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A transação decolou

Juiz homologa venda da Varig ao consórcio de trabalhadores

O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, homologou a proposta do TGV — Trabalhadores do Grupo Varig, único lance do leilão de venda da empresa aérea, no valor por R$ 1,010 bilhão. A decisão foi tomada nesta segunda-feira (19/6).

O consórcio Nova Varig Participações, criado para representar os trabalhadores no leilão da empresa, tem até sexta-feira para depositar US$ 75 milhões em favor da companhia, referentes à primeira parcela do pagamento. Caso não cumpra a exigência, novo leilão será determinado.

O juiz e o grupo de trabalhadores não revelaram quem são os dois investidores do consórcio. O grupo deve se reunir nesta terça-feira (20/6) com a diretoria da Varig para elaborar um plano de contingência. Márcio Marsilac, representante do TGV, afirmou que devem ser devolvidas 19 aeronaves das 49 que estão em condições de uso. Assim, mais vôos podem ser cancelados.

Semana de expectativa

Há uma semana, o juiz havia homologado parcialmente a venda ao consórcio NV Participações, representante dos trabalhadores da companhia e autor da única oferta de compra. Nesta segunda, confirmou a venda com o argumento de que todas as informações necessárias foram prestadas.

O edital de alienação judicial previa a divisão das empresas em duas: a Varig Operações, que abrange todo o complexo de bens e direitos das companhias para o transporte aéreo nacional e internacional, e a Varig Regional, apenas para as operações da malha doméstica. Os preços mínimos eram, respectivamente, US$ 860 milhões e US$ 700 milhões. Estão excluídas da Varig Operações as atividades comerciais e de atendimento ao cliente.

Revista Consultor Jurídico, 19 de junho de 2006, 21h10

Comentários de leitores

1 comentário

Pode ser que eu esteja errado. Mas acredito que...

Jose Antonio Dias (Advogado Sócio de Escritório - Civil)

Pode ser que eu esteja errado. Mas acredito que esta proposta não seja séria. Não acredito que o "Grupo" que fez a proposta tenha condições de cumprí-la. Acho que é mais uma aventura jurídica, respaldada por um Juiz inexperiente e de muito boa fé. Seja lá o que Dus quizer!!!

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