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Três anos depois...

Acusado de matar juiz de Presidente Prudente é preso

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Adilson Daguia, 37 anos, o Ferrugem, acusado de matar o juiz Antônio José Machado Dias, foi preso na tarde desta segunda-feira (6/11) pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais, o Deic, num prédio da CDH de São Miguel, na zona leste de São Paulo. Ele foi preso juntamente com um homem apontado como um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital) identificado apenas como “Tigrão”.

No final da tarde de uma sexta-feira, 14 de março de 2003, o juiz-corregedor da Vara de Execuções Penais de Presidente Prudente (SP) foi morto com três tiros em uma emboscada. Ele era o responsável pela transferência e concessão de benefícios a presos de sete penitenciárias da região. Entre elas, a de Presidente Bernardes, presídio de segurança máxima onde estavam encarcerados líderes do PCC e o traficante Fernandinho Beira-Mar.

O preso Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, deu a entender, na conversa gravada por um agente penitenciário, que o PCC ordenou a morte do juiz. E que o assassinato do juiz ajudou a abrandar o tratamento dado aos presos.

Na conversa, transcrita em um relatório confidencial da Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, o funcionário questiona o preso: "Vocês mataram o dr. Machado, e não adiantou?", referindo-se às condições dadas aos chefes de facção.

"Melhorou, melhorou, melhorou. Até o dia em que eles aprenderem que o preso deve ser tratado como homem, tendo o direito dele mantido", respondeu Julinho Carambola, que não negou o envolvimento do PCC no crime.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 6 de novembro de 2006, 17h28

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