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Juízo de valor

O Globo é condenado a indenizar Eduardo Jorge em R$ 200 mil

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Dia 14/07/2000, matéria intitulada "Os raios caem", assinado por Tereza Cruvinel.

"A Procuradoria da República do Distrito Federal já tem fortes indícios de que o ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas ajudou a liberar as verbas para a obra de construção do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP). A maior parte dos recursos - R$ 169 milhões - foi desviada dos cofres públicos. Em breve, Eduardo Jorge deverá ser indiciado por improbidade administrativa. Mas o eixo central da investigação dos procuradores agora são o que eles consideram coincidências entre o caso Eduardo Jorge e o caso PC Farias-COLLOR. Os procuradores acham estranho que, como no caso anterior, assessores próximos ao presidente estejam sendo acusados."

Dia 15/07/2000, matéria intitulada Eduardo Jorge deverá ser indiciado. "O problema do governo continua chamando-se Eduardo Jorge, não Martus Tavares. Até aqui, o Governo fez a defesa indireta do ex-ministro nas linhas tortas das notas oficiais. Se os repasses ao TRT paulista eram imperativos, ele não tinha como favorecer a obra. Essa tese ruiu e dilatou as desconfianças. Mas não parece ainda o presidente disposto a acusar os erros do ex-auxiliar. (....) Se repartiram ou não [o dinheiro roubado], só eles sabem, mas que o juiz roubava foi provado pela CPI do Judiciário. Roubava e tinha como sócios Luiz Estevão e Fábio Monteiro. Evadiu-se. Se Eduardo Jorge o ajudou retribuindo os favores prestados ao Plano Real, pela negação de ressuscitar a indexação de salários, o fez isso sem informar seu chefe, abusou de sua confiança.(....) Mas por que não deixar que Eduardo Jorge pague pelo desvio do imenso poder que lhe foi dado? Um ministro próximo de FH é quem diz: É difícil, foram mais de 15 anos de convivência....".

Dia 15/07/2000, matéria intitulada O nome do caso. "Você eu não sei, mas eu prefiro um presidente pateta a um presidente cúmplice. A tese armada para defender o Éfe Agá, de que ele não sabia de nada e foi usado por Eduardo Jorge e os outros para jogar mais dinheiro no sumidouro do TRT de São Paulo, pode ser a pior para a auto-estima dele - ninguém gosta de chamado de bobo - mas é a melhor para a nossa. (....) Só não foi explicado se, quando aceitou o pedido de Eduardo Jorge para apoiar o Roriz e o Estevão nas eleições em Brasília, Éfe Agá também não sabia o que estava fazendo. Deveria saber quem era o Estevão e se não soubesse quem era Eduardo Jorge, apesar dos 15 anos de estreito convívio, deveria ter descoberto então. O entusiasmo de Eduardo Jorge por Roriz e por Estevão deveria ter alertado o presidente para, pelo menos, desconfiar de tudo o que seu secretário lhe dera para endossar durante 15 anos (....).

Dia 15/07/2000, título: Torcendo pela inocência". "O fato é que o Governo, até o fim do mandato de FH, viverá sob o suspense da caixa-preta de Eduardo Jorge."

Dia 15/07/2000, título: FH perde a paciência na reunião. "(...) O imóvel, que o ex-secretário diz ter custado US$ 600 mil, mas é avaliado por profissionais do mercado em US$ 1 milhão, tem 600 metros quadrados, (....)Enquanto aguarda a reforma, Eduardo Jorge e sua mulher, Lídice, moram num apartamento de 350 metros quadrados alugado na Avenida Delfim Moreira, no Leblon. Ele admite estar gastando R$ 12 mil mensais e aluguel e taxas (....). A aposentadoria de Eduardo Jorge é de R$ 8.500. O ex-secretário afirma que o padrão de vida que leva hoje é compatível com seus rendimentos (....)".

Dia 17/07/2000, matéria Negócios e bens do ex-secretário. "Todos estarão a postos no início de agosto para ver, saber mais, esvaziar ou fazer crescer o tema Eduardo Jorge e seus colegas de obra, Nicolau e Luiz Estevão".

Dia 17/07/2000, matéria intitulada Rotina Abalada. "Mesmo solidário a Fernando Henrique, poderá lembrar que foi a CPI do Judiciário de Antonio Carlos que ignorou todas as evidências do envolvimento de Eduardo Jorge no desvio de verbas do TRT paulista."

Dia 17/07/2000, título da reportagem: Capítulo à parte. "O primeiro borrifo deverá ocorrer na Sasse da Caixa Econômica Federal, onde o ex-secretário-geral da Presidência mantém dois sobrinhos em setores estratégicos."

Dia 17/07/2000, título da reportagem: Lança Chamas. "Eduardo Jorge tornou-se uma Xilella Fastidioso [bactéria Xilela Fastidiosa]. Seu código genético é antigo. Trata-se de um colaborador do presidente em cuja família. Esse tipo de personagem é típico do que FFHH chamaria de Brasil Arcaico. Relaciona-se com a liberação de verbas para Lalau, recebimento de denúncias encapuzadas (uma delas chegou a ele em áudio e vídeo), e lubrificação do acesso às arcas públicas. Com suas ramificações, estendeu-se no atual mandarinato por boa parte da rede de privatizações. O tucanato preferiu conviver com esse anacronismo. Problema dele. Esse tipo fastidioso de cortesão para assuntos especiais é uma praga. Num determinado momento perde o tato, e Eduardo Jorge perdeu-o quando afrontou o PSDB de Brasília, alavancando a política pessoal de Luís Estevão e a eleição do governador Joaquim Roriz. Foi um pedaço do PSDB, e não da oposição, quem montou a grelha onde Eduardo Jorge está frito."

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 13 de novembro de 2006, 13h04

Comentários de leitores

3 comentários

Gostaria de saber quem alcançou a fabulosa quan...

allmirante (Advogado Autônomo)

Gostaria de saber quem alcançou a fabulosa quantia ao Lalau.

Desvio do Juiz Lalau = 160 milhões... inenizaç...

Celsopin (Economista)

Desvio do Juiz Lalau = 160 milhões... inenização do eduardo jorge = 200 mil ver o PT morder a língua por fazer acusações falsas, não tem preço...

Por todas as evidências, o superfaturamento das...

Embira (Advogado Autônomo - Civil)

Por todas as evidências, o superfaturamento das obras do foro da Barra Funda parece ter sido obra de uma quadrilha. Não obstante, tudo se encaminha no sentido da comprovação de que só o juiz Lalau tem culpa no cartório. Em outro episódio de corrupção, o mensalão, só o Dr. Dirceu acabou punido, tendo seus direitos políticos cassados por oito anos. Pelo que a mídia noticiou, o pivô do caso, Dr. Jefferson, continua a ser o presidente do PTB. No caso do ex-secretário-geral do governo FHC, a opinião pública continua credora de uma explicação. O doutor disse que não conhecia os empresários envolvidos com a construção do foro, mas, a quebra do seu sigilo telefônico, na CPI do Judiciário, revelou o contrário. As condenações da Veja, da Folha e, agora, do Globo, em razão do noticiário contra o ex-secretário, parecem, até, exageradas. O melhor seria condenar esses órgãos de imprensa, se isso fosse possível, pelo conjunto da obra. Já se pensou, então, se todo esse pessoal malhado e remalhado no episódio mensalão resolver pedir indenização por danos morais?

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