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Condenado à forca

Saddam é condenado à morte pelo Tribunal Especial Iraquiano

O Tribunal Especial Iraquiano deu a sua sentença neste domingo (5/11). O ex-ditador do Iraque, Saddam Hussein, foi considerado culpado por crimes contra a humanidade e condenado à morte por enforcamento. Saddam e alguns dos seus mais próximos colaboradores são reponsáveis pela morte de 148 xiitas no povoado de Dujail, em 1982. As informações são da Agência Estado.

Também foram condenados à morte o ex-presidente do Tribunal Revolucionário Iraquiano, Awad Hamed al-Bandar, e o meio-irmão de Saddam e ex-chefe de espionagem do Iraque, Barzan Ibrahim. O julgamento de Saddam e dos outros réus teve início em 19 de outubro de 2005. Saddam Hussein foi preso no Iraque, por tropas americanas, no dia 13 de dezembro de 2003, depois de uma perseguição de 9 meses.

As sentenças de morte seguirão imediatamente para um painel de apelação de nove juízes que terão tempo ilimitado para rever o caso. Se os veredictos e as sentenças forem mantidos, as execuções devem ocorrer num prazo de 30 dias.

O procurador-chefe, Jaafar al-Moussawi, disse a repórteres que o julgamento do caso Anfal, atualmente em curso, em que Saddam e outros são acusados de responsabilidade em massacres de curdos, inclusive com gás venenoso, terá prosseguimento enquanto correr a apelação. Mas se a sentença de morte for mantida, o processo relativo a Anfal e de outros casos serão suspensos e Saddam será executado.

Al-Moussawi afirmou que no caso de execução, Saddam será enforcado, apesar de ter pedido para ser morto por um pelotão de fuzilamento. Um oficial do tribunal informou que o processo de apelação deve levar de três a quatro semanas, uma vez que os documentos formais sejam apresentados.

No início da sessão do tribunal, o ex-ditador havia se recusado a obedecer à ordem do juiz Raouf Adbul-Rahman, para que se levantasse a fim de ouvir a sentença. Dois meirinhos agarraram Saddam para forçá-lo a se pôr em pé.

Antes do início da sessão, um dos advogados de Saddam, o ex-secretário de Justiça dos EUA Ramsey Clark, foi expulso da corte, depois de entregar ao juiz um memorando no qual se referia ao processo como uma farsa. Abdul-Rahman apontou para Clark e disse, em inglês: "Caia fora".

Também responderam ao processo pelo massacre de Dujail: Awad Hamed al-Bandar, ex-chefe da Corte Revolucionária, condenado à morte por enforcamento. Taha Yassin Ramadan, ex-vice-presidente do Iraque, condenado à prisão perpétua. Abdullah Kazim Ruwayyid, ex-integrante do Partido Baath, pegou 15 anos de prisão juntamente com Mizhar Abdullah Ruwayyid, ex-integrante do Partido Baath e Ali Dayih Ali, ex-integrante do Partido Baath. Apenas Mohammed Azawi Ali, ex-integrante do Partido Baath foi inocentado.

Revista Consultor Jurídico, 5 de novembro de 2006, 15h58

Comentários de leitores

11 comentários

HOJE, OS CIDADÃOS AMERICANOS DECIDEM, EM ÚLTIMA...

A.G. Moreira (Consultor)

HOJE, OS CIDADÃOS AMERICANOS DECIDEM, EM ÚLTIMA INSTÂNCIA, A VALIDADE DA SENTENÇA SOBRE SADAM .

HOJE, OS CIDADÃOS AMERICANOS DECIDEM, EM ÚLTIMA...

A.G. Moreira (Consultor)

HOJE, OS CIDADÃOS AMERICANOS DECIDEM, EM ÚLTIMA INSTÂNCIA, A VALIDADE DA SENTENÇA SOBRE SADAM .

Concordo com Henry Não se pode esquecer que ...

Band (Médico)

Concordo com Henry Não se pode esquecer que a pena de morte é pelas vítimas dele. Não se pode tratá-las como seres descartáveis e que se deve esquecer simplemente.

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