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Ministro sem pasta

Thomaz Bastos sai, mas continua colaborando com o governo

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Confirmada sua decisão de deixar o Ministério da Justiça, que ocupou nos últimos quatro anos, o ministro Márcio Thomaz Bastos busca fórmulas para continuar colaborando com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Bastos combinou com o presidente que deverá ir a Brasília pelo menos uma vez por semana. E, antes de deixar o governo, deverá entregar uma proposta de reforma política, já em fase final de elaboração por uma equipe de assessores e consultores do ministério.

O ministro Márcio Thomaz Bastos é um raro exemplo de equilíbrio em um território marcado por instabilidades. Ele é um dos cinco sobreviventes do ministério original que Lula nomeou no início de seu governo em 2003 (os outros sobreviventes são Celso Amorim, das Relações Exteriores; Gilberto Gil, da Cultura; Luiz Fernando Furlan, da Indústria e Comércio; e Marina Silva, do Meio Ambiente).

Thomaz Bastos é também um recordista de permanência no Ministério da Justiça, caracterizado ao longo da história pela alta rotatividade em seu comando. Em oito anos do governo Fernando Henrique, por exemplo, a pasta teve nove titulares.

Criminalista dos mais conceituados do país, o futuro ex-ministro deverá retomar as atividades em seu escritório em São Paulo, tão logo encerre sua missão em Brasília.

Só não se sabe ainda quem o substituirá. Já se falou no também criminalista paulista Alberto Zacharias Toron e no ministro Sepúlveda Pertence, do Supremo Tribunal Federal. Muito se tem falado em Nelson Jobim, também ex-ministro do Supremo e um dos ocupantes da pasta no governo FHC. Dos falados, todos negam. Uma coisa é certa. Ninguém será indicado para o cargo sem o aval do próprio Márcio Thomaz Bastos.

 é diretor de redação da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2006, 19h25

Comentários de leitores

12 comentários

Ok, Sr. Dantas: Ao contrário do que o senh...

Richard Smith (Consultor)

Ok, Sr. Dantas: Ao contrário do que o senhor possa pensar, eu estava bem vivo no período que o senhor convencionou chamar de ditadura. Em que pese ser filho de um modesto funcionário público e de uma dona-de-casa, na minha casa sempre houve, no mínimo dois jornais por dia, muitas vezes comprados com bastante sacrifício. Tanto porisso, habituei-me, desde muito cedo a acompanhar a política no meu Estado e no meu País, inclusive "filtrando" as notícias publicadas e deduzindo aquelas não publicadas, substituidas por versos de Camões e receitas culinárias. Acompanhei assim, todos os movimentos da política internacional e nacional dos últimos 40 anos. Fui auditor externo e pude comprovar, por exemplo, as inúmeras "digitais" deixadas pelo governo maluf nas estatais de São Paulo e as do governo quércia também, e assim por diante. Dessa forma, julgo-me credenciado para afirmar que jamais houveram tantos mal-feitos como neste governo "que aí está" e que foi eleito justamente pela fama de ser "diferente" dos usos e costumes vigentes na política nacional. E o senhor Bastos dele faz parte. Em segundo lugar, acho que o senhor não entendeu a minha construção retórica. Mercê do que eu afirmei acima, acho incompreensível que um cidadão minimamente proteínizado e estudado haja decidido conceder o seu voto à QUADRILHA (volto às palavras do mui digno e nobre Sr. Procurador Geral da República). Errar uma vez, vá lá, mas duas?!!! Às pessoas que não justificam a sua opção e nem combatem, com ARGUMENTOS os ataques que são feitos a ela e ao objeto de sua preferência, mas simplesmente dsfilam "slogans", ignoram as evidências levantadas até aqui e simplesmente desfilam, passionalmente, o seu ardor quase erótico pela pessoa do candidato reeleito e excomungado e pelo seu partido eu passei a alcunhar da forma que já mencionei. Em terceiro lugar, Sr. Dantas, as minhas idéias eu as exponho de maneira direta e leal e as defendo, com argumentos e com virilidade, podendo por causa de tudo isto, ser tido como deseducado ou como grosseiro, "rasteiro", como o senhro me alcunhou, mas como "desequilibrado" e "depreparado", não! O que eu digo é baseado somente em FATOS e ARGUMENTOS, tão somente estes e nada mais. E quanto a esses, Sr. Dantas, o senhor queira convir, honestamente, que este governo "que aí está" tem enormes "pés-de-barro", para não dizer, de coisa pior e mais mal-cheirosa, não? Assim sendo, não se tratam de "hipóteses" ou de "subjetivismos", mas ao contrário, de "objetividades". O homem público está sujeito a maiores críticas do que os demais, o senhor não acha? Por derradeiro, não foi minha intenção insultá-lo ou ofender a sua honra, pois siquer o conheço, mas simplesmente colocar em questão qual teria sido a sua motivação a defender, de forma tão rasa e completa, a gestão do Sr. Bastos, que foi de caráter duvidoso (em termos de "res publica", claro) em tantos e tantos aspectos. Simplesmente isso. Saudações

Prezado Senhor, não costumo travar certas po...

Dantas (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Prezado Senhor, não costumo travar certas polêmicas, todavia quando apresentei minha opinião o fiz sem particularizar ou afrontar a nenhum dos que aqui estão se manifestando. O Senhor então vem com adjetivações que considero repulsivas. Isto basta para lhe dizer as razões me levaram a falar em desequilibrado e despreparo. Falar, escrever, sentar-se à mesa e se alimentar, não são sinônimos de elegância, educação ou sofisticação. O trato com as pessoas, ai sim. Todos podem e devem se manifestar, no entanto adjetivar A ou B, com suposições, hipóteses etc. é conduta repugnante. Se o Senhor tivesse vivido em uma ditadura, em um regime de exceção, saberia dar mais valor a honra do próximo. Entenderia que uma sociedade justa e fraterna se constrói pelo respeito e pela solidariedade. Não são as "nossas" suposições que faz de alguém pessoa correta, idônea ou não. Ser advogado não é crime, muito menos ser advogado de sucesso. O Dr. Márcio, para seu conhecimento, se afastou totalmente do escritório a que pertenceu. Antes já havia optado por um escritório com bem menos causas do que se imagina. Seu trabalho é reconhecido pelos mais variados setores da sociedade civil brasileira, bem assim por grandes escritório do exterior. Foi Presidente do Conselho Federal da OAB, deixando saudades e amigos. Portanto, o Senhor tem o direito de pensar o que quiser, mas tome cuidado quando a manifestação desse pensamento, é baseada em hipóteses que o Senhor formula para agredir a honra alheia. Queira Deus que isso jamais ocorra com o Senhor. Acusá-lo, por hipótese, seria a instauração de um regime de exceção. E quanto às minhas possíveis opções políticas e partidárias só posso lhe dizer que feliz ou infelizmente, vossas conclusões estão totalmente erradas. No entanto, se o Senhor soubesse o que todos os industriais passaram no governo do FHC saberia que: 1. O dolar em 1 a 1 foi a política mais irresponsável que já se viu neste País e demonstra que mídia blindou a área econômica, porque recebeu polpudas verbas publicitárias; 2. Afora isso os produtos extrangeiros entravam aqui como quem entra em qualquer estabelecimento comercial; e 3. Mesmo assim, tinhamos matéria prima, mão de obra e mercado consumidor lá fora, o que não nos garantia os lucros de hoje, mas assegurava ingresso em bons mercados, no entanto o que se convenciou chamar de "apagão" não permitiu a industria produzir o que tinha condições. É óbvio que poderia eu continuar, mas não vou fazê-lo. No entanto, considero relevante dizer que os portos brasileiros, fundamentais ao escoamento da exportação, estão sendo reformados. Aeroportos ampliados. No RN, Estado geograficamente mais próximo da Europa e Africa, está sendo construido o maior terminal de carga da América Latina. Então, meu caro, para quem sabe a importância das exportações é fácil aquilatar. Quanto a corrupção, infelizmente ela existe mas não é de hoje. Precisa ser combatida com energia, porque é dinheiro nosso, do contribuinte. Não imagine, já que o Senhor aprecia a arte da suposição, que eu justifique erros do passado com os de hoje. Antes pelo contrário. Repúdio os do passado e os de hoje. Em conclusão: o direito não admite a prova por hipótese ou suposição; toda e qualquer corrupção deve ser punida, seja de que partido for; e civilidade e educação são valores imprescindíveis a quem deseja ser minimamente respeitado.

Caro Sr. Dantas, apenas umas palavrinhas ao s...

Richard Smith (Consultor)

Caro Sr. Dantas, apenas umas palavrinhas ao senhor: Em primeiro lugar, gostaria de afirmar que o senhor vestiu a carapuça cedo demais! Em segundo lugar, que ao contrário do que o senhor afirma, "PeTelhos" (inocentes uteis, iludidos) e "PeTralhas" (pessoas que fazem defesas maliciosas, mistificadoras e parciais dos atos do presidente excomungado e de seus comparsas) independem da formal pertença ao PT ou a qualquer outro partido, inclusive os da "base aliada". Em segundo lugar, se o senhor acha conveniente que um advogado criminalista, dono de uma grande banca, ocupe a pasta da Justiça, em detrimento de muitos e muitos outros jurisconsultos de escol, isso o senhor deve consultar na sua consciencia. `A minha repudia. Quanto ao seu desafio, nao posso crer que um bom criminalista como ele, haja participado diretamente das inumeras atrabilias e CRIMES cometidos pelo governo "que ai esta". Mas que os seus reputados conselhos devem ter sido muitos uteis aos integrantes da QUADRILHA denunciada pelo DD. e Exmo. Sr. Procurador Geral da Republica, ah, isso sim, o senhor não acha? Decorre assim, das suas palavras, a legitima pressuposição, no meu entender, de que o senhor seja um mais um cultor e um defensor deste "status quo" que "ai esta", não? Por derradeiro: "linguagem rasteira"? Não creio te-la utilizado, não senhor; "Despreparo intelectual", bem, cada um que julgue como quiser, a meu favor, considere-se que sei ler e escrever, como no prato, com garfo e faca e JAMAIS VOTEI OU VOTARIA NO PT; "Desequilibrio emocional"? Acho que não, tambem. Agora, depois de todas essa "classificaçoes" todas, tão gentis, eu gostaria de saber com que autoridade o senhor me cobra educação e me manda COMPORTAR-ME? Saudaçoes.

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