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Ao lado dos clientes

Grandes escritórios se mudam da região central de São Paulo

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Entre a proximidade do Fórum e a facilidade de acesso aos clientes, os grandes escritórios de advocacia têm escolhido a segunda opção. Foi aberta a temporada de mudanças das bancas da região central da cidade de São Paulo para os modernos prédios dos bairros do Itaim e Vila Mariana.

O Pinheiro Neto já saiu, no início deste mês, com 700 dos seus integrantes (312 são advogados), do seu tradicional endereço no centro, na rua Boa Vista, onde ficou por mais de 40 anos, para se alojar no prédio do extinto Banco Santos, no Itaim. Na mesma direção, mais dois grandes escritórios, Machado, Meyer, Sendacz e Opice Advogados e Tozzini, Freire, Teixeira e Silva Advogados, também estão de mudança marcada para setembro e fixarão suas estruturas na zona sul de São Paulo.

O Tozzini, cuja sede fica na movimentada Líbero Badaró, deve mudar para a rua Borges Lagoa, na Vila Mariana. O escritório transferirá cerca de 450 membros (362 advogados) para os sete andares do prédio até há pouco tempo ocupado pela agência Publicis.

O Machado Meyer deve sair da rua da Consolação, região mais central, para a avenida Faria Lima. De acordo com o diretor de comunicação do MMSO Carlos José da Silva o principal motivo da mudança é a economia de tempo de deslocamento dos clientes até o centro da cidade.

Segundo Carlos José, o escritório deixa no antigo endereço a parte administrativa e de apoio, a exemplo do que fez o Pinheiro Neto e também fará o Tozzini. Na Faria Lima, 430 integrantes (316 advogados) do MMSO ocuparão seis andares do Edifício Secullum, “um prédio mais moderno com espaços mais otimizados”, acrescenta.

De acordo com Anna Luiza Boranga, da ALB Consultoria, o motivo para a saída desses grandes escritórios do centro da cidade é sanar o difícil acesso dos clientes ao local. “A tendência é ir para um lugar mais razoável, já que o centro está muito degradado. É uma estratégia de marketing interno.”

Anna Luiza acrescenta que essa tendência só vale para os grandes escritórios, que possuem uma estrutura gigantesca. “Os escritórios pequenos ficam no centro por ser próximo ao Fórum e ao Juizado de Pequenas Causas.”

Segundo a consultora, a mudança é um enorme investimento, mas que compensa. “É preciso dar um pouco mais de conforto tanto para os clientes como para os advogados”. Na opinião da especialista, os bairros do Itaim e da Vila Mariana são procurados por terem preço de aluguel acessível, apesar de muito mais caro do que o dos endereços centrais.

Meia volta

O Demarest & Almeida (392 advogados) também pensou em mudar para a região da Faria Lima ou para a Vila Olímpia no início deste ano. Mas o motivo da mudança escritório, instalado desde 2001 em uma das torres de salas comerciais do Ohtake Cultural, na avenida Pedroso de Moraes, zona oeste de São Paulo, seria a possibilidade de não haver acordo em relação à renovação do contrato de locação.

O laboratório Aché, dono do prédio, estava dificultando a negociação do valor do aluguel. Mas a renovação foi feita e a possível mudança suspensa.

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 18 de junho de 2006, 10h27

Comentários de leitores

4 comentários

Pelo que vejo,houve uma revolução com a mudança...

Ana (Advogado Autônomo)

Pelo que vejo,houve uma revolução com a mudança dos "GRANDES ESCRITORIOS", "GRANDES ADVOGADOS", "GRANDES"..."GRANDES"..., concordo com o colega acima, o que seria da advocacia sem essa informação...

Nossa, o que seria da advocacia se não fosse es...

Silveira Leite (Advogado Autônomo)

Nossa, o que seria da advocacia se não fosse essa informação?

A.C.Dinamarco, Pelo que entendi, a matéria t...

Feller (Advogado Sócio de Escritório - Criminal)

A.C.Dinamarco, Pelo que entendi, a matéria trata de GRANDES escritórios mudando-se para longe do centro. o Idel Aronis, pelo que encontrei na internet, possui 15 empregados, nao podendo ser classificado como um grande escritório. Pelo menos em tamanho.

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