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Terceiro do mundo

Quais são os projetos do escritório Clifford Chance

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Com cerca de 2,6 mil advogados, 28 escritórios espalhados pelo mundo, uma receita que deve bater os US$ 2 bilhões neste ano, o terceiro maior escritório do planeta, o Clifford Chance, tem a ambição de tornar-se o maior escritório mundial. Hoje o primeiro lugar é do Baker & McKenzie, que tem 3 mil advogados.

O depoimento é de David Lindsey, sócio do Clifford Chance, na palestra Estratégia de crescimento de um dos maiores escritórios de advocacia do mundo. O advogado falou para o público do Senalaw — Seminário Nacional de Administração de Escritórios de Advocacia e Jurídicos, que ocorre entre os dias 17 e 19 de maio, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Outro desafio da megabanca de advogados é inovar seu trabalho. “Os grandes escritórios tendem a ser conservadores. Ao pesquisar nos seus websites, por exemplo, podemos perceber que todos se descrevem da mesma maneira, não queremos correr o risco de ser diferentes. Estamos focados em leis e regras de uma maneira muito estreita nas áreas de atuação dos escritórios.”

O objetivo de se tornar o primeiro escritório mundial também não é tarefa fácil, segundo Lindsey. “Cada vez mais tem menos clientes que podem pagar o que nós cobramos e não costumamos diminuir nossos honorários”, diz. Os clientes atuais do Clifford Chance são na maioria empresas de seguros e de finanças. A banca raramente representa indivíduos.

Em relação à remuneração, o Clifford Chance é reconhecido como um dos escritórios que mais bem paga seus advogados. Não há comissão para quem trouxe o cliente e o lucro é dividido igualmente aos sócios, de acordo com seu tempo de experiência. O topo do escritório é atingido em cerca de nove anos.

Lindsey conta que a fusão em 1987 entre o Coward Chance (que existia desde 1802) e o Clifford Turner (desde 1900) foi a razão do estrondoso crescimento do escritório. “A partir desse passo, houve recursos para possibilitar o crescimento do escritório, já que antes eram dois escritórios medianos.” Depois, houve a aquisição de dois escritórios: um na Alemanha, o Purder, e outro em Nove Iorque, o Rogers & Wells.

Segundo o sócio do Clifford, “é muito difícil achar uma boa combinação entre um escritório londrino e um novaiorquino, mas superamos as dificuldades. Hoje o Clifford Chance é a maior empresa de advocacia na Europa e terceiro maior escritório mundial”.

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 18 de maio de 2006, 7h00

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