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Aquecimento global

Reunião sobre protocolo de Kyoto discute metas do Brasil

Começa nesta segunda-feira (6/11) a reunião das partes do Protocolo de Kyoto, que acontece até o dia 17 em Nairobi, no Quênia. Na pauta, estão a continuidade do acordo depois de 2012 e a adoção voluntária de metas para a redução da emissão de gases que contribuem para o aquecimento global por países em desenvolvimento, como o Brasil, Índia e China, hoje desobrigados de cumprir metas.

Apesar de as emissões de gases da indústria serem comparativamente menores no Brasil do que em países desenvolvidos, o Brasil já é o quarto emissor por causa de queimadas nas florestas.

Segundo o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz, no ritmo de desmatamento de 2005, a contribuição para as concentrações de gases de efeito estufa feitas conjuntamente só pelo Brasil e pela Indonésia anulariam quase 80% da redução de emissões conquistada pelo Protocolo de Kyoto.

A reunião, que ocorrerá paralelamente à conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas, também discutirá a aproximação do fim da primeira fase do Protocolo de Kyoto, estabelecido em 1997. A partir de 1º de janeiro de 2013 todos os compromissos e metas deixam de valer e a continuidade dos esforços dependeria de um novo acordo.

O Brasil leva, junto com Índia, China e África do Sul, um documento com dez propostas para serem debatidas. A chamada “Proposta de São Paulo” — produzida por 40 especialistas de 25 instituições políticas e de pesquisa — foi financiada pela União Européia e pode ser encontrada no site da Universidade de São Paulo ou da Unicamp. A informação é do site Ambiente Brasil.

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2006, 13h17

Comentários de leitores

1 comentário

Apesar do Brasil apresentar-se em quarto lugar ...

Nivea Miglioli (Advogado Autônomo - Civil)

Apesar do Brasil apresentar-se em quarto lugar pela emissão de carbono durante as queimadas, a verdade, e que ningum diz, é que estas arvores derrubadas, como todos as outras, igual aos seres vivos, nasce, cresce e morre,e ao morrer emitem na atmosféra um outro gaz - o metano - que é 23 vezes mais poluente que o carbono, emitido na queimada dela, portanto se não forem derrubadas irão poluir muito mais. Desse modo entendo ser muito temrario essa adesão voluntária, que a exemplo de outros mecanismos, é mais um plus para a corrupção em nosso País.

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