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Judiciário folgado

Para cada dia de trabalho, Judiciário descansa outro

Comentários de leitores

89 comentários

Aline, gostaria de lhe dar os parabens por este...

Evertonball (Publicitário)

Aline, gostaria de lhe dar os parabens por este ótimo artigo. Pelo geito, apertaram a ferida e ta doendo em muitos. É o que eu sempre digo, uma vez Brasil, sempre Brasil! O que se deve esperar de um país repleto de corruptos que vivem criando/alterando 'leis' para lhes beneficiar, o mais recente caso é esse aumento... ow Brasil... VIVA!

Como já foi dito o Judiciário trabalha o mesmo ...

Robson Reckziegel (Estudante de Direito)

Como já foi dito o Judiciário trabalha o mesmo que todos os outros. Creio que os dois lados estejam errados nesta briga, tanto os servidores quanto a pessoa que escreveu tal artigo. Ocorre que caberia ao Estado promover um melhor aparelhamento do Judiciário visando a celeridade, tanto no que concerne a equipamentos quanto número de servidores. Todos sabemos que existem servidores que não cumprem seu papel, assim como em qualquer profissão, de forma que caberia também ao Estado promover a fiscalização dos trabalhos e a dispensa justificada daqueles que não fazem o que tem que fazer. Quanto aos ilustres magistrados sabemos que alguns chegam a virar noites trabalhando para cumprir sua função enquanto outros trabalham 2 horas por dia, neste sentido falta no Poder Judiciário um controle, creio que como todos os outros funcionários os mesmos deveriam "bater o cartão" todos os dias!

Por essa ótica o trabalhador labuta 8h e folga ...

Urpiano (Outros)

Por essa ótica o trabalhador labuta 8h e folga 18h, por essa ótica se levar em conta todas licenças, os genitores do Juízes devem morrer todo ano para ele poder obter a licença de luto, imagine se nesse sentido fosse computar os dias trabalhados para o pessoal do regime de plantão. A considero curiosa mas ela distorce os fatos, principalmente considerando que os juízes as secretarias de varas utilizam o recesso para equacionar os eventuais atrasos, geralmente....já que no dia-a-dia acontece o atendimento ao públicos jurisdicionado...

Escuta...é só o Judiciário que trabalha um dia ...

Édina Maria Silva de Paula (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Escuta...é só o Judiciário que trabalha um dia e folga um? E o resto dos trabalhadores, quer na iniciativa privada quer no serviço público...não descansam nos finais de semana nem nos feriados? (aliás, trabalhar aos sábados no BRasil, virou exceção, ou não?)Para sermos razoáveis então temos que questionar a quem deu essa informação equivocada (ou mal intencionada)de que se o judiciário trabalha um e folga um dia, o "resto" dos trabalhadores do BRasil trabalham sem férias e sem direito de folgar nos feriados? Quem deu essa "informação" poderia ter feito a mesma conta para informar quantos dias por ano trabalham os "mortais" ou não?

Aos ilustres causídicos que teimam em desmerece...

Ricardo Lou (Serventuário)

Aos ilustres causídicos que teimam em desmerecer o judiciário, em especial seus Servidores; os mais infímos que reclamam por não terem férias, deixo uma proposta, vão trabalhar como advogados em empresas, com CTPS assinada que terão seus direitos trabalhistas, com atenção ás férias, assegurados. Pois os Senhores são profissionais liberais e, como tal, tem a liberdade de abrir ou não suas bancas na forma que lhes for conveniente, sem, contudo, necessitarem dar explicações a ninguem. E Para um estagiário que aqui chama a todos os Servidores da Justiça e suas Autoridade de "... sem vergonha, vagabundos, ...", tenha certeza de que quando Vossa Senhoria deixar de deter um título precário e de expectativa de ser elevado ao grau de Advogado, logo, sairá inscrevendo-se nos concursos para ser, tomando de empréstimo vossas palavra, mais um vagabundo, sem vergonha etc.etc, para unir-se a nós e com a maior cara de pau do mundo, nos chamará de "colega". Estude muito mais boas maneiras e tente se instruir mais a respeito de vários assuntos do cotidiano das pessoas, pois, o Curso de Direito está inserido na Ciência Social e talvez o senhor, por ser estudante e ter mera expectativa de ser Advogado, até porque tem o exame da Ordem para ser feito, esta longe de ser Bel. em Ciências Jurídicas e Sociais. Vai estudar filho!

Artigo leviano, sem base fática. E o pior é qu...

Zack (Outro)

Artigo leviano, sem base fática. E o pior é que o TJ se submete a esse tipo de bobagem para revogar o recesso, mas mantendo a suspensão dos prazos. Dá pra entender?

LUDIBRIADOS! No começo do ano fomos “agrac...

mirianogueira (Funcionário público)

LUDIBRIADOS! No começo do ano fomos “agraciados” com um provimento da presidência do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo concedendo um surpreendente recesso natalino. Como diz o velho provérbio popular, “quando a esmola é muito grande, o santo desconfia”. Mas desconfiar do quê? Afinal era um provimento do maior tribunal de justiça do Brasil. Não podia ser uma brincadeira ou um ato irresponsável, não é mesmo? São dezenas de milhares de pessoas servidoras do judiciário que, evidentemente, acreditaram no Dr. Limongi e seus assessores mais nobres. Foram meses de preparativos, economias, corres-corres para conseguir alugar uma casa ou para pagar em prestações a estada da família em algum lugar. Mas eis que, faltando apenas um mês para o início desse recesso, aparece um outro provimento, assinado pelos mesmos nobres meritíssimos, suspendendo o que haviam concedido. Refém da OAB, que protesta contra qualquer reivindicação justa dos funcionários e que quer prazos suspensos e publicações retidas, mas que também quer funcionários presos em seus cartórios, o Egrégio TJ acedeu. E considerou o “dito” por “não dito”. O que vão fazer agora os que se planejaram o ano todo? Ora, o problema é deles, não é verdade, Meritíssimo? Quem sabe se não caberia aí uma ação de perdas e danos? Ou outra qualquer cujo nome os senhores conhecem muito bem? Não é à toa que – até mesmo da boca de um Juiz – vem a crítica: “Há dois tipos de juízes: os que pensam que são deuses e os que têm certeza disso”. A esmola era muito grande? Pode ser. Nós também achamos. Mas não é essa a nossa questão. O recesso de fim de ano poderia muito bem ser de apenas alguns dias; quem sabe a semana entre o Natal e o Ano Novo? É isso o que todo mundo vai fazer, inclusive os senhores juízes e a “non grata” OAB. Mas não. Deram, em princípio, mais do que deveriam dar. Depois, tiraram mais do que seria decente tirar. É por isso que nos sentimos ludibriados, enganados, desrespeitados pelo Egrégio TJ. Mas, manda quem pode; obedece quem tem juízo, não é mesmo? E para aqueles que não poupam o funcionalismo do judiciário com críticas, com entrevistas a dirigentes da OAB ou a juízes que não podem ver um microfone, e que dizem irresponsavelmente para os quatro cantos do Brasil que os funcionários do judiciário não trabalham, ou que têm mordomias demais e que, segundo a jornalista (acho que é) Aline Pinheiro, trabalha apenas seis meses por ano. Gostaria de trabalhar nesse judiciário da ilustre jornalista; que tem 7 feriados próprios e 20 dias de folga no fim do ano. No ano passado tivemos apenas a véspera do Natal e do Ano Novo. Neste ano, nem as vésperas nós vamos ter. Portanto, excluam-se os funcionários do judiciário de tais responsabilidades. Quando os feriados foram prolongados, nós repusemos minuto a minuto a “folga” concedida. Como fazem as empresas, inclusive a da jornalista (se ela não for free-lance). Sugerimos uma visita a um Cartório de 2ª Instância, ou a um ofício ou vara, para testificar “in loco” que, se existe morosidade no judiciário não é por culpa dos seus servidores de base. E esses servidores jamais são lembrados nos solenes agradecimentos de posse ou despedida, ou nas menções honrosas dos senhores juízes. Quando é necessária a defesa da “classe”, os magistrados são o judiciário. O escrevente, o auxiliar, o motorista, o segurança, o diretor de serviço, esses que proporcionam todas as condições dos senhores magistrados exercerem sua nobre função, esses são os eternos culpados, até mesmo pela morosidade do judiciário. No início de sua gestão, o Presidente do TJ disse que franquearia as dependências do judiciário à imprensa com suas câmeras filmadoras e fotográficas. Por que não vêm aqui os paladinos da comunicação conferir se há processos parados, atolados ou atrasados por culpa nossa? Nossa parte nós fazemos. E rápido. Mas no momento de reivindicar nossos direitos, até mesmo de uma correção pura e simples de salários, aparecem os críticos de plantão e os repórteres desinformados entrevistando magistrados e membros da OAB (que dão mais audiência) sem se preocuparem com a “verdade” fácil que propagam em detrimento da investigação profunda e imparcial. Juarez Pereira e funcionários do Tribunal de Justiça

O sensacionalismo caracteriza-se por uma actuaç...

Marco Antonio Pivetta (Assessor Técnico)

O sensacionalismo caracteriza-se por uma actuação de deliberada excitação dos sentimentos mais primários da população (bisbilhotice, voyeurismo, medo, inveja, vingança, hipocrisia) através da disponibilização alarmista de informação que, baseando-se em situações marginais e irrelevantes no entanto atinentes a casos de grande importância social, dão a impressão ilusória de esclarecer a opinião pública quando na realidade a estão a obscurecer. Sob a falsa aparência de enriquecer em detalhe o conhecimento do público a informação sensacionalista infringe a isenção e o rigor a que todos os órgãos e jornalistas estão vinculados, prestando um mau serviço à comunidade. fonte: http://www.aacs.pt/bd/Comunicados/20040121.htm

"Só existem duas maneiras de fazer carreira em ...

Marco Antonio Pivetta (Assessor Técnico)

"Só existem duas maneiras de fazer carreira em jornalismo. Construindo uma boa reputação ou destruindo uma". A frase, de Tom Wolfe, desnuda a cicatriz que desfigura o rosto do jornalismo aético: o denuncismo irresponsável. Fonte: http://www.portaldafamilia.org/artigos/artigo147.shtml O sensacionalismo caracteriza-se por uma actuação de deliberada excitação dos sentimentos mais primários da população (bisbilhotice, voyeurismo, medo, inveja, vingança, hipocrisia) através da disponibilização alarmista de informação que, baseando-se em situações marginais e irrelevantes no entanto atinentes a casos de grande importância social, dão a impressão ilusória de esclarecer a opinião pública quando na realidade a estão a obscurecer. Sob a falsa aparência de enriquecer em detalhe o conhecimento do público a informação sensacionalista infringe a isenção e o rigor a que todos os órgãos e jornalistas estão vinculados, prestando um mau serviço à comunidade. Cada leitor que tire as suas próprias conclusões.

"Viva a Censura". Péssimo artigo que não corres...

Evandro Camilo Vieira (Advogado Sócio de Escritório - Empresarial)

"Viva a Censura". Péssimo artigo que não corresponde com a realidade. A responsabilidade do jornalista é passar informação idônea, não essa que não guarda suporte com a verdade.

Será que é para escrever artigos como estes que...

Inácio Henrique (Serventuário)

Será que é para escrever artigos como estes que os jornalistas querem a manutenção da liberdade de impensa. Se for viva a "censura".

Será que é para escrever artigos como estes que...

Inácio Henrique (Serventuário)

Será que é para escrever artigos como estes que os jornalistas querem a manutenção da liberdade de impensa. Se for viva a cencura.

Será que é para escrever artigos como estes que...

Inácio Henrique (Serventuário)

Será que é para escrever artigos como estes que os jornalistas querem a manutenção da liberdade de impensa. Se for viva a cencura.

Essa "reportagem" é patética, e a "jornalista" ...

Kobayashi - São Luís do Paraitinga/SP (Advogado Autônomo - Ambiental)

Essa "reportagem" é patética, e a "jornalista" é, no mínimo, tolinha... "Muito trabalho sem diversão faz de Jack um bobão!"

Só há algo a ser dito sobre esta matéria: o pon...

NEY (Serventuário)

Só há algo a ser dito sobre esta matéria: o ponto de vista de quem a escreveu é o de alguém que não possui a menor noção do que é e de como funciona o Judiciário, principalmente o paulista. Tem uma míope visão externa do sistema judiciário. Não conhece a estrutura, a rotina cartorária, as necessidades, enfim, nada, nada! Cento e oitenta dias sem trabalhar? Seria um artigo cômico se não fosse trágico; matéria feita sem o mínimo de conhecimento. Típica de quem somente quer atacar e desacreditar, ao invés buscar soluções para problemas reais. Vou discorrer sobre tais "folgas". Quem, em pelo menos 90% do planeta não descansa sábados, domingos e feriados? E férias, de igual modo, quem não as tem? Até mesmo a ilustre jornalista. Mesmo no Japão e nos EUA, que são reconhecidamente viciados em trabalho, se goza esse benefício! E mesmo quando um funcionário está em férias, o serviço dele não fica parado, sempre tem colegas que dividem o trabalho entre si. E isto se aplica inclusive para os juízes, que acumulam outras varas. Se for no interior, acumulam até mesmo varas em municípios adjacentes. Quanto ao recesso forense, se existe este malfadado período, é porque os advogados, aqueles mesmos que também criticam o Judiciário (nem todos, mas para quem se queixa, não sei porque escolheram trabalhar nessa área se não lhes traz satisfação), precisam descansar; sim, lembrar que existe uma vida privada. Vivam as férias! Prossigamos. Quando o judiciário – pelo menos o paulista – emenda um feriado que eventualmente recaia na terça-feira ou quinta-feira, os funcionários sempre compensam as oito horas não trabalhadas, uma hora diária, até “pagar” o dia descansado. E eu pergunto: não se trabalha nessa hora? Se um advogado ou um jurisdicionado não comparecer em cartório no horário determinado para atendimento, ele não será recepcionado? Dispensa resposta. A jornalista teve a indescritível insensatez (ou intencionalidade, quem sabe) de, para chegar a este número absurdo de dias não-trabalhados, coletar dias que não são trabalhados, ora aqui, ora ali, ora acolá! Bem, sendo assim, acho que vou somar o meu tempo de serviço com o de minha esposa para poder aposentar-me mais cedo. Se o artigo foi motivado por descontentamento quanto à morosidade existente no Judiciário, a solução deveria ser o direcionamento de seu inconformismo a todos os que podem gerar soluções; soluções, não paliativos! Desde aqueles que podem aprimorar a estrutura, tanto com recursos humanos suficientes como com materiais necessários, até os que podem, se o caso, legislar para realizar as mudanças que forem necessárias. Sim, porque muito depende de modernização até mesmo de leis que somente dão margem para na maioria das vezes procrastinar um processo. Será que a senhora Aline conhece a quantidade de recursos que podem ser interpostos num processo? Creio que não. Bem, por tudo isso e muito mais do que poderia ser discorrido, julgo o artigo totalmente desprovido de qualquer conhecimento adequado. Pior, lastimo que muitos que vivem a triste realidade do Judiciário se atrevam a atacar aqueles que nele laboram, principalmente os advogados militantes, como muitos que teceram seus comentários sobre o artigo. Bem, não é por falar muito que serei ouvido. Quem conhece internamente o Judiciário sabe do que estou falando. Se a senhora Aline pensa que estou escrevendo algum dislate, convido-a a ser voluntária em qualquer unidade cartorária, principalmente de primeira instância. Basta.

JUDICIARIO FOLGADO É O CASO DE UM ADVOGADO (OAB...

DRJA (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

JUDICIARIO FOLGADO É O CASO DE UM ADVOGADO (OAB ANTIGA) DE TAUBATE QUE É AMICISSIMO DO JUIZ DA VARA DA FAMILIA E CONSEGUE FEITOS INACREDITAVEIS NAS VARAS DE TAUBATE: 1 - NUNCA PEGA SENHA NO CARTORIO, PASSA NA FRENTE DE TODO MUNDO E NÃO PRECISA ESPERAR NA FILA. ENTRA NA SALA RESERVADA PARA FUNCIONARIO E VE PROCESSOS SENTADINHO, É TRATADO COMO SE FOSSE UM REI (TODA HORA TEM UM MAIS ALGUMA COISA, DOUTOR ?). 2 - QUANDO ESTA COMO ADVOGADO DO AUTOR, CONSEGUE DISTRIBUIR AÇÕES QUE VÃO PARA A CONCLUSÃO NO DIA SEGUINTE, AS VEZES NO MESMO DIA ENQUANTO AS AÇÕES DE TODO MUNDO DEMORAM MESES; CONSEGUE TAMBEM NOMEAR INVENTARIANTE INDEPENDENTEMENTE DE COMPROMISSO (O QUE NÃO ME FOI CONCEDIDO MESMO COMPROVANDO QUE A INVENTARIANTE ERA DEFICIENTE), PROMETE PENSAO ALIMENTICIA ALTISSIMA PARA ESPOSAS (COM PROFISSÃO DEFINIDA) E FILHOS, DIZENDO ABERTAMENTE QUE É AMIGO DO JUIZ DA VARA DE FAMILIA E CONSEGUE DEFERIMENTO RAPIDAMENTE. TEM MARIDO QUE MORRE DE MEDO QUANDO ELE ENTRA COM ALIMENTOS E SEPARAÇÃO PORQUE SABEM QUE VÃO PERDER (E ELE DIZ ABERTAMENTE ISSO TAMBEM). AS SENTENÇAS PARA ELE SAEM RAPIDO ENQUANTO PARA TODO MUNDO DEMORA UM TEMPAO. 3 - AGORA, QUANDO ESTA COMO ADVOGADO DO REU O PROCESSO NUNCA ANDA. ELE É QUE É FELIZ PORQUE A CORREGEDORIA DO TJ NUNCA PEGA OS AMIGOS DO REI.

Para informação da repórter o dia 1º de Novembr...

Lenita Naves (Procurador da Fazenda Nacional)

Para informação da repórter o dia 1º de Novembro é dedicado a "TODOS OS SANTOS". Antigamente, dia 1º e 2 de novembro eram feriados nacionais, não somente no Judiciário. Essa tradição é antiga e vem da Igreja Católica, sendo conservada pela Justiça.Também não concordo com a conta feita - um dia trabalhado por um dia parado.As coisas não são tão simples assim.Os juízes e servidores se revezam nas férias. E como dito num comentário, muitas vezes assumem duas ou mais varas em substituição a colegas em férias.Falta GENTE no Judiciário...Falta PESSOAL em todos os cargos, desde os juízes até os servidores. Isso é que deveria ser comentado. E exigido.

Estou com essa matéria na cabeça desde que li. ...

Michael Crichton (Médico)

Estou com essa matéria na cabeça desde que li. Relendo o trecho final, vejo que a repórter agiu como dona da verdade, dando sermão. Fiz as contas, o juiz com quem trabalho vai atuar em 233 dias úteis este ano. Isso já derruba as contas do Conjur. Mas o objetivo da matéria NÃO é a verdade factual. Se fosse, depois de todas as críticas, já teria sido tirada do ar para reparos. O dano para o Judiciário é incalculável: a matéria será indexada em "n" bancos de dados. Qualquer correção ou emenda nunca alcançará o mesmo efeito. A matéria ainda será comentada por muito tempo e os erros, devidamente apontados, serão tidos como coisa "corporativista". A imprensa não sabe reconhecer quando erra. Quando condenada, critica o Judiciário. É o poder dos poderes.

A fim de complementar meu comentário anterior...

Inácio Henrique (Serventuário)

A fim de complementar meu comentário anterior e, após ler algumas manifestações de juizes, advogados, serventuário, professores e curiosos é necessário frisar que, com relação a Justiça de uma forma geral o que mais atrapalha o andamento dos processos é, no caso do poder público, a devoção de juizes que agem como se fossem advogados dos órgão públicos, renovando prazos, acatando petições de pedidos de vista após do decurso do prazo, em fim, uma preocupação desnecessária, pois os entes públicos que via de regra figuram com réus na Justiça Federal tem seu quadro próprio de defensores, se estes deixaram o prazo passar que respondam administrativamente por seus atos. Outro ponto é a exigência do esgotamento, feita por alguns juizes, da via administrativa para depois sim aceitar a causa no judiciário. Tal atitude é cercear o direito de acesso ao judiciário. Isso acontece em casos contra o INSS, nos juizados especiais federais. É claro que é devido o contraditório administrativo, mas diante do fato notório que o INSS, via de regra, indefere, por qualquer motivo, a concessão de benefícios e que o cidadão, sem advogado, sem dinheiro, e pior, sem cidadania, não recorreria ao judiciário se pudesse resolve o problema de outra forma. Deixem que a Fazenda Pública exercite seu direito de defesa da forma que melhor lhe convier. Por algumas vezes os procuradores fizeram greve e, ainda, sim, o Poder Judiciário concedeu aos órgãos públicos a suspensão dos prazos processuais enquanto durou a greve. A iniciativa foi do STF, e é claro que os demais seguram a orientação. Agora se o advogado do particular faz greve, o resultado é catastrófico para o particular. Os prazos da Fazenda pública tem que ser reduzidos, ai sim o judiciário federal poderá dar maior celeridade ao processos, pois sessenta dias para protocolar uma contestação é prazo mais que vergonhoso, se comparado ao prazo do particular. Por exemplo, nas execuções fiscais é a Fazenda que determina o andamento dos processos, pois ela detêm o privilégio de ser intimada com a remessa dos autos, ou seja, de nada adianta a intimação através de mandado, e como se alega que o número de procuradores é reduzido os processos, em alguns casos, tem 2 ou 3 despachos anuais, - isso mesmo 2 ou 3 despachos anuais, não por culpa do juiz ou do servidor mas, neste caso, por falta de diligencia do interessado. Muitos são os motivos para a demora na solução das causas no judiciário, mas com certeza não é o feriado do dia 1º de novembro ou o do próximo dia 8 de dezembro que vai modificar esse quadro. Quanto aos recursos a regra deveria prever a multa ou uma penalidade para o procurador que recorresse só pra ganhar tempo. Não adianta multa para o órgão público, pois procurador entraria com mais um tipo de recuso, a responsabilidade, neste caso, deveria ser pessoal. Não me xinguem, é isso que eu penso, a Fazenda é muito privilegiada. A partir do momento em que os órgãos públicos passarem a respeitar o cidadão o número de processos na Justiça Federal será efetivamente reduzido, E a utópica celeridade poderá, quem sabe, ser alcançada.

A jornalista que escreve o presente artigo deve...

Inácio Henrique (Serventuário)

A jornalista que escreve o presente artigo deveria, antes de lançar seus ataques ao Poder Judiciário e seus trabalhadores, fazer uma pesquisa com alguns detalhes sobre o funcionamento e sobre os pontos que foram tema de sua notícia. Vejam só. Para cada dia trabalhado há um de folga! Como pode ter ela chegado a esse número? Só se for no imaginário da repórter. É certo que a Lei 5.010 de 30 de maio de 1966, que organizou a Justiça Federal de primeira instância, prevê alguns feriados que são característicos ao Poder Judiciário Federal, mas daí a disser que a razão é de um dia de folga para um dia trabalhado não é o que representa a verdade. Os juizes, de acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, -Veja art. 66 da Lei Complementar 35 de 14/03/1979 - gozam de 60 dias de férias por ano. O que é um benefício decorrente de lei e que somente por lei de igual hierarquia pode ser alterado, o que eu acredito que não aconteça. Por sua vez, os funcionários não têm tal privilégio e, é bom que se diga que quando um juiz sai de férias ou de licença outro é designado para o seu lugar, - é claro que a produção não é a mesma no que se refere ao quantitativo, já que o magistrado que vai substituir o licenciado pode responder até por mais de duas varas ao mesmo tempo. De outra feita, os serviços cartorários continuam no mesmo ritmo, pois sempre temos petições para juntar, documentos para expedir, partes e advogados para serem atendidas nos balcões. Assim, é por esses e outros motivos que o Judiciário não para, ou melhor, as pessoas que trabalham no Judiciário trabalham e trabalham muito mais do que os supostos 6 meses anuais, conforme elencado e na visão da Ilma Sra. Jornalista. É de se esclarecer que em alguns casos os diretores de secretaria, com fundamento no parágrafo 4º do art. 162, da Lei 5.869, - Código de Processo Civil, de 11 de janeiro de 1973, praticam atos que são chamados de “ato de ordinatório” o que auxiliam do andamento dos processos. Quanto aos feriados, o art. 175 do mesmo Código estabelece que são feriados, para efeito forense, os domingos e os dias declarados por lei. Dessa forma, temos que os dias sem expediente no Judiciário são devido prévia deliberação legislativa que originou uma lei e não pela livre vontade dos membros do Poder Judiciário. Sra. Jornalista Aline Pinheiro, aqui muito se trabalha e trabalha-se muito. Pode ser que exista algum caso onde o juiz deixe de comparecer ao expediente ou sua produção de sentença seja a baixo de critica, mas saiba que para esses casos temos as corregedorias dos tribunais e o Ministério Público para fiscalizar, e se esses dois órgãos negligenciarem suas funções, o que eu não acredito, temos, ainda os advogados que diante de casos de irregularidade devem procurar a OAB para relatar e solicitar providencias. Para o caso de nenhum desses órgãos tomar conhecimento das razões daqueles que reclamam do Juiz temos, ainda, a imprensa que na sua busca desenfreada de notícia não poderia deixar de fora do noticiário o caso de um juiz, por ventura desidioso, como temos visto em vários outros casos de escândalos, as vezes somente notícias sem fundamento jurídico e respaldo na verdade. Mas, é dessa forma que convivemos. De forma que, para finalizar, acrescento que, se a nobre jornalista tem alguma coisa em particular contra alguém dentro do Poder Judiciário ou tem algum processo onde esperava vitória e teve proferida uma sentença improcedente eu diria que: se houver tempo recorra. Agora, não é correto lançar inverdades que, para o cidadão comum podem parecer que as pessoas que trabalham no Judiciário são detentoras de algum privilégio ilegal ou que estariam cometendo alguma irregularidade por utilizarem os feriados que por lei foram autorizados, isso ainda não é crime.

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