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Dia de folga

Servidores públicos federais fazem greve nesta quarta-feira

Os servidores públicos federais não trabalharão nesta quarta-feira (24/5). Sindicatos das categorias estão organizando uma paralisação de 24 horas em prol da valorização das carreiras de Estado. As informações são da Agência Brasil.

De acordo com o presidente do Sindireceita — Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal, Paulo Antenor de Oliveira, um dos coordenadores do movimento, a idéia é visitar deputados e senados “na tentativa de sensibilizá-los para o sucateamento do serviço público".

A paralisação faz parte do Movimento Nacional em Defesa do Estado Brasileiro, criado no dia 17 de maio por servidores e representantes das entidades integrantes das carreiras do Ciclo de Gestão e do Fisco Federal, que reúnem mais de 70 mil trabalhadores.

Os organizadores querem também uma audiência com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para apresentarem a proposta de reestruturação da carreira no serviço público.

Eles pedem a diminuição do número de contratações de não servidores para cargos de confiança. Também pedem o fim das terceirizações e a equiparação salarial entre o serviço público e a iniciativa privada.

A assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento informou que nem o ministro nem seus subordinados comentam o assunto.

Participam do movimento as seguintes entidades: União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle; Associação dos Analistas de Comércio Exterior; Associação dos Servidores do Ipea; Associação Nacional dos Especialistas em Políticas Públicas e Gestão Governamental; Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social; Associação Nacional dos Servidores da Carreira Orçamento; Associação dos Servidores da Susep - Superintendência de Seguros Privados; Federação Nacional dos Auditores Fiscais da Previdência Social; Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho; Sindicato Nacional dos Servidores do Banco Central; Sindicato Nacional dos Servidores da CVM; Sindicato Nacional dos Técnicos da Receita Federal; Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal e a Associação Nacional dos Técnicos do Planejamento.

Revista Consultor Jurídico, 29 de maio de 2006, 21h30

Comentários de leitores

3 comentários

Título maldoso, além do erro material (quarta é...

Micelli (Jornalista)

Título maldoso, além do erro material (quarta é dia 31). Desrespeito ao funcionalismo público!

Achei de bastante mau gosto o título dado à pre...

Rafael Leite (Assessor Técnico)

Achei de bastante mau gosto o título dado à presente matéria, desrespeitoso com os servidores e depreciador dos objetivos da paralisação.

Sempre me impressionou a inércia - ou precipita...

Francisco C Pinheiro Rodrigues (Advogado Autônomo)

Sempre me impressionou a inércia - ou precipitação - do legislador brasileiro. A atarefa de elaboração legislativa - a razão de ser do parlamento - é a prima pobre da atividade diária dos congressistas, com poucas exceções. Eles são ativos, mesmo, é na política. Exemplo dessa inércia é o fato de não termos, até hoje, uma solução legislativa, um mecanismo legal que compense a proibição do funcionário público de fazer greve, notadamente nos serviços essenciais. Existe só a proibição, mas nada se oferece em troca dela. Assim, uma determinada função pode ficar sem reajuste por décadas, com progressivo empobrecimento e degradação da função. Um crítico superficial dirá sobre o funcionário:"Se não está satisfeito, que vá embora, enfrentando as agruras da atividade particular". Ocorre que muitos funcionários, concursados, já não têm idade adequada para disputar o mercado de trabalho. E podem gostar do que fazem. De qualquer forma, o Estado precisa de funcionários qualificados, desempenhando suas funções com algum entusiasmo. O que fazer, então, para solucionar de vez o eterno problema? Redigir uma lei que leve em conta duas preocupações: corrigir a corrosão inflacionária dos vencimentos e conjugar o apurado com a evolução salarial do trabalhador da área privada. Uma fórmula matemática nesse sentido seria factível, embora oferecesse alguma dificuldade na escolha da metodologia. De qualquer forma, é preciso tentar achar essa fórmula, bem mais fácil que os cálculos para chegar a Marte. Garanto que um economista competente, como, por exemplo, o Prof. Roberto Macedo, resolverá o quebra-cabeça. Aqui está uma sugestão para os candidatos a presidente, governador e prefeito, em lugar das platitudes usuais de "Se eleito, vou cuidar de uma remuneração "condigna" para os funcionários". Essa impressão de pouca funcionalidade do Congresso deve ser partilhada por muitos eleitores. Fica aqui a sugestão. Funcionário públicos também são filhos de Deus.

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