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Eleições no MP-SP

“Não há sucessão por afinidade na Associação Paulista do MP”

A Associação Paulista do Ministério Público enviou nota à revista Consultor Jurídico criticando a reportagem Parquet Bipolar, que aborda a disputa pela cadeira de procurador-geral de Justiça de São Paulo, publicada na quinta-feira (23/3).

Leia a nota

Restabelecendo a verdade

A Associação Paulista do Ministério Público rechaça com veemência as infundadas acusações lançadas pelo articulista do Consultor Jurídico, Cláudio Julio Tognolli, que afirma, in verbis, “Associação Paulista do MP — tida como herdeira presuntiva daquela linhagem dos procuradores-engavetadores pemedebistas, que sob Quércia e Fleury não pestanejavam em procrastinar quaisquer investigações do MP que ralassem, mesmo levemente, os calcanhares do Palácio dos Bandeirantes.”

Não há na Associação Paulista do Ministério Público de São Paulo a “sucessão por afinidade”, como sugere o mal informado repórter.

Ao contrário. Trata-se de uma entidade que preza a ética e democracia e por isso mesmo tem sua Diretoria eleita bienalmente em eleições livres e diretas, por todos os promotores e procuradores de justiça.

A atual Diretoria não possui nenhum membro que tenha trabalhado diretamente para os ex-governadores de São Paulo Quércia e Fleury e foi eleita por mais de 400 votos sobre os adversários, o que lhe confere absoluta legitimidade para falar em nome de todos os seus associados.

Um pouco mais de pesquisa e o articulista descobriria quem verdadeiramente serviu ao governador Orestes Quércia, como assessor direto e que estranhamente foi poupado de críticas durante todo o texto.

Não se discute a liberdade de imprensa e nem mesmo a empatia que pode surgir entre o veículo e determinados segmentos do Ministério Público. Deste ponto até distorcer a verdade e sugerir que algum membro da Diretoria da APMP tenha em seu passado um só episódio capaz de desabonar a carreira como promotor de justiça vai uma distância que suplanta a ética e a verdade.

Solicito, assim, seja concedido à defesa da APMP, o mesmo espaço utilizado para tentar macular a imagem de nossa Entidade e de todos os seus mais de 2500 associados, responsáveis diretos, por exemplo, pelo perfil democrático do Ministério Público inserido na Constituição Federal.

Atenciosamente,

João Antonio Garreta Prats

Presidente da APMP – Associação Paulista do Ministerio Público

Nota da redação

A revista Consultor Jurídico respeita a manifestação da APMP, como sempre fez, mas observa que há uma discrepância entre o que se publicou e a interpretação da associação.

Revista Consultor Jurídico, 24 de março de 2006, 19h01

Comentários de leitores

2 comentários

Perfeitas as palavras do dr. Neto, acrescento a...

Reginaldo (Advogado Autônomo)

Perfeitas as palavras do dr. Neto, acrescento ainda, a obrigação do MP cvomo fical da lei ter pedido oa rquivado do IP, pois trata-se com certeza de fato atípico (ou isento de pena para os que preferem tal corrente) perante o princípio da insignificância. De outra forma, é dificil entender o MP no Governo, em especial na Secretaria de Segurança Pública, onde os direitos vivem em choque e, a imparcialidade é essencial.

O Ministério Público, com certeza, Órgão necess...

Neto (Bacharel - Trabalhista)

O Ministério Público, com certeza, Órgão necessário para o bom andamento da Justiça, as vezes comete as suas e ficam, seus representantes, doloridos por quaisquer comentários como sendo homens intocáveis, quando na realidade como qualquer ser humano não são. Até porque, essa condição de intocabilidade é pertinente apenas e tão somente aos imortais seres inanimados. Outrossim, pelo que me consta o ingresso no MP se dá por pessoas que prestam concurso público de provas e títulos. Assim, chega-se a simples conclusão de que não se trata de seres inanimados, portanto, como todos os humanos passíveis de cometerem erros. E como cometem, haja vista o tratamento dispensado àquela pobre e infeliz Doméstica desempregada, que o MP paulista trancafiou por cinco meses, apenas por ter tentado furtar um pote de manteiga de 500 gramas em um supermercado paulista. Não é bem isso o que a Constituição Federal recomenda, será que não seria o caso do MP ter entrado com um habeas corpus em favor da miserável moça de apenas 18 anos, que por sinal é mãe de uma criança? Ou isso não é um caso de se fazer Justiça em favor da sociedade, deixando aquela infeliz mãe livre para criar seu filho, pelo menos até que trasitasse em julgado a sentença penal condenatória? Seriamente, tenho cá minhas dúvidas, quanto a quem defende o quê e quando!

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