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Coração das Trevas

Jornalista mostra versão dos militares da Guerrilha do Araguaia

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[13] Esse foi o termo utilizado na ocasião.

[14] in Dossiê Araguaia, Op. cit

[15] Idem ,ibidem.

[16] No episódio, formada por dez homens, oito militares e dois guias da região.

[17] Naquele mesmo dia, orientadas pelos agentes da Operação Sucuri, as tropas chegaram ao sítio do camponês Antônio Alfredo, colaborador do Destacamento A.

[18] Maklouf Carvalho, Op. Cit., pág. 139.

[19] in: Diário do Velho Mário, Op. cit., pág. 108.

[20] Conforme o relatada em detalhes no Capítulo 2 desta pesquisa, Sônia reagiu à ordem de prisão do Dr. Asdrúbal, foi ferida e ainda assim atirou, acertando o rosto de Asdrúbal e de outro oficial que vinha atrás, o Dr. Curió. Apanhada pelos sargentos Cid e J. Peter, quando lhe perguntaram o nome, respondeu: “Guerrilheiro não tem nome”. Seu discurso revolucionário na hora da morte ecoa até hoje no imaginário dos militantes do PC do B e dos moradores da região.

[21] Em reportagem de Luis Maklouf Carvalho, publicada no jornal Movimento, de 17 de julho de 1978. In: Maklouf, O Coronel Rompe o Silêncio. Op. cit., pág. 166.

[22] Conforme já narrado anteriormente, na tragédia Édipo Rei, de Sófocles, Creonte, rei de Tebas, havia proibido o sepultamento de Polinice, seu sobrinho, morto em combate pelo poder, sob pena de morte para os desobedientes. Antígona, irmã de Polinice, resolve desafiar o édito e realiza os ritos fúnebres, justificando seu procedimento como sendo ditado pelas leis soberanas dos deuses – ou seja, pelas leis naturais. Creonte, irredutível em seu direito positivo, condena a sobrinha a ser sepultada viva em uma caverna subterrânea. In: Thomas Bulfinch. Mitologia – Histórias de Deuses e Heróis. Tradução de David Jardim Júnior. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002, 2ª ed., págs. 216-219.

[23] Conforme relatado no capítulo sobre a Primeira Campanha, o cabo Odílio Cruz Rosa foi abatido com um tiro no dia 6 de maio de 1972, enquanto bebia água em um rio. A equipe de militares fugiu pela selva, abandonando o corpo no local. O guerrilheiro Osvaldão, então, mandou avisar, através de camponeses, que não autorizava ninguém a retirar o corpo. Foi preciso organizar uma expedição especial parra resgatar o corpo do cabo, encontrado uma semana depois de sua morte, já em adiantado estado de decomposição.




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 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2006, 13h18

Comentários de leitores

1 comentário

1. Os fatos narrados - sem juizo de valor - sã...

Marchini (Outros - Internet e Tecnologia)

1. Os fatos narrados - sem juizo de valor - são impressionantes e, com certeza, pincelados do que foi a realidade. A violência de ambos os lados foi bastante mais cruenta. 2. Entendo também que ainda prevalece no imaginário coletivo a versão de guerrilheiros românticos lutando pela pátria, o que não é exclusivamente verdade; houve reação e repressão tão brutal quanto as ações iniciais, nada foi de graça, sempre foi chumbo trocado. 3. Talvez em algumas décadas a verdade menos passional apareça.

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