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Dirceu apareceu

José Dirceu se apresenta ao Supremo para ser notificado

O ex-ministro José Dirceu se apresentou pessoalmente na sede do Supremo Tribunal Federal, em Brasília, nesta sexta-feira (26/5), para ser notificado no Inquérito que apura o mensalão. Na véspera, o ministro Joaquim Barbosa havia informado que José Dirceu, a exemplo de outros denunciados no Inquérito, ainda não havia sido localizado para ser notificado. O ex-ministro chegou ao STF caminhando.

Quarenta pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral da República por envolvimento num suposto esquema de corrupção armado para captação irregular de recursos pelo Partido dos Trabalhadores e para compra de apoio de deputados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a denuncia da PGR, “os denunciados operacionalizaram desvio de recursos públicos, concessões de benefícios indevidos a particulares em troca de dinheiro e compra de apoio político, condutas que caracterizam os crimes de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção e evasão de divisas”. A denuncia diz ainda que José Dirceu fazia parte do “núcleo principal da quadrilha”.

Os jornais desta sexta-feira trouxeram a informação de que váriso acusados dos mensalão ainda não haviam sido notificados e. Entre os acusados que não foram notificados ainda estava o deputado cassado e ex-ministro José Dirceu. Mesmo depois de deixar a Casa Civil do governo Lula e de ter seu mandato de deputado cassado pela Câmara, Direceu continuou em evidência. Freqüenta locais públicos, faz conferências, aparece em colunas sociais. Na quinta-feira, teve um encontro com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em Brasília. Só não conseguia ser visto pelo oficial de Justiça.

O advogado do ex-ministro, José Luís Oliveira Lima estranhou a alegada dificuldade para notificar seu cliente e o cunho sensacionalista do noticiário a respeito do assunto. Segundo ele os endereços da casa e do escritório de Dirceu em São Paulo, onde tem domicílio eleitoral, continuam os mesmos e constam dos autos.


Revista Consultor Jurídico, 26 de maio de 2006, 16h41

Comentários de leitores

17 comentários

digo, comentários hoje...

Armando do Prado (Professor)

digo, comentários hoje...

Como só hoje estou lendo os comentários, não po...

Armando do Prado (Professor)

Como só hoje estou lendo os comentários, não posso deixar de considerar o comentário do doutor Dinamarco sobre o STF. Estamos de luto, quem cara pálida? O STF está mudando para melhor, ainda que tenha primo de Collor, mas está cumprindo seu papel de defensor da Constituição.

Histórias de golpistas e golpeados em 64, de ma...

Armando do Prado (Professor)

Histórias de golpistas e golpeados em 64, de marchas da TFP e das "elites brancas" da época, de "gorilas" fazendo o serviço sujo da minoria privilegiada deu em 21 anos de ditadura, de corrupção (imprensa amordaçada não denuncia) e da destuição da auto-estima de Pindorama. Jovens e brasileiros patriotas, não só de esquerda, lutaram e fizeram cessar a covardia que tinha nome, sobrenome e endereço. Enquanto jovens como Dirceu, Genoíno, faziam a boa luta contra o regime militar, oportunistas acumulavam dinheiro e escreviam "constituições" para os militares, assim como atos institucionais, davam "consultoria" aos milicos, ou simplesmente se encastelavam nos estamentos repressores (Buzaid, Gama e Silva, e outros menos votados que, mais tarde, se "arrependeriam"). A mídia que deve em dólares, que tem o rabo preso faz a cabeça, não do povo, mas da classe média, essa mesma que há 15 dias se enfiou embaixo da cama com medo de perder, principalmente, seus bens. Assim, a mídia oportunista, a mesma que faz e defaz reputações, em conluio com as CPI's de fancaria, construiram ideológicamente os "crimes" contra antigos dirigentes do PT. A questão principal, que infelizmente está em jogo, é que a elite, ou como diz um dos seus representantes, a "elite branca", não tolera que operário, pobre, pardo e periferia, não "enxergue o seu lugar", não toleram que o país seja governado por um quartanista primário, e não por bacharéis como sempre foi. Essa classe média prefere os Collor, os FFHH, os Alckimin. Preferem a opus dei, assim como ontem preferiam a tfp. Aliás, o senhor Dinamarco, disse com todas as letras que o povo não sabe julgar, o que demonstra o preconceito em relação ao povo. Sabe sim, senhor Dinamarco, demonstrou-o no "plebiscito" das armas, e o fará novamente em outubro. O repto da aposta (vinho ou refeição)está lançada: 3 de outubro veremos o que o povo pensa. Quanto às agressões, deixo-as de lado, pois sei que são retrato do desespero de quem vê seu candidato tucano afundando em corrupção aos pouco mostradas além dos 400 vestidos da dona Lu. Enquanto os cães pefelistas e tucanos (moderna udn) ladram a caravana lulista ruma para mais um mandato. Os ventos na América mudaram e o desespero dos filhotes da antiga arena aumenta.

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