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Que venha 2007

2006 vai entrar para a história como o ano perdido

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Os brasileiros, em sua grande maioria, não vêem a hora da chegada da meia-noite do próximo dia 31 de dezembro. Pois é. Não estou sendo precipitada coisa nenhuma. O que eu quero mesmo é ver se o país consegue suportar o que vem acontecendo com a já tão sofrida e espoliada classe média brasileira, que tem de suportar a pressão da classe financeira dominante com os seus juros vergonhosos e uma horda de miseráveis que acham que estão muito bem graças à esmola eleitoreira que vêm recebendo do nosso governo.

Um país só é forte e progressista quando tem uma classe média estabilizada, produtiva e consumista. Afinal de contas, só o consumo permite uma economia saudável e uma distribuição normal da renda.

Essa criticada classe média hoje descendente, composta de pequenos empresários, comerciantes e prestadores de serviços, sempre foi denegrida com a peja de exploradora, imperialista, burguesa e outros tantos adjetivos, esquecendo-se que é esta mesma classe a responsável pela manutenção da maioria dos empregos e, principalmente, pelo recolhimento dos impostos que permitem a manutenção de uma elite política sanguessuga que só está preocupada em se manter nos seus cargos e garantir o seu próprio bem-estar.

Esta mesma classe se vê hoje comprometida com as suas dívidas impagáveis, a falta de perspectivas, a insegurança generalizada e, sobretudo, privada de sonhos de progresso, em razão da falta de ética e de vergonha de grande parte dos nossos representantes eleitos.

2006 ficará na história para o povo brasileiro como o ano perdido. O Carnaval foi tarde, perdemos a Copa, esquecemos da ética e percebemos que somos um país de analfabetos, pois depois de tudo que foi falado, visto e publicado, parece que ninguém entendeu, viu ou leu sobre a podre realidade que estamos atravessando.

A eleição está aí para comprovar o que penso, pois como já disse Plinio Sgarbi, há duas classes de votantes:

“A classe minoritária, das trilhonárias contribuições de campanhas, integrada ao circuito do consumo de bens e serviços, que pouco importa contribuir com esse ou aquele, em eleger um ou outro, tanto faz. Desde que os shopping centers continuem lustrosos e as viagens a Europa, garantidas. Para essa classe sempre tem um jeito para que tudo vá bem.

Outra classe é a majoritária, que durante alguns meses no processo eleitoral, tem a chance de ganhar algo na venda do voto. Depois, a vida desses e de mais outros com cartão de crédito parecendo uma navalha e mais alguns muitos otários compradores de promessas e de falsos ídolos continuam duras, carentes e miseráveis. Suas vidas vão seguir o rumo de sempre, lamentações”.

 é advogada trabalhista e sócia da Sylvia Romano Advocacia, em São Paulo.

Revista Consultor Jurídico, 5 de novembro de 2006, 7h00

Comentários de leitores

9 comentários

Hora, hora!! Até quando os miseráveis que esta...

Josimar (Consultor)

Hora, hora!! Até quando os miseráveis que esta senhora menciona que recebem "esmolas" teriam que esperar para que ao se deitarem para dormir teriam a certeza de ter garantido o café da manhã ao se levantarem??? Quantos governos anteriores não davam "Esmolas" nem vida digna aos pobres?? Este Brasil vai mal sim, mas na questão dos preconteituosos que acham que pobre não é gente.. mas se esquecem que no Brasil, além de ser gente..., pobre vota. E vota em quem sabe o que é gente. Diz o ditado: Saco vazio não para em pé!! E todos os governantes antes do Lula, somente deixaram o saco vazio. O Ano não está perdido. Penso que o carnaval não chegou tarde, pois é sempre bem vindo. Quanto à copa perdida, o Lula até alertou o Parreira que o Ronaldo estava gordo. Quanto à ética, concordo que todos nós nos esquecemos, digo todos mesmo.. e sem qualquer exceção. Quanto aos analfabetos de hoje, a maioria destes, nasceram nos anos em que eram governados pelo PSDB ou seus aliados, o que demonstra a má qualidade do ensino e educação neste país em outros tempos. Graças à Deus estes "Analfabetos" aprenderam a conhececer quem pode dirigir e tratar com mais respeito estes, que embora "miseráveis" ainda são a maioria neste país. E são eles que serão a Base para o Brasil voltar a crescer, pois o primeiro passo já foi dado, ou seja: Alimentação para que possam com mais saúde procurar Trabalho digno o que será substituído pela "Esmola" de hoje. Assim, acredito que Lula salvou não só o ano, mais os últimos 04 (Quatro) anos.

Destaque-se uma parte do comentário "...O Carna...

Sérgio Paganotto (Advogado Autônomo - Criminal)

Destaque-se uma parte do comentário "...O Carnaval foi tarde, perdemos a Copa, esquecemos da ética e percebemos que somos um país de analfabetos, pois depois de tudo que foi falado, visto e publicado, parece que ninguém entendeu, viu ou leu sobre a podre realidade que estamos atravessando..." se me permite comentar vossa explanação, acredito que a Sr.ª deva ter dez ou quinze anos de idade, pois não se lembra ou lembra apenas da podre realidade que estamos vivendo, pois desde de quando realmente o povo brasileiro, me refiro a classe trabalhadora desse país teve um ganho real de salário ? ou será a Sr.ª comentarista da pequena grande Elite prejudicada pelo governo lula ? como dizia opa, atacava o Alckmin em no debate com o governo Lula - "... no governo do Sr.º(se referindo ao Lula) os bancos tiveram um ganho exorbitante, nunca faturaram como agora..." resposta do presidente Lula - "... pois é Alckmin eles(os banqueiros)tiveram tanto ganho no meu governo, mas apoiam o Sr.º ...?". Após enorme gargalhada da platéia. Pois então... me pergunto seria a comentarista parte dessa tão prejudicada classe que ficou de fora das mamatas da gestão Lula ? desculpe-me que venham as próximas eleições para presidente....

Agenda para 2007: Quando é que o Brasil vai ...

Band (Médico)

Agenda para 2007: Quando é que o Brasil vai tomar as reservas de petróleo para o povo brasileiro? Evo Morales está numa luta insana para defender as riquezas do subsolo e aqui ela é de uma firma e de seus funcionários! Marco Aurélio Garcia, que foi o coordenador de campanha da candidatura do presidente Lula, e presidente do “Partido dos Trabalhadores” (PT) em entrevista afirmou que a Petrobrás é uma estatal que mostra que é possível o sucesso de uma empresa pública. Sozinha, a estatal petrolífera lucrou, na administração petista, mais que todos os 23 bancos juntos: R$ 77,4 bilhões, com expansão de 114,7% se comparado com o resultado obtido no último governo tucano. Uma empresa sólida e que beneficia os seus servidores com altos salários e uma rede de benefícios. Maravilha. Mas devemos lembrar que este altíssimo lucro da mesma se faz por vender ao consumidor brasileiro o seu produto. Não é gerando dinheiro, mas vendendo o seu produto final de refino ao povo que pode pagar. E paga bem. Não temos um privilégio de gasolina barata ou preços menores se fosse de uma companhia privada. Pagamos por preços internacionais o que é nosso. Mas precisaríamos mais transparência e um governo que olhe pelo povo brasileiro e não pelos dos empregados da estatal. Quem negocia em nome dos donos do petróleo o preço que a Petrobrás paga a Nação? Além dos impostos, que todas as empresas públicas e privadas devem pagar, o insumo do subsolo também deve ser ressarcido aos donos legítimos do mesmo, o povo. Não existe esta transparência e um governo que protege estatais não é um legítimo defensor do povo, visto o exemplo do comportamento do Presidente Evo Morales em interesse no seu. Quem negocia com a estatal como negociaria com qualquer empresa que leva insumos do Brasil para beneficiar? Qual o volume desta conta que nós não conhecemos? Quando acabar o mesmo, a nossa riqueza das reservas naturais, como o povo vai se virar? Preocupação dos países exportadores de petróleo deve ser nossa também! Parece que em vez dela ser pública, na verdade a empresa é dos seus funcionários que são os únicos a se beneficiarem das riquezas petrolíferas do país com o seu monopólio. Deveríamos estar comprando petróleo e reservando o nosso já que o preço é o mesmo.

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