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Coração das Trevas

Jornalista mostra versão dos militares da Guerrilha do Araguaia

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[1] Os militares usam o termo “fase”. O PC do B prefere “campanha”.

[2] Há suspeitas de que quatro deles teriam sido executados depois de capturados. In: Elio Gaspari. A Ditadura Escancarada – As Ilusões Armadas. São Paulo: Companhia das Letras, 2002, p. 424.

[3] Em 8 de maio de 1972 morreu o cabo do Exército Odílio Cruz Rosa, em combate com o Destacamento B da Guerrilha, comandado por Osvaldo Orlando da Costa, codinome Osvaldão. Foi a primeira vítima da guerrilha. A 30 de setembro de 1972 morreu o sargento Mário Ibrahim da Silva. Os episódios serão narrados no Capítulo 3.

[4] Vale atentar que a versão do suicídio dos camponeses é questionada pela sociedade civil até os dias de hoje, eis que tal versão foi usada para muitas mortes suspeitas de presos durante o regime militar. O exemplo mais representativo, ainda hoje tema polêmico, foi a morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, nas dependências de um quartel do Exército, em São Paulo. Os militares apresentaram a versão de que o jornalista se enforcou.

[5] O comandante Maurício Grabois descreve os “justiçamentos” em seu diário, apreendido pelas Forças Armadas. O tema será analisado em detalhes adiante.

[6] Nesse caso, todos os três seriam de fato colaboradores, dois deles conhecidos pistoleiros de aluguel, apontados pelos moradores da região como responsáveis por mortes de posseiros a mando de latifundiários.

[7] A Aeronáutica participou dessa fase com apoio aéreo e agentes de informações. A Marinha só participou da Segunda Campanha, com um destacamento de fuzileiros navais.

[8] Ressalve-se que a Convenção não abrange as chamadas guerras não-regulares; e que a Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes só foi assinada em 1984. In: Legislação sobre Direitos Humanos. Compilação organizada para a LTr Editora por HB Textos. São Paulo: LTr, 1999.

[9] Jacob Gorender. Combate nas Trevas. 5a ed., São Paulo: Ática, 1999, p. 237.

[10] Em 03 de outubro de 1973.

[11] Faria Lima era tenente-brigadeiro (quatro estrelas), último posto na carreira. Vassallo era brigadeiro-do-ar (duas estrelas).

[12] in Dossiê Araguaia, Op. cit..

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 9 de março de 2006, 13h18

Comentários de leitores

1 comentário

1. Os fatos narrados - sem juizo de valor - sã...

Marchini (Outros - Internet e Tecnologia)

1. Os fatos narrados - sem juizo de valor - são impressionantes e, com certeza, pincelados do que foi a realidade. A violência de ambos os lados foi bastante mais cruenta. 2. Entendo também que ainda prevalece no imaginário coletivo a versão de guerrilheiros românticos lutando pela pátria, o que não é exclusivamente verdade; houve reação e repressão tão brutal quanto as ações iniciais, nada foi de graça, sempre foi chumbo trocado. 3. Talvez em algumas décadas a verdade menos passional apareça.

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