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15 comentários

Boa tarde caro colega Raul Haldar, Desde já...

cello (Industrial)

Boa tarde caro colega Raul Haldar, Desde já agradeço sua atenção em ler o meu depoimento , mas não estou pedindo nenhuma consulta particular ou orientação jurídica , pois a minha empresa possui departamento jurídico, o que venho a informar é que não se trata apenas do meu caso e sim de muitos brasileiros que estão passando pela mesma prova de valores e ética, e que se tivermos base e fundamento talvez comecemos uma revolução nessa área . A consulta a meu advogado seria se pôr acaso tivesse em mente algo como a empresa que ofertou a venda para a minha (golpe), para poder depois se algo der errado me defender nas brechas das leis. É pôr mais perspicaz que seja o advogado ele nuca saberá o que se passa pela cabeça das pessoas, que só pensam em dar o golpe . Ou seja o normal na sociedade é fazer consultas a advogados, dar golpes, roubar entre outras e o anormal e ser decente , honesto, integro, trabalhar para uma sociedade melhor... O caso é tal sério que não se trata apenas da justiça do trabalho e sim de ambição e ética em todas as áreas e tudo que fazemos no nosso dia a dia. Nossos intelectuais , repôrtes , emissoras entre tantas outras, somente ensinam que o povo brasileiro só tem direitos (“programa seus direitos” emissora G...), os deveres foram apagados da memória e o seu significado apagado dos dicionários , em troca estão colocando BIGBRO..., ganhar dinheiro mole, inverter valores e pôr aí afora. Se formos pensar que a natureza (do universo) e todas as suas leis que o regem (pôr ELE) ,não se deixa de doar um único instante para nos , é de se admirar que um simples computador e a Internet com alguns fios , cabos etc... não sirva para tal , tem que ser na forma lei. Vou dar um exemplo pequeno mas de muita importância : Toda vez que vou a São Paulo (capital) e impressionante como não conseguimos ver mais os olhos das pessoas, estão todas escondidas dentro de seus carrões protegidos com o tal do INSUFILM , que pelo que sei é proibido pôr lei. Mas todos se escondem atrás desse pequeno plástico preto dizendo que o colocam para não serem assaltados , ou será que é para NÃO VER (FINGIR SER CEGO É MAIS FACIL) A VILOLÊNCIA DO OUTRO LADO DO PLÁSTICO. Não conseguem enxergar que se ele tem demais alguém está sem . Mas como na justiça do trabalho e tantas outras leis existem brechas , arrumaram uma nesse caso. Lembro de uma foto em uma revista tirada na época da ditadura e nesse novo DVD do Chico Buarque, onde todos os Gen... e Cor... mais ou menos umas 60 pessoas estavas de óculos escuros (tipo Raybam) , que coisa feia , recriminávamos que eles não tinham coragem de olhar para o povo Brasileiro e olha só hoje. No nosso País existem muitos profissionais alguns querem mudar algo mas não possuem força (Q.I) e não se vendem, outros até querem mudar , mas só que eles também acharam brechas nas leis. Fico imaginando se o Criador começar a achar brechas em suas LEIS, ficaria engraçado talvez o SOL não aparecesse amanhã. O problema não só do nosso País mas Mundial , é que nos tornamos fantoches de alguns grandes e que para não os incomodarem ficam criando um monte de merda para nunca os atingirmos, mas fico feliz de saber que independente de cor , raça , religião , conta bancária e pôr aí vai, e que no palco da nossa MENTE SOMOS TODOS IGUAIS . Sem mais Atenciosamente Eng.º Marcelo Cerf

É reconfortante perceber nesse fórum, que minha...

Gilberto Andrade (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

É reconfortante perceber nesse fórum, que minha indignação para com essa mentira histórica chamada de Justiça do Trabalho não é um grito solitário. Interessante a percepção, conforme narrado pelo Ilustre Jornalista, de que, nada obstante a odiosa tendência dos Juízes, de encarar o contrato de trabalho como uma relação de hipossufuciência ente o forte e o fraco, ou entre o bem e o mal, a "máquina estatal" chamada Justiça do Trabalho, opera contra o próprio Reclamante, em diversas ocasiões. É uma máquina de criação e propagação de injustiças e arbitrariedades tão grande e tão disseminada, que a Justiça proporcionada aos detentores de razões de fato e de direito para invocar a jurisdição, por bem intencionados e vividos Juízes em dia com princípios de humildade e de amor pela verdade, torna-se irrisória e imperceptível, diante das recorrentes atrocidades cometidas pelos insensíveis magistrados, que desconhecem as agruras de se arriscar a empreender qualquer atividade produtiva nesse País. Essa ainda é uma de nossas "heranças malditas", daquele ditador de ínfima estatura, que também nos presenteou com o INSS, outra farsa histórica. Haja herança!!!

cello (Industrial) - PROCURE A DELEGACIA DE POL...

Pintão (Bacharel)

cello (Industrial) - PROCURE A DELEGACIA DE POLÍCIA DA REGIÃO ONDE O SENHOR ESTÁ ESTABELECIDO, REGISTRE UM BOLETIM DE OCORRÊNCIA E DEPOIS, PROCURE UM ADVOGADO. GARANTO QUE O SENHOR, DEPOIS DE PAGAR A CONSULTA PARA A SECRETÁRIA, SERÁ ATENDIDO COM HORA MARCADA. A SUA ESTÓRIA DEVE SER PUBLICADA NA EDIÇÃO DE 4ª FEIRA, DO JORNAL DA TARDE - JORNAL DO CARRO. COM CERTEZA, REPERCUTIRÁ PACAS E COMOVERÁ MUITAS PESSOAS. É UM LUGAR MAIS APROPRIADO.

Apenas um adendo: As sentenças trabalhistas já...

Gilberto Andrade (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

Apenas um adendo: As sentenças trabalhistas já são as mais questionadas, mesmo levando-se em consideração o custo dos preparos de apelação, que visam desencorajar qualquer recurso e ofendem o princípio do duplo grau de jurisdição, permitindo aos Juízes prosseguirem emanando decisões contrárias a qualquer princípio jurídico ou mesmo moral, pois se a empresa, muitas vezes de pequeno porte, não puder pagar a extorsão intitulada de "guia de preparo recursal", nada poderá fazer para tentar modificar ditas decisões. Ou seja, se mesmo com a extorsão legalizada, as sentenças trabalhistas são as que mais sofrem recursos, calculem o que seria, caso a Constituição da República fosse respeitada quanto ao princípio do Duplo Grau de Jurisdição, agredido frontalmente, e para muitos pequenos-empresários e pessoas-físicas, de maneira letal, pelo valor expropriatório e proibitivo dos preparos, que não são, na maior parte das vezes, para se recorrer de uma sentença, mas sim para se socorrer de arbitrariedades que não merecem, sequer, ser intituladas de sentença. gilberto@fnp-adv.com.br

Caro Engenheiro Marcelo Cerf: Lamentavelment...

Gilberto Andrade (Advogado Sócio de Escritório - Comercial)

Caro Engenheiro Marcelo Cerf: Lamentavelmente, a formação jurídica-contratual do negócio não foi cercada das cautelas devidas, fato que propiciou a avalanche de Reclamações Trabalhistas contra a sua empresa. Entretanto, em decorrência do fato de que o contrato social registrado na JUCESP, pelo que se depreende de seu desabafo, não continha o seu nome ou o do seu finado Pai como sócios, bem como a revogação da Procuração que lhe outorgou poderes precários e provisórios de administração social ser inconteste, é crível que você consiga fazer preponderar a flagrante ilegitimidade de partes da sua empresa para responder pelos passivos trabalhistas da outra, cuja efetiva aquisição não logrou concretizar-se. Faço minha a sua indignação, pois já passei por situações estapafúrdias na Justiça do Trabalho, cuja falta de sensibilidade dos Juízes, somada à falta de mecanismos de defesa contra ditas decisões (haja vista o custo dos preparos recursais), torna lícito dizer que não se trata de Justiça coisa nenhuma, mas sim de um Tribunal de Exceção, onde prevalecem as atrocidades legais cometidas a esmo contra nossa sofrida classe empresarial, que já possui o INSS como sócio-oculto, e o Governo como um todo, como sócio-majoritário. Espero que você não se desencoraje, e reúna forças para propor quantas Ações Rescisórias quanto necessárias, assim como tantas representações no Conselho Superior da Magistratura, quantas forem as decisões tomadas na base da canetada, sem um mínimo de discernimento da situação real, em flagrante dissonância com a Lei, a Moral e os anseios da sociedade. Infelizmente - Isso é, na minha opinião, a Justiça do Trabalho, um Tribunal de Exceção. gilberto@fnp-adv.com.br

Sr. Cello : CONJUR é um veículo de informação j...

Raul Haidar (Advogado Autônomo)

Sr. Cello : CONJUR é um veículo de informação jurídica. Não pode responder consultas sobre casos específicos, nem dar orientação jurídica. Tais atividades são privativas de advogados, na forma da Lei 8906/94, os quais também não podem responder sobre casos concretos que estejam aos cuidados de outros profissionais. O sr. deve consultar seu advogado.

A hipossuficiência na relação de trabalho é uma...

J. Ribeiro (Advogado Autônomo - Empresarial)

A hipossuficiência na relação de trabalho é uma realidade. Entretanto, isso não pode ser utilizada como poder de barganha perante a Justiça do Trabalho para favorecer o empregado. O empregado, nessa situação, não pode e e nem deve prevalecer o seu pedido/reclamação contra uma verdade material que muitas vezes de plano não lhe é favorável. Embora a estatística não revele, o grande contingente das reclamações trabalhistas são contra pequenas e médias empresas e agora crescente contra pessoas físicas. Há uma omissão muito grande, seja por falta de esclarecimentos ou assessoramente adequado, mas muitos pequenos e médios empresários acabam se arriscando mais do que seria necessário (relação custo x benefício), exatamente por falta de um bom planejamento de recursos humanos e jurídico. Muitos, com suas razões, para fugir da previdência social, que ainda é um dos encargos que mais oneram a folha de pagamento e que menos benefício traz a todos, principalmente para o empregado. É sabido também que uma grande parte desse contingente de reclamantes são pessoas simples, muitos ignorantes "alfabetizados", que não sabem muito bem o que de fato estão reclamando. É comum na Justiça Trabalhista pedidos/reclamações muito acima do que realmente é devido, numa tentativa de ser realizado um acordo razoável, o que é lamentável, merecendo inclusive uma penalidade por pleitear verbas que sabe indevidas. Por outro lado, o estabelecimento de multas severas e uma imediata execução das parcelas tidas como incontroversas, seria uma saída para uma rápida solução do litígio, bem como inibir o empregador a não deixar de pagá-las adequadamente na rescisão do contrato de trabalho, principalmente para aqueles que se utilizam da Justiça do Trabalho para securitização de suas dívidas ou para obter vantagem indevida. Isso de fato acaba sendo motivo dos recursos, muitos com toda a razão, pois pagar o que não deve ou receber aquém do que lhe é de direito, é inaceitável, gerando um justo direito da parte recorrer. A aplicação com mais rigor, pelo juiz do trabalho, do instituto da litigância de má-fé para ambas as partes e da antecipação da tutela (verbas incontroversas) poderia inibir reclamações indevidas e a utilização da Justiça do Trabalho por empregadores inescrupulosos, e por conseguinte o nº excessivo de recursos. O mundo talvez não seja para os ingênuos, mas com certeza não poder ser para os desonestos.

Bom dia Como não houve nenhuma resposta sobre...

cello (Industrial)

Bom dia Como não houve nenhuma resposta sobre o assunto enviado (texto abaixo) , estou reenviando , gostaria que se pudessem ao menos respondessem. O assunto é urgente grato ----- Original Message ----- From: Cerf Transportes To: redacao@conjur.com.br Cc: FERNANDEZ CONSULTORIA Sent: Tuesday, February 21, 2006 1:24 PM Subject: Leis trabalhistas Bom dia Gostaria de passar algumas informações sobre problemas sofridos por empresários idôneos , de qualquer seguimento e qualquer área de trabalho nesse nosso Brasil. Eu Marcelo Cerf juntamente com Meu Pai Danillo Sergio Cerf (falecido em 24/02/2005) montamos uma transportadora de produtos perigosos a 16 anos atrás . Nosso ramo de atividade corresponde a transportar Àcido Sulfúrico e Fosfórico para as empresas de Fertilizantes no polo Industrial de Cubatão (Solorrico(Cargil)) , Bunge 1 e Bunge 2 , Copebras, Ultrafertil, Produquimica , Nitro Química entre tantas outras . Nesse período a empresa nunca houve nenhum acidente , reclamações de clientes, atrazos , ou qualquer reclamação perante os Tribunais de Justiça de qualquer instância. Como o nosso seguimento ficava restrito ao período da Safra , ou seja, apenas 6(seis meses) , os outros meses do ano ficavamos ociosos. No ano de 2001 uma empresa de transporte fez uma proposta de venda dessa empresa , pois esta não tinha sazonalidade, e era de grande interesse de nossa parte. Os donos da Empresa a venda eram todos conhecidos de meu Pai Danillo. Fizemos a carta de intenção e começamos a operar a empresa que se situava em Ribeirão Pires. No período em que fiquei administrando a Empresa (3 meses) , tive que trabalhar com uma Procuração expedida pelo dono , até que o contrato social fosse tranferido para a minha empresa. Nesse período comecei a disconfiar que algo havia errado , pois o CNPJ e o Contrato Social , nunca se tinha notícia do dono sobre a mudança. O pagamento da Empresa era feito em dinheiro e prazo para pagamento era de 6 meses. Nesse período houve milhões de absurdos (ver Processo) o que me fez desfazer a carta de intenção de compra. Os donos antigos cancelaram a minha procuração e continuaram a operar a empresa. Esta própria empresa tinha na época 4 funcinários, sendo 1 gerente de logística, 1 mecânico e 2 vigias noturnos , sendo que 1 vigia noturno trabalhou apenas 1 mes no periodo que estive como PROCURADOR. Todos estes funcionários dessa empresa colocaram no PAU a minha empresa . Dado: Nunca nenhum desses Funcionários trabaharam aqui em Cubatão , nunca vieram a Cubatão e mesmo assim a Justiça Trabalhista deu cusa ganha a todos eles , COM VALORES A RECEBER ESTAPAFURDIOS. A outra empresa continua ilesa sem que nada tenha ocorrido com a mesma . Entrei com recursos diversos em todos os aspectos e formas de provar que o ocorrido era um absurdo , mas não houve meio. Hoje recebi em meu escritório o oficial para penhorar os meus bens. Todas as informações necessárias de todos os processos estão com o meu Deparatamento Jurídico. NOTA : QUANDO O MEU PAI FICOU SABENDO DO GOLPE FEITO POR ELES (SEUS CONHECIDOS E AMIGOS) COMEÇOU A ENTRAR EM ESTADO DE DEPRESSÃO NO ANO DE 2002, ADQUIRIU CÂNCER E VEIO A FALECER. COMO É POSSÍVEL OS NOSSOS JUÍZES NÃO TEREM A CAPACIDADE DE DICERNIMENTO DO CERTO . SOFREMOS DANOS IRREPARÁVEIS QUE JAMAIS PODEM VOLTAR ATRÁS. QUANDO PODEREMOS CONFIAR NA JUSTIÇA. SE A JUSTIÇA É PARA QUE TENHAMOS UM PAÍS DECENTE , QUE DECÊNCIA É ESTA QUE OS IDÔNEOS ESTÃO VENDO O SEU FRUTO DE TRABALHO POR UMA SOCIEDADE MAIS DECENTE INDO PELO RALO ABAIXO E OS QUE PROVOCAM AS DISCORDIAS , AFUNDAM O PAÍS , CONTRIBUEM PARA A MISÉRIA CONTINUAM ENRRIQUECENDO ILICITAMENTE. GOSTARIA DE QUE VOCES PUDECEM ME AJUDAR DE ALGUMA MANEIRA , NÃO SÓ A MIM MAS MUITOS OUTROS QUE ESTÃO PASSANDO PELA MESMA DIFICULDADE, NÃO TEMOS A QUEM APELAR , POIS OS JUÍZES SE CONSIDERAM DEUSES (SO QUE SÃO TODOS MORTAIS) QUALQUER INFORMAÇÃO ADICIONAL DE TUDO ESTOU DISPONÍVEL NO MEU TELEFONE : 13- 8125-0671 - MARCELO SEM MAIS ATENCIOSAMENTE ENGº MARCELO CERF

Luiz Costa - Na área trabalhista milito pouco. ...

------- (Advogado Autônomo)

Luiz Costa - Na área trabalhista milito pouco. Não dá para discordar de tudo que se disse aqui e nem para concordar com tudo. A Justiça do Trabalho padece, quase que semelhantemente, dos mesmos problemas dos outros ramos do judiciário brasileiro. Juízos que vêm fazer a audiência de cara feia, com pressa, se dirige de forma às vezes não tão fina ao próprio escrivão, às testemunhas e aos próprios advogados. Indeferem reperguntas que, a bem de um critério mais rigoroso de apuração da verdade e do direito do exercício da profissão do advogado, poderiam deferir. Alguns, ou muitos, são relativamente autoritários (se é que o autoristarismo pode ser relativizado!). Tudo em nome e sob a alegação do excesso de serviço; do acúmulo de processos! Porém, quando o juiz faz o concurso, sabe que a situação é essa! Outra: alguns juízes acham que estão acima da lei, que a autoridade de que estão investidos é do Estado e transformam essa autoridade em algo pessoal e se julgam superiores às pessoas "normais e mortais", inclusive em relação aos advogados. A Justiça do Trabalho é trágica! A audi}encia de conciliação,às vezes, dura não mais que dez minutos, tudo corridíssimo, que se o advogado não for ágil, acaba não falando tudo o de que precisa e tem direito de fazê-lo. Às vezes a audiência está marcada para as 14:30 e acaba acontecendo às 16:40 ou, mais tarde, porque antes, vêm outras audiências que extrapolam dos prazos calculados ao fixar a pauta. De maneira que as razões dos advogados comentadores, a grosso modo, procedem e devem ser relatadas e destacadas com bastante convicção e veemência: 1-a justiça deve ser efetiva; 2-os juízes não ganham bagatelas e têm direitos a férias generosas; 3-o judiciário deve atender aos jurisdicionados conforme o estabelecido no conjunto da legislação brasileira, que praticamente não deixa nada "in albis".

De todas as Justiças, quando apenas deveria hav...

Jose Antonio Schitini (Advogado Autônomo - Civil)

De todas as Justiças, quando apenas deveria haver uma de forma departamentalizada, a Justiça do Trabalho trafega num universo paralelo, onde sua jornada nas estrelas não tem retorno, visto que adentrou no chamado buraco negro.-Ela quer sempre negar-se a si mesma.- Dá para demonstrar na prática diuturna.- Na audiência, preliminarmente só se fala em acordo, sem ao menos uma fugaz leitura dos autos, havendo até pré-impressos resumidos para esses consensos onde o mais importante é a concisão de dados informativos, valor, conta bancaria, quantidade de parcelas, verbas trabalhistas normais ou indenizadas, com vínculo ou sem vínculo.-Na verdade o que se faz é defender o interesse dos agentes públicos que lá trabalham e isso primordialmente.- A Justiça do Trabalho custa mais que o benefício que distribui aos trabalhadores. –Isso a pesquisa não mostra, porque não interessa.- A cerca de dois anos atrás a relação entre o custo da Justiça do Trabalho e a média geral dos valores pagos por ação ao Reclamante, já estava, otimisticamente, em um por um. –Ou seja, se o governo suprimisse a Justiça do trabalho e pagasse diretamente ao trabalhador o valor da reclamação trabalhista, ficaria no zero a zero.- Atualmente e com impensada carga de competências aumentadas na Justiça Trabalhista, a proporção entre custo e benefícios deve estar na estratosfera muito, talvez duplicadas.- As decisões da Justiça do trabalho de primeira e segunda instância não são as mais demoradas, em perspectiva das outras áreas jurídicas extremamente lentas. No entanto, a coisa pega na liquidação e execução da sentença.( Olhe O INSS e o IRF, aí gente, para complicar a equação, e adentrar no processo tal qual elefante na loja de louças, carregando um valor enorme, retirado das partes processuais)- Não é raro um mero despacho demorar mais de um ano.- Uma peça protocolada demorar mais de seis meses para adentrar nos autos.- E, as guias de levantamento, onde nelas se preenche parcos itens, mas demoram ao capricho dos ofícios e a sua satisfação.-Quanto a recorribilidade das sentenças, não se deve deslembrar que na Justiça do Trabalho, a tônica é efetuar um depósito tabelado de numerário, como requisito de admissibilidade de recursos, que como em todas as esferas judiciais não tem o retorno financeiro de mercado. -Esse depósito é efetuado de forma monopolizada em bancos oficiais. -Não se fornece uma prestação de contas a sociedade dos ganhos financeiros, feito a cangote da categoria dos camelos (nos os trabalhadores dromedários) nem as reciprocidades retornadas ao Poder.- O oficial deve muita informação ao inoficial. Nunca dão e, agora fazem estatísticas onde ao invés de declarar claramente a produção de sentenças de cada juiz, usam o eufemismo de “taxa de congestionamento”, mais uma rubrica no anedotário oficial, que disfarça o burlesco da situação.- É a comédia della arte ‘a continuar protegida por cortinas espessas. –Agora, após o recurso ao Tribunal, tarefa Hercúlea, é emplacar Recursos ao Tribunal Superior do Trabalho, onde é escrutinado até um mero carimbo, um ponto e um vírgula, as condições de tempo e pressão, e isso como mera admissibilidade, feito digno de uma epopéia de Homero, onde o Ulisses nunca retorna para Ítaca.-E tome depósitos admissionais do recurso , claro em Bancos Oficiais á retorno de juros módicos, quando as aplicações pela Instituição Financeiras são carregadas na cauda de um cometa em jornada para o além do bolso do reclamante que fica a míngua com a boca desdentada aberta engolindo moscas.

Não acho que devemos generalizar. Já vi o estil...

Marcelo Augusto Pedromônico (Advogado Associado a Escritório - Empresarial)

Não acho que devemos generalizar. Já vi o estilo "vingativo", conforme menciona o colega Robinson, em seu comentário. Realmente existe, mas não é a regra. Acho que o problema é o nível técnico e cultural, que está realmente decadente. Por exemplo, ainda ontem, vi um juiz de vara trabalhista em SP, que fecha com chave a porta de sua sala de audiências. Ora, em primeiro lugar, aquela sala não é do juiz, é de AUDIÊNCIAS, e portanto, de todos que ali estão. Em segundo lugar, é ato arbitrário e ilícito, passível de prcesso judicial e administrativo. Se em país sério, este juiz seria rigorosamente punido. Em terceiro lugar, demonstra a falta de cultura, educação e cortesia, pois é uma atitude que, desde o início, impõe a força, a grosseria e a antipatia. Estes "adjetivos" explicam o motivo da "taxa de recorribilidade" exposta na matéria. Ora, se um juiz impõe a truculência, é grosseiro, antipático e demonstra não conhecer a Lei (em especial a Constituição Federal), o que podemos esperar de sua sentença?

Não nego a existência de juizes realmente impar...

Plinio Gustavo Prado Garcia (Advogado Sócio de Escritório - Tributária)

Não nego a existência de juizes realmente imparciais e de boa formação jurídica, no Justiça do Trabalho. No entanto, não posso aceitar a mentalidade daqueles que prejulgam as causas, sempre no sentido de favorecer o reclamante, porque seria "hipossuficiente". Creio ser essa uma das principais causas que levam as empresas e empregadores a irem às instâncias superiores. Não é aceitável essa predisposição de julgar sempre a favor de uma das partes, distanciando-se da prova dos autos. www.pradogarcia.com.br

Ao se andentrar uma sala de audiencia trab...

Antonio Diniz (Psicólogo)

Ao se andentrar uma sala de audiencia trabalhista, a primeira indagação do juiz é perguntar se tem acordo sem ao menos ver a documentação ou razão apresentada pelas partes. Não são raros os absurdos pedidos pelos advogados trabalhistas que atribuem ao se `cliente`as quantias absurdas pedidas normalmente sobre um periodo pequeno de trabalho, com um salário menor ainda... é comum se ver pedidos de 10.000,00 sem nenhum fundamento, e os juizes entenderem que um acordo nos paramentros de 3.000,00 a 5.000,00 seria o ideal.Porem sequer veem as justificativas ou documentação da empresa, quando partem para testemunhas elas mentem o quanto podem e assim fica... Muitas empresas pagam aos funcionários todos seus direitos trabalhistas, mas a industria da reclamação criada por uma legislação porca e tendenciosa entra em ação e o empregador acaba pagando também o que não é devido, ocasionando assim o desemprego de outro funcionário, o desanimo de se continuar com a empresa funcionando e p0or ai vai... Nossos juizes são descaradamente tendenciosos , já vi absurdos nas varas trabalhistas em todo pais onde se quer analisam as provas do empregador já condenando-os sem o menor critério, lógico que existem empresas desonestas, mas existem muitas de bom carater, e as estas deveria se dar o minimo respeito. Nossa legislação trabahista tem de ser revista, pois até hoje muita gente não entende o papel do juiz em uma sala de audiencia pois para se punir sem ouvir razões ou ouvir bastaria um pedreiro para intermediar... Muitos reclamantes MENTEM e mentem muitos em suas iniciais ou em audiências orientados ou não pelos seus crapulas ou advogados e fica por aí....E sempre conseguem algum objetivo pois as empresas são quase que forçadas a acordarem com estes `senhores`. PELO EXPOSTO, É LOGICO QUE SE DEVE RECORRER DE DECISÕES ABSURDAS, ARBITRARIAS E DESCABIDAS. Pois se alguns juizes não sabem, existem empresas honestas que pagam corretamente aos seus empregados, se se eles mentem na justiça trabalhista devem ser punidos também. PENA QUE A JUSTICA É CEGA E A NOSSA TRABALHISTA É TENDENCIOSA. ENTAO VIVA O DESEMPREGO, CAUSADO MUITAS VEZES POR QUE DEVERIA CORRETAMENTE JULGAR AS AÇOES CORRELATAS.

Robinson (advogado) - Advogo na área trabalhist...

Robinson (Advogado Autônomo)

Robinson (advogado) - Advogo na área trabalhista desde 1997, e só posso dizer uma coisa, a nomenclatura de Justiça do Trabalho deve ser substituida urgentemente por Barganha dos Direitos do Trabalho. Você entre com a ação, o não muito DD juiz chega no dia da audiência ele nem pegou o processo na mão, aí ele quer que as partes façam a todo custo um acordo, e quando este acordo não é viável, juiz passa a se vingar da parte que não fez acordo, via de regra o trabalhador! Partindo desta premissa ele prolata uma sentença sem análise dos fatos, ou como se diz "nas cochas". Hoje o melhor négocio principalmente para as empresas de médio e grande porte é não pagar os direitos trabalhistas corretamente e deixar o empregado procurar a "justiça do trabalho", pois sai mais barato!!! Isso já vem acontecendo em várias empresas que conheço, e eles tem razão!

Os juízes do trabalho deveriam adotar a nomencl...

Guilherme G. Pícolo (Advogado Autônomo - Civil)

Os juízes do trabalho deveriam adotar a nomenclatura de 'embargadores'... Em muitos dos recursos eles mesmo são a gênese. Vou dar um exemplo pessoal: Trabalhei numa editora sem vínculo nenhum por cerca de 3 anos e ingressei com uma reclamação na 51a. VT em 2003. Apesar de decair sobre as horas-extras, a prova documental e testemunhal garantiram a procedência parcial da ação. Inconformados com a sentença, os réus recorreram ao TRT e o processo ficou parado lá por exatos 2 anos... Quando do julgamento, os cinco juízes da turma perceberão algo que nem a contraparte pleitearia - o código de recolhimento do DARF estava errado... nem analisaram o recurso, declararam-no deserto. Isto deu margem a que os réus ingressassem com recurso de revista ao TST, pois, nisso dou razão a eles, eles foram privados do julgamento por um detalhe mínimo... Pronto: lá se vão mais 4 ou 5 anos no TST, que ainda poderá mandar o TRT apreciar o recurso, o que levará mais 1 ou 2 anos novamente... Isto porque as formalidades do depósito recursal nunca foram discutidas pelas partes. As falhas poderiam ter sido sanadas com bom senso, dando-se um prazo de 10 dias, por exemplo, para que fizessem as emendas necessárias. No frigir dos ovos, o processo está perdido para o reclamante, que não verá a cor do dinheiro, e para a reclamada, que continuará gastando com taxas e depósitos nas mil e uma instâncias da JT... É pra rir ou pra chorar?

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