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Lista negra

Enquanto se discute dívida nome não pode ir para SPC

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Enquanto a dívida estiver sendo discutida, o nome do devedor não pode ser inscrito no cadastro de restrição ao crédito. O entendimento é do juiz Márcio Teixeira Laranjo, da 24ª Vara Cível de São Paulo que acolheu os argumentos do advogado Robson Rogério Orgaide, do escritório ADC Advocacia e Assessoria.

Para o juiz, a contestação do valor devido “basta para motivar o impedimento da inclusão do nome do cliente nas entidades de proteção ao crédito como devedora, mesmo porque isto em nada prejudica o direito do requerido”, no caso o banco.

Robson Rogério Orgaide ingressou com ação em nome da Hans Insurace Corretora de Seguros contra o Banco Real. De acordo com a inicial, a seguradora ingressou com ação revisional de contrato bancário para discutir judicialmente a dívida que tem com o banco.

Embora a questão estivesse sendo discutida em juízo, o banco colocou o nome da empresa na Serasa. Para o advogado, a atitude do banco teve como objetivo pressionar o cliente “a abrir mão de exercer o direito de discutir a dívida judicialmente”.

“A requerente tem obstada toda e qualquer forma de crédito, o que pode vir a comprometer seriamente suas atividades e obviamente o pagamento da dívida que a requerente quer pagar mediante a revisão judicial”, sustentou.

O juiz acolheu os argumentos e concedeu o pedido de liminar. “O periculum in mora evidencia-se pelo abalo de crédito decorrente da inclusão do nome da requerente no rol as entidades de proteção ao crédito, prejudicial à continuidade de suas atividades econômicas”, concluiu.

Processo 06/120182-4

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 12 de março de 2006, 7h00

Comentários de leitores

2 comentários

A certeza de impunidade faz com que os os poder...

Junior Pina (Advogado Autônomo)

A certeza de impunidade faz com que os os poderosos BANCOS e FINANCEIRAS fazem o que bem entender com o nome e HONRA dos cidadãos, inserindo descriminadamente os dados de pessoas de bem em "serviços de proteção ao crédito". Em certas ocasiões, emitem boletos, duplicatas falsas, sendo que o ônus da prova sempre cabe a parte mais fraca. Sendo certo de que a lentidão da justiça faz com que os cidadãos seja obrigados a fazer um "acordo" para que tenha seu nome mais limpo o mais breve possível. E o Lula, como sempre, não sabe de nada !

Vemos aqui Justificação para aquele, que, sendo...

Dr. Alexandro.M.Oliveira - Advogado (Advogado Sócio de Escritório)

Vemos aqui Justificação para aquele, que, sendo lesado pelo locupletamento ilícito do banco procura o auxilio do Poder Judiciário para a sua proteção. Assim cabível e certamente provida.

Comentários encerrados em 20/03/2006.
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