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Comentários de leitores

10 comentários

O que o ilustre articulista esquereceu de menci...

Andreucci (Procurador de Justiça de 2ª. Instância)

O que o ilustre articulista esquereceu de mencionar é que, muitas e muitas vezes, para a Justiça, uns são mais iguais que os outros. É absurda a decisão do STJ. Contrária à lei e aos interesses da sociedade. Essa pretensa igualdade é argumento para enganar a sociedade, fazendo-nos de trouxas. è por decisões como essas que, cada vez, o POder Judiciário vem caindo no descrédito da população. Ressalvo a existência de grandes juízes, justos, corretos e que, realmente, se preocupam com a sociedade, não dando regalias a bandidos e aplicando a lei com severidade.

Tambem vejo que este conceito de justiça cega...

esronvs (Vendedor)

Tambem vejo que este conceito de justiça cega se tornou bem diversificado com "n" interpretações, até pejorativas. No meu conceito desde criança, quando ví este simbolismo, não titubiei em entender que ela desceria a espada no local correto tanto para fazer divisões justas quanto tambem golpear os ímpios. Sem ver à quem ela estaria beneficiando ou punindo. Esta venda seria a isenção de quem opera a lãmina (é a sublimidade de quem opera a lãmina). A visão simbólica seria a sabedoria e o bom senso. Infelizmente vemos na maioria das vezes, que o operador da lãmina enxerga muito bem, e a lãmina só decepa os mais fracos (economicamente ou politicamente). O bom senso e a sabedoria que se tornam cegos. Cada um com seu conceito né?

em tempo, o julgamente da Suzane, acho que pode...

advogado curioso (Advogado Autônomo)

em tempo, o julgamente da Suzane, acho que pode ir para o Congresso e assim será absolvida, conforme comentario anterior.

Caro Dr. Juiz e prezados colegas, caso a Justiç...

advogado curioso (Advogado Autônomo)

Caro Dr. Juiz e prezados colegas, caso a Justiça nao acerte a decisão, vamos transferi-la para o Congresso, assim ela será absolvida rapidamente, mas ela primeiro precisa se filiar a algum partido politico e de preferencia ao PT.

ora, ora, saude os ilustres magistrados, eles s...

advogado curioso (Advogado Autônomo)

ora, ora, saude os ilustres magistrados, eles sim, são a bola da vez, pois o poder de decisão em um pais eleitoral é deles, senão vejamos, um dá a LIMINAR, outro cassa a LIMINAR, os votos dos DESEMBARGADORES são sempre disputados em divergencia um dos outros, então e lei para os advogados pode ser interpretada de modo incorreto mas os magistrados nao sabem, pois um aplica outro revoga, um decide de uma forma outro decide divergente e depois vem um outro e desempata, entao a bola da vez são os JUIZES, NÃO OS ADVOGADOS, conforme comentario e ilustração.

NUM PAÍS QUE EXISTE PRERROGATIVA DE FORO ATÉ PA...

Ruberval, de Apiacás, MT (Engenheiro)

NUM PAÍS QUE EXISTE PRERROGATIVA DE FORO ATÉ PARA DEPUTADO ESTADUAL E ONDE O CIDADÃO É PRESO POR FALAR A VERDADE ("AQUI SE APRENDE RÁPIDO") NÃO PODEMOS ESPERAR MUITO DA JUSTIÇA.

Bonito comentário do juiz. Mas em se tratando d...

Landel (Outro)

Bonito comentário do juiz. Mas em se tratando da situação atual que vivemos nesse país, é tão bonito quanto um porta-aviões boliviano. Não funciona. O que temos vivido nesses tempos ditos modernos, nesse estado de direito que está mais para estado lamentável, onde o crime confesso e perversamente executado ainda é passível de resultar no posse da fortuna almejada é de deixar mesmo o resto do mundo a se perguntar porque uma filha que assassina os pais assim fica solta e um homem como Ronald Biggs com mais de 70 anos, assim que bota os pés na terra de onde fugiu é imediatamente preso, pela justiça dessa terra. E ao contrário do que possam dizer, não só é reconhecido por nós, como pelo mundo, que essa terra é considerada muito mais civilizada e progressista do que a nossa. Ou algum leitor aqui, podendo escolher entre ser assistido pelo sistema judiciário inglês ou pelo sistema judiciário brasileiro escolheria qual? O que quisesse justiça escolheria o inglês, o que quisesse impunidade, podendo pagar e bem, escolheria o brasileiro. O que foi feito nesses anos todos em que um congresso sabidamente criminoso legislou para sua própria impunidade, foi que essas leis absurdas, feitas para garantirem o sossego dos poderosos, acabaram levando de carona todos os criminosos da nação, do mais pobre ao mais rico, para essas cadeias de porta aberta nos fundos. O despropósito desse amontoado de leis que incentivam o crime e desse absurdo e já monstruoso políticamente correto, leva até mesmo a situações onde uma deputada do Rio Grande do Sul consegue tocar para a frente um projeto de lei que considera que os pais de uma criança podem ser acusados de crime se derem umas palmadas em seus filhos desobedientes. Ou seja, nossa sociedade conseguiu de tal forma deturpar o senso de lei que espelhe o que é justo a tal ponto que um juiz poderá dizer a esses pais que estão sendo condenados por essa lei por terem dado umas palmadas em seus filhos e caso os mesmos venham a ser mortos pelos filhos, poderá dizer a seus irmàos ou parentes abismados que os assassinos estão sendo postos em liberdade porque...é a lei! A lei deve refletir a Justiça, o que é justo e certo, mas no Brasil há anos isso deixou de ser feito. Um exemplo? segundo reportagem do Conjur, mais 50.000 credores aguardam o recebimento de precatórios, mas o estado consegue através do judiciário, perpetuar o estelionato que praticou, mesmo condenado, com recursos e mais recursos. Muitos já morreram esperando justiça. Esqueceram que no Brasil não importa a Justiça, importa a lei. Em 1936 era lei na Alemanha que uma adolescente fosse mandada para um campo de concentração para morrer por ser judia, mesmo que fosse inocente. Era justo? Em 2006 no Brasil, é lei que uma adolescente, assassina confessa dos seus pais seja posta em liberdade e provavelmente, depois de ser condenada, poderá recorrer em liberdade, porque a lei diz que ela tem endereço fixo e não representa ameaça para a sociedade. Interessante...leões e ursos no zoológico também tem endereço fixo, mas parece que a sociedade se sente mais segura se eles ficarem atrás das grades, mesmo que sejam incapazes de premeditarem crimes. É mais provável que a venda nos olhos da Justiça brasileira não seja um simbolismo. Antes deve ter sido a única forma consciente que ela encontrou para não ver mais os absurdos e barbaridades que escreveram em seu nome. Assassinas dos pais libertadas, o assassino de uma repórter condenado...a ficar solto, os criminosos que desviaram 169 milhões de reais no caso do TRT condenados...a cumprir pena em suas mansões... Deputados e senadores, flagrantes assassinos de seu próprio povo, criando leis contra esse povo. Juízes e acadêmicos de Direito perdidos em suas divagações irrealistas e em suas belas construções sintáticas e gramaticais, aplicando essas leis e dando de ombros dizendo...Ora, é a lei... Parece afinal, depois de tudo isso, que os pratos da balança da Justiça são levantados mais para que quem tem posses e poder político pergunte logo se vale o quanto pesa, o quanto custa e se ela entrega em domicílio. Despesas da entrega por conta dos cidadãos, é claro. Landel (http://vellker.blog.terra.com.br)

Caro professor Armando: evidentemente, apena...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Caro professor Armando: evidentemente, apenas para colaborar com suas idéias, nunca a criticá-lo: trabalhei anos e anos na advocacia gratuita, em convenio com a OAB/SP e a Procuradoria Geral do Estado. O juiz nomeia advogado ao réu pobre. Pobre mesmo, às vezes não sabem ler e tampouco assinar o próprio nome.Esses cidadãos também têm o benefício de responder processos em liberdade. Crimes tão graves quanto os mencionados por Vossa Senhoria. Infelizmente há casos graves como esse da jovem que roubou a manteiga. Mas há casos, como aquele da escola Base,da classe média, da elite, em que ninguém era culpado e todos foram presos. Faço parte da elite que o Sr. menciona e aquela a qual o nosso querido Governador do Estado mencionou. Não fecho meus olhos ao povo feio, ao contrário, quantos já defendi gratuitamente,contando comigo e Deus ( ou o Grande Arquiteto do Universo)e para rua foram soltos, livres para sempre ou mesmo respondendo à ação penal.No mais, nesse início de noite de sábado, receba meu abraço. Otavio Augusto Rossi Vieira, 39 advogado criminal em São Paulo.

Preclaro doutro Lellis, tens razão. Entretanto,...

Armando do Prado (Professor)

Preclaro doutro Lellis, tens razão. Entretanto, o que atormenta muitos é que a lei, o direiito, a justiça, o Estado, a elite, a classe méida, enfim, coisas ou pessoas, se movimentam para salvar os iguais, fechando os olhos para o povo feio, pardo, pobre e morador das periferias dessa enorme Pindorama. A mesma lei que "solta" os Pimentas e Suzanes, corretamente, diga-se de passagem, é a que trancafia as Marias que tentam furtar potes de manteiga e shampoos. É a mesmíssima lei que "pega pesado" com os movimentos sociais que querem ter dignidade, como manda o fundamento principal da Constituição. O problema Doutor Lellis é que a justiça é cega, mas nem tanto, pois sempre dá uma espiada para, certeiramente, distribuir os direitos. A História vem na rabeira da justiça fazendo reparos, mas aí é tarde. Explico: 100 anos depois diz que Canudos foi um crime contra inocentes, mas, e daí? Depois de décadas diz que Goulart foi vítima de gorilas trogloditas que desconstituiram um presidente constitucional, mas, e daí? Depois de décadas diz que Alexandre Vanuchi foi assassinado pelo Estado, mas, e daí? Depois de anos diz que os massacrados pelos Médicis e Fleurys eram heróis e bravos democratas, mas e daí? Depois de décadas vem e diz que o juiz que condenou a União no episódio Herzog foi corajoso, mas e daí? Portanto, a justiça vai além de códigos, tecnicidades e interpretações. Prefiro ficar com Pontes de Miranda que dizia que na frente das faculdades de direito, deveria ter faixas com a inscrição: "Aqui só entram sociólogos", ou seja, os operadores do direito, precisam enxergar um pouco mais além das leis, talvez até, contra legem.

Bom o artigo do Dr. Lellis, que nos últimos tem...

Rossi Vieira (Advogado Autônomo - Criminal)

Bom o artigo do Dr. Lellis, que nos últimos tempos vem surpreendendo com seu brilho de atuação na Vara criminal na Comarca de São Paulo. Tenho aqui no escritório ( a me iluminar) uma versão da moça " a justiça", em escultura clássica, com os olhos vendados. É só olhá-la e se compreenderá o texto acima. O STJ na decisão posta sobre o assunto, corrigiu, quiça, um entendimento, não muito ortodoxo do magistrado do Tribunal do Júri. A moça não poderia ser presa, preventivamente, porque concedeu entrevista entre lágrimas e vestida de Mickey ou Pato Donald ( para quem acompanhou o caso desde o início, perceberá que na primeira saída da prisão ela já se vestia como criança mimada). Não me socorro ao mérito da questão e do histórico dos fatos, deixo-o ao cargo dos juízes leigos ( do povo) lá no Tribunal do Júri. A missão do magistrado togado é aplicar a Lei e fundamamentá-la. Dá trabalho. Muito trabalho. Talvez por isso a nobreza da profissão. E bem lembrado pelo articulista, os olhos vendados são da "Justiça". Não os do magistrado, digo eu. O magistrado precisa ler o processo e escrever bem. A prisão bem fundamentada, formalizada e atacada,com os pontos de vista absolutamente legais, nenhum advogado, por melhor que seja, a abate. Não defendo o crime, mas os princípios de cada conduta humana subsumida na Lei. No mais , parabéns ao Dr. Magistrado Lellis. Otavio Augusto Rossi Vieira, 39 advogado criminal em São Paulo

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