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Caso Celso Daniel

Caso Celso Daniel: arquivado inquérito contra Donisete Braga

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta quarta-feira (15/3) o arquivamento do inquérito da Procuradoria-Geral de Justiça para apurar eventual participação do deputado estadual Donisete Braga (PT) no assassinato do ex-prefeito Celso Daniel. A decisão foi tomada por votação unânime depois do voto apresentado pelo relator, Walter Guilherme.

O colegiado, formado pelos 25 desembargadores mais antigos do tribunal, entendeu que o Ministério Público não conseguiu reunir nos autos provas suficientes da participação do deputado no assassinato do ex-prefeito. A acusação contra deputado foi feita em 2004, a partir da quebra do sigilo telefônico e, ainda, devido a depósitos bancários feitos pelo empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, acusado de ser o mandante do crime, em favor de Braga.

O ex-prefeito foi seqüestrado na noite de 18 de janeiro de 2002 quando voltava de um jantar com Sérgio Gomes da Silva. Seu corpo foi encontrado dois dias depois, com vários tiros, na região de Taboão da Serra e de Embu. Segundo a perícia, ele foi morto na noite do dia 19.

De acordo com o Ministério Público, nesse dia, das 22h18 às 23h41, partiram do celular do deputado de 15 a 20 ligações feitas em Embu e Taboão da Serra, segundo a operadora de celular Vivo. Todas as chamadas foram registradas por antenas (ERBs) locais. À 1h26 do dia 20, aparece uma ligação feita em Santo André. Era para Gomes da Silva. "Queria notícias de Daniel", disse Braga. Do celular do motorista dele, a Vivo também registrou três ligações feitas na região de Embu.

O deputado confirmou os telefonemas, mas disse não ter estado na região do crime. Afirma que, na noite do dia 19, participou de uma reunião no Palácio dos Bandeirantes até as 23h30. O MP alegou ter convicção de que às 22h18 Braga já tinha deixado o palácio e estava em Embu. Na versão do deputado, após a reunião no palácio foi para outra, na Prefeitura de Santo André. Depois, encontrou-se com o deputado federal Professor Luizinho (PT) e o estadual Vanderlei Siraque (PT).

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 16 de março de 2006, 11h58

Comentários de leitores

2 comentários

Não preciso dizer manis nada - Barros já disse ...

Adilson Jorge Donofrio (Delegado de Polícia Estadual)

Não preciso dizer manis nada - Barros já disse tudo.

Mais um exemplo, para engrossar o rol das inves...

BARROS (Delegado de Polícia Estadual)

Mais um exemplo, para engrossar o rol das investigações fracassadas assumidas pelo M.P. paulista, especialmente nos casos de clamor público e repercussão social. A tentativa de desviar o curso natural das investigações e direcioná-las para o lado político, como o caso da morte do prefeito de Campinas-SP, o que certamente garantiria ao órgão acusador aumentar o furor da sociedade, incrementando o falso pensamento de que alguns membros da Instituição fazem acontecer, onde a Polícia não consegue, revela, através da decisão destacada, que cada instituição tem sua tarefa reservada pela Constituição Federal e que as ingerências são sempre maléficas, pois além de, via de regra, terem um motivo torpe, descontentam a quem de direito.

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