do que isso é desrespeitar a própria Lei. A Lei existe caro Dr. Artur para ser cumprida e nunca é demais lembrar que cabe ao promotor de justiça por imposição constitucional o papel de fiscalizar sua correta aplicação. Portanto antes de questionar a lista e tecer comentários descabidos, porque não se preocupar em afastar o orgulho e ler atentamente o Estatuto dos Advogados e partir daí buscar alternativas para que as violações das prerrogativas deixem de ocorrer.. A Lei existe para ser cumprida não é mesmo? Não seria melhor discutirmos o que os Advogados, Delegados, Promotores e Juízes poderiam fazer para contribuir com a celeridade e desburocratização de procedimentos visando melhorar a prestação jurisdicional? Discussões como essa não levam a nada e pior acirram ainda mais os ânimos de quem na verdade almeja o mesmo objetivo: A obtenção de Justiça. Ademais, vivemos felizmente num País democrático onde todas as instituições devem ser respeitadas e não há necessidade do Ilustre Promotor de Justiça desrespeitar uma instituição tão nobre como a Ordem dos Advogados do Brasil.

Qualquer opinião é suspeita porque é gente come...

toca (Professor)

Qualquer opinião é suspeita porque é gente comentando ato humano... Quanto vale uma vida? E o que será que aconteceu para um homem que deveria pelo menos ter um pouco de civilidade, já que um advogado, retornar aos primórdios, à barbárie? Será que a descrença na JUSTIÇA? QUE LÁSTIMA!, pela vida ceifada e pelos acontecimentos que conduziram um homem a tirar a vida de outro.

Tomando emprestado do(a) Patuléia, lá vai: "...

Armando do Prado (Professor)

Tomando emprestado do(a) Patuléia, lá vai: "Existe um ditado popular de que ninguém sabe o que pode sair da cabeça de um juiz. Um caso contado por Calamandrei serve para ilustrar esse ditado (que comumente tem um complemento que não interessa repetir aqui). Diz ele que certa vez, no Tribunal de Cassação, estava defendendo o vendedor em uma causa relativa a pretenso vício redibitório (vício oculto) de um cavalo mordedor. O comprador sustentava que o vendedor lhe havia ocultado que o cavalo possuía o perigoso hábito de morder quem lhe chegasse perto. O comprador havia sido derrotado no tribunal de apelação, pelo que Calamandrei julgou desnecessário fazer a sustentação oral no Tribunal de Cassação, certo de que a decisão no recurso lhe seria favorável. Surpreendentemente, o procurador-geral (que na Itália é membro da magistratura) levantou-se e, contrariamente à sua expectativa, declarou que o recurso era fundadíssimo e que devia ser acolhido. Terminado o julgamento, Calamandrei não se conteve e disse ao procurador que teria jurado que ele seria favorável à rejeição do recurso. Respondeu-lhe o procurador: "Caro advogado, contra os cavalos mordedores nunca se é bastante severo. Muitos anos atrás, eu ia a pé pela cidade, com meu filho pela mão; e aconteceu-nos passar perto de um carroça, parada junto da calçada. O senhor não irá acreditar: aquele cavalão de ar inocente virou-se de repente e deu uma dentada no braço do meu menino. Fez-lhe uma ferida profunda assim, que para sarar foi preciso mais de um mês de tratamentos. Desde então, quando ouço falar de cavalos mordedores, sou inexorável."

"Exceção que deve ser apurada"? Gente, o...

Richard Smith (Consultor)

"Exceção que deve ser apurada"? Gente, o homem é réu CONFESSO! Ou a confissão não vale mais nada nesta terra? É igual à "polêmica" surgida neste espaço por ocasião do julgamento da Matricida/Parricida a quem alguns insistiam em chamar de "pobre moça" e berrar (ou zurrar?) pela tal "presunção de inocência" (?!). São por fatos assim que estamos na "geléia geral" na qual nos encontramos, inclusive com uma "quadrilha" (denominação utilizada pelo DD. e Exmo. Sr. Procurador Geral da República) instalada no poder, em Brasília! E pergunto novamente: AONDE ESTÃO OS HOMENS DE BEM DESTE PAÍS?!!

Colegas, Creio que, se não estivessemos em u...

Régis C. Ares (Advogado Autônomo)

Colegas, Creio que, se não estivessemos em um período de eleições da O.A.B., os ânimos não estariam tão acirrados como se mostram. Essa divulgação da "listinha" da O.A.B./SP (que, no meu entendimento, foi uma medida equivocada, desnecessária e de objetivo meramente político) já deu o que falar além da conta. Penso que se trata de assunto totalmente superado e que será convenientemente resolvido na esfera judicial. Não há porque iniciarmos uma disputa verbal sem sentido em torno disso. O tema da reportagem, em questão, é outro; trata-se de um fato lamentável, haja vista que, independente da profissão da vítima ou do autor do crime, uma vida foi ceifada por motivo absurdo. Não transformemos essa triste âcontecimento, o falecimento de um ser humano, em "motivo" para divergências mesquinhas e sem propósito. Penso que podemos ser bem maiores do que isso... Abraços. Régis C. Ares Advogado - Santos-SP

Se o trabalho do promotor é perseguir o cumprim...

José Cláudio (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Se o trabalho do promotor é perseguir o cumprimento da lei, o Dr. João Bosco Pereira Guimarães terá que matar ainda tantos outros promotores. Aliás, agora é que um promotor de justiça perseguirá em busca de sua condenação, e pior, por homicídio qualificado.

A lista negra da OAB só incita uma animosidade ...

Fftr (Funcionário público)

A lista negra da OAB só incita uma animosidade cada vez maior. Alguns insistem como única solução para o problema. Ao invés de buscar os meios legais inventam fórmulas tiradas dos porões da inquisição. Tal qual o juiz que matou o segurança de um supermercado por motivo fútil esse novo crime, agora praticado por um advogado, prova que a ignorância e a falta de educação não esta relacionada a formação ou a profissão. Acabei de assistir na tv o advogado afirmando que "...prefiro estar na prisão e ver o promotor motor" sem a menor demosntração de arrependimento. Detalhe já estava respondendo por tentativa de homicídio. Com certeza esse julgamento irá se prolongar por meses, para não dizer anos. Felizmente esse calhorda não poderá se beneficiar da prescrição, a não ser que use o sagrado direito de fuga, tal qual o promotor Igor que assassinou sua esposa. Já esta na hora de repensar o número infinito de recursos e sobre a versão deturpada usada no Brasil sobre a presunção de inocência. Detalhe, o advogado é réu confesso, a arma do crime foi apreendida e só estavam na sala carrasco e vítima. Espero que o Juiz, o promotor Igor e esse advogado apodreçam na cadeia.

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