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Juízo de valor

O Globo é condenado a indenizar Eduardo Jorge em R$ 200 mil

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Dia 19/07/2000, matéria cujo título foi A luz do sol é o melhor detergente, do jornalista Elio Gaspari. "O juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, principal acusado do desvio de R$ 169 milhões da obra do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP), fez 256 ligações telefônicas para o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, entre 4 de fevereiro de 1992 e 10 de fevereiro de 1999. (....) Cruzando os dados das ligações de Nicolau para Eduardo Jorge e daquelas feitas entre os grupos Monteiro de Barros e OK com os dos caminhos tomados pelos R$ 169 milhões desviados do TRT/SP, o Ministério Público está descobrindo que a maioria dos telefonemas era feita quando os recursos do TRT-SP tomavam o rumo de contas de empresas laranjas, pessoas físicas ou financeiras no Paraguai ou no Panamá. Ou seja, o juiz conversava mais com Eduardo Jorge nos períodos em que era acionado o esquema de desvio dos R$ 169 milhões da obra do prédio do TRT.

Dia 20/07/2000, título: Uma rede de ligações. "Na família Caldas Pereira, antiga e respeitada em Brasília, todos estão pagando pelos atos de um dos seus, Eduardo Jorge".

Dia 20/07/2000, título: Dramas Correlatos. "Poucas vezes um cortesão de Brasília teve suas atividades tão vasculhadas quanto o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira."

Dia 23/07/2000, título: As assessorias podem explorir. "(....) O esquema do TRT tem ligações com o esquema Collor-PC-Luiz Estevão e companhia. (...) Ainda há no governo quem acredite piamente que Eduardo Jorge não foi beneficiado pelo "Nicoduto", como alguns já chama o esquema de desvio de verbas patrocinado por Lalau. A dinheirama que juntou nos tem em depoimento ao Ministério Público Federal que o ex-secretário-geral da Presidência Eduardo Jorge Caldas Pereira teve participação direta nas negociações de tentativa de salvamento da empresa entre 1995 e 1997. Pedro Paulo também se disse vítima de uma trama para retira-lo do controle da empreiteira e insinuou que Eduardo Jorge estava envolvido no plano."

Dia 28/07/2000. "Eduardo Jorge mandou no balcão do fisiologismo, controlando a distribuição de cargos aos políticos que aprovaram a reeleição; mandou nos fundos de pensão, que decidiram as privatizações; na área de seguros e em nichos importantes do Banco do Brasil, da CEF e outros órgãos. Usou o poder delegado em favor do projeto do chefe, mas também para alcançar objetivos pessoais. Abusou da confiança ou sentiu-se liberado. A lição é simples: delegar demais a um só súdito traz o risco da perda de controle sobre seus atos."

29/07/2000, reportagem intitulada de Dois verbos, de Tereza Cruvinel. "Eduardo Jorge tem complexo de superioridade intelectual, é arrogante e emocionalmente imprevisível (...) Este homem, que já foi tão poderoso foi triturado nas últimas quatro semanas, arrastou toda a família em seu infortúnio e viu afastarem-se os que já o afagaram".

Dia 3/08/2000, coluna Panorama Política, de Tereza Cruvinel. "Já que é inevitável meter a mão no monturo, dado o fascínio que a sujeira exerce sobre todos nós, da mídia, e sobre a opinião pública, sequiosa de conhecer os detalhes do tráfico de influência do Governo, vamos lá: o esperado depoimento do ex-secretario-geral da Presidência Eduardo Jorge não provou nada, mas deixou uma catinga pavorosa (.....) Para a oposição tratava-se, sim, de averiguar o grau de informação do presidente Fernando Henrique sobre as múltiplas atividades empresariais de um auxiliar que, em princípio, não estava no Palácio do Planalto para aumentar, como aumentou, o seu patrimônio e, ao que parece, fez isso o tempo todo. (....) Mas ficou evidente que o homem de confiança de Fernando Henrique é um advogado administrativo de múltiplas e antigos negócios. Cumpria uma dupla jornada de trabalho. Isto já se sabia e não foi explicado. Uma chatice sem fim."

Dia 05/08/2000, título: Chatice sem fim. "Quando saiu que o Juiz Nicolalau tinha telefonado para o Eduardo Jorge no Planalto exatas 117 vezes, fiquei intrigado. Hoje sei que o número não é este, é maior, e me tranqüilizei. Pois vendo e ouvindo depoimento do Eduardo Jorge na subcomissão de pseudoinquérito do Senado, eu poderia concluir que ele é tão inocente de tudo, tão inocente, que eu é que acabaria tendo que explicar a minha participação, e a do 117, nessa história toda".

Dia 05/08/2000, título Coincidências. "O Código de Ética da Administração Pública, que FH lança hoje, proíbe tudo (ou quase tudo) que Eduardo Jorge fez dentro e fora do Governo. Melhor agora do que nunca."

Dia 21/08/2000, autoria da jornalista Tereza Cruvinel.

"Nos últimos cinco anos e meio auxiliares diretos do presidente Fernando Henrique feriram normas de conduta agora instituídas no Código de Ética da Administração Pública. O ex-ministro Eduardo Jorge Caldas Pereira seria um dos campões de infrações contra a ética pública, até então implícita no serviço público".

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2006, 13h04

Comentários de leitores

3 comentários

Gostaria de saber quem alcançou a fabulosa quan...

allmirante (Advogado Autônomo)

Gostaria de saber quem alcançou a fabulosa quantia ao Lalau.

Desvio do Juiz Lalau = 160 milhões... inenizaç...

Celsopin (Economista)

Desvio do Juiz Lalau = 160 milhões... inenização do eduardo jorge = 200 mil ver o PT morder a língua por fazer acusações falsas, não tem preço...

Por todas as evidências, o superfaturamento das...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

Por todas as evidências, o superfaturamento das obras do foro da Barra Funda parece ter sido obra de uma quadrilha. Não obstante, tudo se encaminha no sentido da comprovação de que só o juiz Lalau tem culpa no cartório. Em outro episódio de corrupção, o mensalão, só o Dr. Dirceu acabou punido, tendo seus direitos políticos cassados por oito anos. Pelo que a mídia noticiou, o pivô do caso, Dr. Jefferson, continua a ser o presidente do PTB. No caso do ex-secretário-geral do governo FHC, a opinião pública continua credora de uma explicação. O doutor disse que não conhecia os empresários envolvidos com a construção do foro, mas, a quebra do seu sigilo telefônico, na CPI do Judiciário, revelou o contrário. As condenações da Veja, da Folha e, agora, do Globo, em razão do noticiário contra o ex-secretário, parecem, até, exageradas. O melhor seria condenar esses órgãos de imprensa, se isso fosse possível, pelo conjunto da obra. Já se pensou, então, se todo esse pessoal malhado e remalhado no episódio mensalão resolver pedir indenização por danos morais?

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