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Palavra de polícia

Repressão policial não é suficiente para enfrentar guerra urbana

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“Os responsáveis pela Segurança pública pretendem enfrentar o crime como se fosse uma questão de repressão policial, quando na verdade se trata de uma guerra urbana”. Esta é a opinião de Francisco Carlos Garisto, presidente da Fenapef, a Federação Nacional dos Policiais Federais, ao comentar a onda de atentados contra pessoas e instalações do sistema de segurança pública em São Paulo, desfechada pela organização criminosa Primeiro Comando da Capital.

Garisto acredita que a única chance de enfrentar com sucesso esta guerra é com a união nacional de força e de inteligência da Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Militar dos estados, em conjunto com o Judiciário e o Ministério Público. “E mais a Receita Federal para acabar com o lucro deles”, diz o policial.

Para ele, não adianta ficar reprimindo esse tipo de crime altamente organizado com barreiras nas estradas e operações em favelas. É necessária uma política global de segurança pública. Sem falar no controle efetivo dos presídios, o aumento de pena e punição para os servidores do sistema penitenciário, que acabam se transformando em ponte para a rede de comando que os chefões presos manipulam.


Mas o maior cancro contra a eficácia do sistema de segurança, diz Garisto, é a vaidade de quem comanda, incluindo aí os governadores e o governo federal. “Eles fazem da questão um caso de interesse político eleitoreiro e partidário e são altamente desorganizados nas ações. Enquanto isso o crime se organiza cada vez mais”.

Enquanto criminosos caçam policiais pelas ruas, numa completa inversão de valores, o governador de São Paulo diz que não precisa da ajuda da Policia Federal. “Não se trata de ajuda, se trata, sim, de organização para que pare de morrer a população e os policiais”.

 é repórter especial da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 14 de maio de 2006, 20h45

Comentários de leitores

22 comentários

Sr. Carlos Eduardo de Almeida, o que posso dize...

MMello (Promotor de Justiça de 1ª. Instância)

Sr. Carlos Eduardo de Almeida, o que posso dizer é que na minha Comarca eu sei como agir, sou Promotora de Justiça no PR e sem nenhuma vergonha recorri à Superintendencia da Polícia Federal tanto para acabar com a Prostituição Infantil, onde prendemos um Oficial de Justiça e agora em relação ao tráfico, que também já está em curso uma operação de investigação da PF pois lá é uma cidade portuária, apesar de Comarca inicial. Além disso, fazemos reunião de 15 em 15 dias com representantes tanto do Executivo Municipal, do Legislativo Municipal e da Sociedade(através do CONSEG, Conselho da Comundade, Representantes de Associação Comercial etc) para tomarmos em conjuntos as melhores medidas que atendam os anseios da população. Isso já resultou em ações junto à PUC do PR que ajudará meu oficceboy na elaboração e consolidação de seu projeto de esportes para tirar crianças e adolescentes da rua. Outro projeto que conseguimos com a ajuda da PUC é termos uma assistente social e psicólogo, na Delegacia de Polícia, junto ao Conselho Tutelar e junto ao Fórum. Veja bem, sr. Carlos, sem nenhum dinheiro público. A Delegacia da sede da minha Comarca, está sendo reformada com uma quantia mínima de dinheiro que o Estado manda mensalmente para todas as delegacias. Ocorre que o Delegado da sede da minha Comarca, honesto por sinal, tem investido direto na melhora do patrimônio público, ou seja, da Delegacia de Polícia. Como não há carceireiros lá e há presos, sendo necessário que o único delegado e os dois únicos investigadores tenham que cumprir as atribuições da polícia judiciária que é de investigação, eu dei a idéia ao Delegado e ele acatou, aumentando os muros da Delegacia de Polícia, colocando cerca elétrica com dispositivo de alarme e câmeras. Futuramente, vamos construir uma oficina de trabalhos dentro da Delegacia, para que os mesmos aprendam alguma profissão, desde um artesanato até a reparação de redes de pesca, uma vez que lá é uma cidade tb de pescadores. Isso pq entendo sr. Carlos, que sem trabalho, sem ocupação, ninguém se recupera, ninguém se ressocializa. Agora o que eu não gosto é de injustiças e ficar dizendo que é tudo culpa do Lula, pelo amor de Deus. Antes que me pergunte o que estou fazendo aqui a invés de estar trabalhando, este mês de maio estou de férias. Por fim, quando recebi um alerta de que a criminalidade estava aumentando, cheguei junto ao juiz e tive uma conversa franca, infelizemente vc terá que endurecer nas penas, pois as que estão sendo dadas não estão conseguindo conter a criminalidade. Isso em uma Comarca pequena resolve, tem repercussão. E é assim que ajo na minha Comarca. Por derradeiro, que quero dizer é que a segurança pública passa também pela comunidade, todos somos responsáveis. Abraços, MMello.

O Brasil precisa de séria repressão ao crime. C...

Decoussau (Advogado Assalariado)

O Brasil precisa de séria repressão ao crime. Com penas enérgicas e também com a imediata alteração do Cödigo Penal e LEP. ESTE PAIS É HIPÓCRITA!

Exclusivo: Polícia sugere TOQUE DE RECOLHER à p...

Comentarista (Outros)

Exclusivo: Polícia sugere TOQUE DE RECOLHER à partir das 20:00 horas de hoje em SP. Sugestão jocosa: O primeiro a ser recolhido poderia ser o próprio governador, de preferência no RDD e junto do Marcola, o qual poderia lhe ensinar como "governar" alguma coisa. Pergunta que não ofende: Por onde andará o picolézinho de chuchu? E a "excelência administrativa" e o "choque de gestão" do PSDB/PFL?

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