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Vitória em série

Autor de O Código Da Vinci vence mais uma ação nos EUA

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A Suprema Corte dos Estados Unidos deu, na segunda-feira (13/11), vitória ao autor do best-seller O Código Da Vinci, Dan Brown. A Corte recusou-se a considerar as acusações de que o autor tenha infringido direitos autorais.

O escritor Lewis Perdue alegou que o livro de Dan Brown é “substancialmente similar” à sua obra, escrita muitos anos antes da publicação, em 2003. O Código Da Vinci vendeu até agora 60,5 milhões de cópias em todo o mundo.

Lewis Perdue argüiu que detalhes de seu livro “Filha de Deus” teriam sido copiados por Dan Brown. Para ele, o fato mereceria a análise de um juiz federal. Perdue alegou que Dan Brown copiou a premissa básica de sua obra – a de que a história é controlada por vitoriosos, não por perdedores, além da importância dada ao imperador romano Constantino, ao ter requerido a transição de uma religião dominada por mulheres por uma dominada por homens.

Perdue pediu indenização de US$ 150 milhões. Trata-se de mais uma das sucessivas vitórias do autor de O Código Da Vinci. Em agosto passado, um escritor de Massachusetts pediu US$ 400 milhões de indenização do autor Dan Brown. Acusou-o de plágio. O postulante, John F. Dunn, argumentou que Brown teria se apropriado de boa parcela da obra The Vatican Boys, da autoria de Dunn, publicada em novembro de 1997.

Dunn alegou ter recebido declarações formais, sem tê-las pedido, de várias pessoas, como expertos em literatura e lingüística, comentando as “chocantes” similaridades entre as duas obras. Ele assevera que Brown teria tido acesso ao livro The Vatican Boys, uma vez que a obra foi publicada “muitos anos antes do Código”.

Em março passado, Brown foi acusado de plagiar o livro O Santo Graal e a Linhagem Sagrada, de Michael Baigent e Richard Leigh. Baigent e Leigh afirmaram que Brown copiou a tese do livro deles, escrito em 1982, e publicado pela editora, Random House, a mesma editora de O Código Da Vinci. No livro Baigent e Leigh defendem a tese de que Jesus sobreviveu à crucificação e casou com Maria Madalena.

Segundo essa teoria, seus descendentes se casaram com reis franceses e há uma sociedade secreta na França que pretende repor essa linhagem não só no trono desse país, mas também de outras nações européias. Em seu livro, Dan Brown trata de uma idéia similar.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de novembro de 2006, 10h35

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