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Opinião paulistana

Para 55% dos paulistas, Judiciário é responsável por violência

O Poder Judiciário tem “muita responsabilidade” pelos ataques da facção criminosa PCC em todo o estado de São Paulo, desde a última sexta-feira (12/5). A avaliação é compartilhada por 55% dos 553 paulistanos ouvidos pela Datafolha nesta terça-feira (16/5). As informações são da Folha de S. Paulo.

Os entrevistados consideram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) também tiveram “muita responsabilidade” pelas mortes e episódios de violência no estado. Lula teve "muita responsabilidade" segundo 39%; Alckmin é apontado nessa condição por 37%. Já o governador Cláudio Lembo (PFL-SP) é citado por 30% na mesma categoria.

A pesquisa mostrou ainda que a violência dos últimos dias não alterou o percentual dos que defendem a pena de morte: 56% apóiam a medida. Em dezembro de 2003, eram 59%. O percentual mais alto dos que defendem a pena de morte foi apurado em uma pesquisa de 1989: 73%. No entanto, o percentual de pessoas que são contra a pena de morte teve uma leve redução. Passou de 37% em 2003 para 34%.

Negociação desaprovada

65% dos entrevistados acreditam que o governo de São Paulo negociou com os líderes do PCC para acabar com as rebeliões em presídios e ataques contra policiais. A Secretaria da Segurança Pública do estado afirma que não houve acordo com os bandidos. Para 42%, o governo agiu mal ao sentar-se para negociar com criminosos que provocaram dezenas de mortes no estado; 21%, porém, acham que agiu bem.

Terror e medo são as palavras mais citadas quando se pergunta o que vem à cabeça dos paulistanos ao relembrarem o dia de anteontem: elas foram mencionadas por 11%.

O governador Cláudio Lembo deveria ter aceitado a oferta do governo federal de enviar tropas do Exército para São Paulo na opinião de 73% dos ouvidos pelo Datafolha. Poupado no quesito responsabilidade, Lembo é considerado ruim ou péssimo por 56% na avaliação da condução da crise. Só 12% consideram que seu desempenho foi ótimo ou bom, enquanto 26% avaliam que sua atuação foi regular.

A avaliação de 46% dos paulistanos é que o governo do presidente Lula não está empenhado em resolver o problema da criminalidade nas cidades brasileiras. Só 17% dos paulistanos dizem que Lula está "muito empenhado" em buscar soluções para a questão da criminalidade.

A situação do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em 2000 era ainda pior: 58% enquadravam-no na categoria dos que não estavam empenhados em resolver a questão da violência nas grandes cidades.

Desempenho da PM

A imagem da Policia Militar continua ruim, já que 56% têm mais medo do que confiança na instituição. Em 2003, eram 54%. O recorde desse índice nas pesquisas feitas pelo Datafolha é de 1997, quando 74% dos entrevistados diziam ter mais medo do que confiança na polícia.

Durante o ápice da crise do PCC, no entanto, 18% diziam ter mais medo da polícia do que dos bandidos, enquanto 57% afirmavam o inverso. Já 18% dos paulistanos dizem ter medo da polícia e dos bandidos na mesma proporção. Só 6% afirmam não ter medo de nenhum dos dois.

A avaliação da eficiência da Polícia Militar aumentou em relação à pesquisa feita em 2002. Agora, 14% consideram a instituição "muito eficiente" na prevenção de crimes, enquanto 18% fazem o mesmo tipo de avaliação no que se refere ao combate ao crime. Em 2002, 14% avaliavam a PM "muito eficiente" no combate e 9% tinham esse tipo de julgamento sobre a prevenção.

Um quarto da população da cidade, no entanto, desaprova a PM e considera a instituição "nada eficiente" tanto na prevenção dos crimes quanto no combate. Desde a última sexta-feira, 6% dos paulistanos afirmam ter sido parados na rua para serem revistados por policiais. Entre esses, 3% afirmam ter sentido medo durante a operação.

São Paulo informada

99% dos entrevistados sabiam dos ataques do PCC, um dos índices mais altos na história das pesquisas do Datafolha. Acreditam estar "bem informados" 58% dos paulistanos entrevistados.

A organização dos ataques foi feita pelo PCC, de acordo com 45% dos paulistanos. Já 18% apontam genericamente "bandidos" como os autores dos episódios violentos.

Revista Consultor Jurídico, 17 de maio de 2006, 15h06

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