Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Sucesso na advocacia

Especialistas falam da importância da especialização na profissão

Por 

Para ser um advogado bem sucedido, o investimento deve ir além de uma boa formação profissional em faculdade bem conceituada. Cursos de especialização e conhecimento de outros idiomas, por exemplo, são requisitos fundamentais. A opinião é dos advogados Antonio Carlos Rodrigues do Amaral da Advocacia Rodrigues do Amaral, Erickson Gavazza Marques do Demarest e Almeida Advogados, e Gustavo Viseu sócio de Viseu, Cunha, Oricchio Advogados.

Os três participaram da palestra A formação do advogado e a necessidade do mercado que ocorreu nesta sexta-feira (19/5), último dia do Senalaw — Seminário nacional de Administração de Escritórios de Advocacia e Jurídicos, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Os palestrantes falam de especialização com conhecimento de causa: Amaral tem especialização em Harvard, Marques na Sorbonne de Paris e Viseu na Universidade de Boston.

Para Gustavo Viseu a maioria dos advogados bem sucedidos planejou passo a passo a sua carreira. Sucesso como resultado do acaso é um raro privilégio. Segundo Viseu, o primeiro passo de qualquer planejamento é a auto-avaliação, “entender seus pontos fortes e suas fraquezas desde o ensino fundamental”.

Entre os pontos que devem ser avaliados pelo advogado, na opinião de Viseu, está a oralidade. A capacidade de ser expressar pode ser aperfeiçoada com cursos de português e também de inglês. Associado a isso, é recomendável que o advogado tenha uma boa formação sócio-cultural. Além disso, o advogado deve levar em consideração aspectos como a empregabilidade e a questão vocacional. Para Viseu, as deficiências podem ser supridas com cursos e depois pode se optar por uma especialização.

Na escolha da especialização, é importante levar em consideração a qualidade da instituição e analisar as necessidades de mercado. “Se houver a opção por uma especialização no exterior, deve se levar em conta se a área que vai se estudar pode ter seus conhecimentos aplicados no Direito brasileiro”, completa.

Há também requisitos que não se aprendem na escola, embora a freqüência a uma boa escola possa ajudar. O sucesso freqüenta boas companhias. Por isso, é necessário que o advogado tenha bons relacionamentos para atrair clientes para o escritório

A qualidade do profissional do Direito depende do processo de formação do advogado desde o estágio, na opinião de Erickson Gavazza Marques. “O estagiário não deve ser tomado como mão-de-obra barata, não deve desenvolver tarefas de advogado. O futuro advogado deve ser orientado para que o estágio possa realmente contribuir para sua formação.”

A especialização é feita para acrescentar conhecimentos específicos à bagagem do aluno, mas nunca para suprir deficiências dos cursos universitários regulares. “O advogado tem que estar preparado para aperfeiçoar seus conhecimentos,” explica.

Para Marques, cursar uma especialização no exterior além de ser muito importante do ponto de vista técnico é muito enriquecedor do ponto de vista pessoal. Ao escolher o tema da especialização é necessário levar em consideração os nichos de mercado, na opinião de Marques. “Áreas como ciências, produção farmacêutica, genética e direito agrícola, por exemplo, têm crescido no Brasil e precisam de profissionais qualificados.“ Para ele, o advogado terá cada vez mais que lançar mão de conhecimentos diversificados.

Na opinião de Antonio Carlos Amaral o advogado deve sempre continuar seus estudos e refletir sobre os problemas com a preocupação nos detalhes. “O advogado deve indagar qual é a razão do seu cliente querer fazer aquilo que pretende. A obrigação do advogado não é de se esforçar ao máximo, mas de fidúcia, de atender os clientes além dos interesses pessoais.”

Amaral indica que há um crescimento na área de Direito comercial. “O comércio internacional na América latina cresceu 8% na última década.” Preocupado em disseminar a cultura e promover o debate sobre globalização, Amaral escreveu o livro Direito do Comércio Internacional, elaborado pela Comissão de Comércio Exterior da OAB-SP na qual ele é presidente.

Segundo o advogado, a universidade de Harvard , onde se especializou, “se empenhou em ser uma universidade global e uma especialização voltada a novas áreas do Direito.” Mas Amaral alerta que “não podemos comprar a experiência internacional sem fazer uma tradução para a realidade brasileira.”


 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 19 de maio de 2006, 18h15

Comentários de leitores

5 comentários

Manifestantes pedem restabelecimento da pena de...

Péricles (Bacharel)

Manifestantes pedem restabelecimento da pena de morte na França PARIS, 20 mai (AFP) - Mais de 2.000 pessoas foram às ruas de Paris neste sábado para defender o respeito às crianças, no mesmo dia em que militantes da direita se manifestavam em favor do restabelecimento da pena de morte, depois do assassinato de dois menores na França. Atendendo ao apelo da associação Life Parade, foi realizada marcha contra a pornografia infantil, a droga e os maus-tratos a crianças. A manifestação foi dedicada a dois meninos de 4 e 5 anos, Mathias e Madison, mortos há duas semanas no sul da França. O pequeno Mathias foi violado e morto. Também em Paris, entre 200 e 300 militantes se concentraram diante da Assembléia Nacional para exigir a volta da pena de morte. "Desde 1981, uma ampla maioria de franceses deseja a pena de morte para os crimes mais graves", declarou Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional.

Tenho dito aos quatro ventos que enquanto a OAB...

Freddy (Advogado Autônomo)

Tenho dito aos quatro ventos que enquanto a OAB não deixar de bancar a "xerife" do Brasil, deixando de perder tempo e dinheiro puxando para si as atribuições do Ministério Público e dos partidos políticos, e passar a cumprir o que verdadeiramente está no Estatuto, cuidando de fiscalizar a profissão e procurar saber do porque de escritórios de advocacia estarem fechando suas portas e advogados deixando a profissão, nada disso vai mudar. Não adianta ficar falando em especialização...etc...etc...se a OAB não intervir no processo. Como? Acabando de uma vez por todas com essa história de advocacia genérica, com essa história do advogado fazer tudo que lhe cai diante dos olhos. Tentei durante anos advogar tão somente na área de família. Só atuava em Direito de Família. Desisti! Qual a razão da minha desistência? Enquanto eu adotava essa prática, gastava horrores para me aperfeiçoar, via em meu redor todos fazendo tudo. Criei "site", dei entrevistas em televisão, em jornais...o que ganhei com isso? Nada...absolutamente nada! Se os profissionais da advocacia, sob a severa e eficiente fiscalização da OAB (seria pedir muito?), imitassem os engenheiros (CREA), os médicos (CRM), por exemplo, com suas especialidades rigorosamente definidas, fossem obrigados também a advogar em áreas previamente escolhidas e autorizadas pela OAB, como por exemplo, advogar tão somente na área trabalhista e ser proibida a sua intervenção profissional em outra área qualquer, a vida do profissional da advocacia iria melhorar cem por cento. Vejam que em Florianópolis temos algo em torno de 4.000 advogados inscritos, onde 90% fazem de tudo um pouco. Os 10% restante é composto de advogados que se especializaram ou que decidiram advogar tão somente em uma área. Logo, cada advogado tem algo em torno de 3.600 concorrentes. Inclusive esses 10%. Resultado: falta de conhecimentos, trabalho mal feito, insegurança ao cliente, etc., são fatos comuns. Se o advogado escolhe a trabalhista, por exemplo, e recebe autorização da OAB para atuar exclusivamente nessa área, com proibição de atuar em outras áreas, sua concorrência cairá para no máximo 10%, algo em torno de 400 advogados. Sem dúvida os resultados serão bem mais animadores. Salvo melhor juízo, esse é o meu pensamento.

se para cada parte de nosso corpo temos um médi...

Helena Fausta (Bacharel - Civil)

se para cada parte de nosso corpo temos um médico especializado nessa área, porque não, não termos um advogado especializado em determinada área?

Ver todos comentários

Comentários encerrados em 27/05/2006.
A seção de comentários de cada texto é encerrada 7 dias após a data da sua publicação.