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Elegância subfaturada

Testemunhas sustentam que havia subfaturamento na Daslu

Duas testemunhas de acusação no caso em que a boutique Daslu é acusada de sonegação fiscal depuseram nesta quarta-feira (15/3). O depoimento de ambas, na 2ª Vara Federal de Guarulhos (SP), complicou ainda mais a situação do loja.

Segundo informações divulgadas pelo site da Justiça Federal, uma das testemunhas, chefe de importação da empresa Kingsberg, confirmou que as notas fiscais dos produtos adquiridos pela Daslu eram subfaturadas. Ela afirmou que recebia as notas e tratava de seu subfaturamento, obedecendo a ordens superiores. A testemunha também disse que as faturas originais recebidas do exportador eram enviadas aos diretores da empresa em que trabalha, com cópias para a Daslu.

A segunda testemunha, funcionária da boutique, declarou em seu depoimento que era responsável pelos contatos com as grifes internacionais fornecedoras da Daslu e confirmou que Eliana Tranchesi era uma espécie de relações públicas. Nas suas palavras, a empresária cuidava do "glamour" da empresa. Antônio Carlos Piva de Albuquerque era, segundo a testemunha, o responsável pela administração. Ela também afirmou que já viu faturas de grifes internacionais em nome das importadoras.

Na terça-feira (14/3), a responsável pela importação da Daslu afirmou, em depoimento, que foi funcionária da empresa no período de 1994 a 2002. Ela explicou que as importações começaram informalmente e que Eliana Tranchesi, auxiliada por duas assessoras, cuidavam das compras e confirmou a existência de subfaturamento para a redução da carga tributária. A testemunha alegou que discordava desses procedimentos e que foi este o principal motivo de sua saída da empresa.

Ao fim dos depoimentos desta quarta, a juíza federal Maria Isabel do Prado determinou que Antônio Carlos Piva de Albuquerque fosse intimado pessoalmente a comparecer aos depoimentos a partir desta quinta-feira (16/3). As três testemunhas já ouvidas também foram intimadas a comparecer novamente ao juízo na próxima sexta-feira (17/3), às 10 horas. No entanto, seus depoimentos já prestados serão mantidos.

Procurado pela Consultor Jurídico, o advogado da empresária Eliana Tranchesi, Arnaldo Malheiros Filho, afirmou que prefere não se manifestar durante a fase de coleta de provas.

Revista Consultor Jurídico, 15 de março de 2006, 21h06

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