Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Polícia na festa

Preso com ecstasy em rave não responde por tráfico

Por 

Um estudante preso em festa rave com comprimido de ecstasy não deve responder por tráfico de drogas se não houver flagrante de venda de entorpecentes. A decisão é da juíza Fernanda Christina Calazans Lobo e Campos da Vara de Jaguariúna (SP) que deu liberdade provisória a um estudante de Direito na terça-feira (14/3). A juíza aceitou parecer do Ministério Público de São Paulo sob a condição de que o réu compareça a todos os atos do processo por porte de entorpecentes.

O estudante foi preso com oito comprimidos de ecstasy na Operação Dancing promovida pelo Denarc — Departamento de Investigações Sobre Narcóticos. A operação prendeu 21 jovens na festa Rave Kaballah, que reuniu 7,5 mil pessoas em Jaguariúna (SP), no sábado (11/3). Dos 21 detidos, cinco foram autuados por tráfico de drogas e os demais, por porte de entorpecentes. Foram apreendidos 50 comprimidos de ecstasy e cigarros, além de maconha e LSD. A maioria dos detidos tem ou está cursando nível superior e pertence às classes média e alta.

A promotora de Justiça Luciana Ribeiro Guimarães alegou que embora a quantidade de droga apreendida não possa ser considerada ínfima, os responsáveis pela prisão não presenciaram comércio de tóxicos e por isso o réu não pode ser considerado traficante, já que não há provas para tal. Por isso, o crime deve ser considerado porte de entorpecentes, o que não justifica a manutenção da prisão preventiva.

O delegado Cosmo Stikovics disse que os jovens autuados em flagrante serão transferidos para prisões da região de Campinas. “Os que foram autuados por porte de entorpecentes foram liberados”, contou.

A defesa do estudante foi feita pelo advogado Marcelo Galvão, de São José dos Campos, que entrou com pedido de relaxamento de prisão.

Processo: 140/06

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 18 de março de 2006, 7h00

Comentários de leitores

8 comentários

Parabéns ao DENARC e seu brilhantes agentes que...

SDCCTBA (Comerciante)

Parabéns ao DENARC e seu brilhantes agentes que tanto tem agido pra o combate de drogas. Ações assim servem para arrancar a máscara hipócrita da sociedade, onde drogado é só preto e pobre. Quando loirinhos e alunos de cursos superiores são presos com drogas, são meros usuários que estão se divertindo. Mentira!!! Os traficantes são esses mesmos loirinhos que bem defendidos por rábulas, tentam manchar o trabalho arduo e investigativa da policia.

Caro Dr. Reginaldo. O senhor tem razão, em cert...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Caro Dr. Reginaldo. O senhor tem razão, em certo aspecto, quando menciona os meninos da classe média e olhos claros. Minha bronca com o denarc, não é o cumprimento do dever,mas a forma como se cumpre esse dever. Não gosto dessa forma de investigação, de se passar por traficante. Até porque essa estratégia deveria ser usada mediante autorização judicial e não é ! Por que o policial pode comprar droga e prender o traficante, sem autorização legal? O crime é "portar" droga ? Então é isso.

O Denarc faz a sua parte, a juíza e o MP deveri...

Reginaldo (Advogado Autônomo)

O Denarc faz a sua parte, a juíza e o MP deveriam fazer a deles. As pessoas apoiam por tratar-se de um garoto de classe média alta, jovem, de olhos claros, mas se fosse um negro e pobre, seria um absurdo. É preciso considerar, no entanto, o perigo que o ecstasy representa. Do ecstasy para o crack e outras drogas é um pulo, atente-se, por exemplo, para a capsula do vento (ou do medo), cujo consumo tem levado estes mesmos jovens classe média alta ao suicidio. Não obstante, observe-se a situação vivida (por falta de repressão e "compreensão dos pais)dos jovens de classe média alta do Rio de Janeiro. A repressão ao grande traficante, como bem lembra o Dr. Rossi, deve a ser repressão principal, executada pela Polícia Federal, e aos micro-traficantes pelas policias estaduais. Me desculpe Dr. Rossi, mas a polícia tem de estar onde o crime está ocorrendo e, se estes meninos de classe média estão traficando, têm de ser presos e processados. Esta política de compreensão exagerada aos marginais de "pedigree" já possibilitou que se pusesse fogo em indios, mendigos, duplo parricídio e outras condutas abmináveis.

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 26/03/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.