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Da defesa ao ataque

Ministro da Justiça vai processar a revista Veja

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O ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos vai processar a revista Veja, que o acusa de fazer o papel de advogado criminalista do governo Lula. Na ação, será representado pelo advogado Manuel Alceu Affonso Ferreira.

Em diversas edições nos últimos meses, a semanal da Editora Abril afirmou que o ministro atua nos bastidores para contornar as crises em que se envolve o governo. A revista sustenta que Bastos promoveu reuniões para esconder o envolvimento do alto escalão do governo no caso da quebra de sigilo do caseiro Francenildo Costa Santos — que causou a queda do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci.

A decisão do ministro de processar Veja foi tomada depois que a semanal estampou na capa sua foto com um capacete de ferro com a manchete: “O guerreiro de Lula”.

Em reportagem intitulada “O escudo de Lula”, publicada na edição de 31 de maio passado, a revista sustenta que o ministro da Justiça atuou em várias crises para livrar o governo do qual faz parte de maiores complicações. Mas que, “no caminho, confundiu suas atribuições legais com a missão de advogado criminalista”.

O texto descreve uma suposta reunião da qual o ministro teria participado com Daniel Dantas, dono do Opportunity, para negociar uma trégua dos ataques que o empresário estaria fazendo contra o governo. Em troca, tiraria a Polícia Federal do encalço de Dantas.

 é chefe de redação da revista Consultor Jurídico.

Revista Consultor Jurídico, 6 de junho de 2006, 18h07

Comentários de leitores

15 comentários

Senhores(as), a mídia brasileira, principlam...

Dantas (Advogado Sócio de Escritório - Trabalhista)

Senhores(as), a mídia brasileira, principlamente a revista VEJA, não merece credibilidade. A decisão do cidadão e advogado, hoje Ministro Márcio Tomaz Bastos é digna de aplauso. Chega de acusações levianas! Tem mais. Após lermos alguns comentários constatamos que nosso maior problema é EDUCAÇÃO. Um povo sem acesso à educação, sem acesso a cultura não pode exercer plenamente sua cidadania. O direito a informação, ao meu ver, é tão fundamental quanto a liberdade de imprensa e por isso essa a ele não se sobrepõe. Mais grave. Quando em nome da liberdade de imprensa o direito a informação é violado, o mínimo que se espera é que o cidadão na condição de consumidor leve o jornal ou a revista às barras do tribunal, como se faz quando o produto está defeituoso ou não se presta aos fins pretendidos. No caso, o que todos os assinantes de tais órgãos da imprensa deveria fazer seria, nomínimo, cobrar a restituição do valor já pago. Chega de pervesidade, de ofensas gratuitas, de violações a intimidade das pessoas, de partidarismo oculto, o que precisamos mesmo é construir uma sociedade justa, solidária e fraterna. Dantas

"Os jornalistas estão se achando os verdadeiros...

Celsopin (Economista)

"Os jornalistas estão se achando os verdadeiros Deuses, em cima de um pedestal intocável." é o que nós, pobres mortais, pensamos também dos advogados...

Não concordo com os métodos da imprensa brasile...

Augusto (Advogado Autônomo)

Não concordo com os métodos da imprensa brasileira. Os jornalistas estão se achando os verdadeiros Deuses, em cima de um pedestal intocável. É verdade que a imprensa presta um relevante serviço de informação. Só que deveria ser somente de informar e, não, de acusar e expor publicamente, sem autorização prévia e expressa, a vida, o nome, a imagem e a honra das pessoas. Pelo visto o mercantilismo está acima dos direitos individuais elevados à condição de cláusula pétrea pela Constituição. Do jeito que as coisas vão, a imprensa vai terminar dando voz de prisão, julgando e condenando, o que, de certa forma, já faz. Justiça privada pode??? Não estou defendendo esse ministrozinho da justiça. Esse jovem senhor já não sabe o que faz.

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