Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Espionagem empresarial

Daniel Dantas presta depoimento à Justiça sobre caso Kroll

Por 

O juiz federal Silvio Luís Ferreira da Rocha, da 5ª Vara Criminal, começou a ouvir na manhã desta terça-feira (30/5) o depoimento do empresário Daniel Dantas, dono do banco Opportunity. O interrogatório teve início por volta das 10h50. O empresário e outras 26 pessoas são investigados por interceptação telefônica ilegal e formação de quadrilha ou bando.

No último dia 16, a Justiça Federal ouviu a executiva Carla Cico, ex-presidente da Brasil Telecom. Os depoimentos dos dois deveriam ter acontecido no início do mês, mas o magistrado obedeceu à decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que concedeu Habeas Corpus adiando a data do interrogatório.

O adiamento foi solicitado pela defesa dos empresários, que alegavam não ter tido acesso aos 20 volumes do inquérito policial. O pedido havia sido negado pelo juiz Silvio Luis, que entendeu que os acusados tiveram acessos ao inquérito. No entanto, o TRF-3 deferiu o Habeas Corpus. A decisão não interferiu nos demais interrogatórios.

Os réus são acusados pelos crimes de interceptação telefônica ilegal e formação de quadrilha. Segundo a acusação, eles teriam contratado uma multinacional de investigações privadas para espionar executivos da Telecom Itália durante a disputa pelo controle da terceira maior empresa de telefonia fixa no país — a Brasil Telecom.

A Polícia Federal começou a apurar o caso Kroll em 2004, logo após a revelação de que as investigações da Kroll haviam atingido o então presidente do Banco do Brasil, Cássio Casseb, e o ministro–chefe da Secretaria de Comunicação do Governo e Gestão do governo Lula, Luiz Gushiken. Na época dos fatos, Gushiken, que ainda não era ministro, prestava assessoria aos fundos de pensão do Banco do Brasil e da Petrobras, entre outros, que também detêm participação acionária na Brasil Telecom.

Este texto foi atualizado em 31/10/06, com a exclusão dos nomes dos acusados, quando se contatou descabidas as imputações feitas à época dos fatos

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 30 de maio de 2006, 15h48

Comentários de leitores

1 comentário

É o retrato de um Brasil, em desordem, de uma j...

Pirim (Outros)

É o retrato de um Brasil, em desordem, de uma justiça "capenga" que serve mais para consumir nossos altos impostos. Deixando transparecer, que sua finalidade é defender o(s) podere(s) do(des)governo(s) executivo, e não para fazer justiça, e as vezes faz, mas de dez, "umazinha" é legal pois se assim não fosse, a nossa justiça, ficaria sem argumentos, frente a sociedade! que lhes sustentam, com os impostos mais altos do mundo. Esse banquetero (DD), até as galinhas sabem da suas ilicitudes praticadas no terrível e destruidor (des)governo de FHC(PSDB), que por certo ainda (por baixo do pano) estar a defender esse outro "BANDIDO" - é uma pena que ainda temos um Judiciário, que procurar defender só quem tem mais ROUBOS. E pelos procedimentos de nossas "autoridades" de blá, blá, blá, tá cada vez mais dificil dos cidadões brasileiros se sair dessa "enrrascada"!

Comentários encerrados em 07/06/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.