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Guerra aberta

Soldados israelenses cruzam a fronteira do Líbano

Depois de 11 dias desferindo uma série de bombardeios aéreos contra o Líbano, as forças israelenses cruzaram nesta sábado (22/7) a fronteira do país. Soldados enfrentaram militantes do Hezbollah cerca de um quilômetro da fronteira para dentro do Líbano, como parte de uma tentativa de destruir os esconderijos e depósitos de armas da milícia, informou um porta-voz do Exército.

O bombardeio ao Líbano se iniciou no dia 12 deste mês após o lançamento de 12 foguetes pelos fundamentalistas islâmicos do Hezbollah em direção ao território israelense, segundo agências internacionais de notícias. Na ocasião, o grupo xiita libanês Hezbollah capturou dois soldados israelenses e matou outros oito. O bombardeio ao Líbano já matou 348 pessoas, entre elas 309 civis, 26 militares e 12 combatentes do Hezbollah, desde o dia 12 de julho.

Neste sábado, soldados israelenses apoiados por uma dezena de tanques e veículos blindados atuavam perto do vilarejo de Maroun al-Ras, onde Israel disse ter localizado abrigos, depósitos de armas e pontos de lançamento de foguetes. Além de Maroun al-Ras, há operações em andamento também no vilarejo de Marwaheen, mais a oeste, segundo o Exército. As informações são da agência Reuters.

“Este é um dos redutos do Hezbollah, de onde seus membros nos têm atacado”, disse o porta-voz militar Jacob Dallal. “Isso faz parte de nossos contínuos esforços, especificamente na região perto da fronteira, de destruir a infra-estrutura do Hezbollah”, justificou.

O porta-voz afirmou, ainda, que a ofensiva não significa uma reocupação do sul do Líbano. “Isso não deve ser interpretado como nada mais do que uma incursão limitada para garantir a segurança por terra”, acrescentou.

Outras fontes disseram que as tropas israelenses já operam em localidades até 2 quilômetros dentro do Líbano. Imagens de TV mostraram colunas de fumaça subindo sobre montanhas a cerca de um quilômetro da fronteira no território libanês. Disparos e explosões ocasionais podiam ser ouvidas.

Ameaça civil

Panfletos lançados por aviões e mensagens nas estações de rádio do sul Líbano alertaram nos últimos dias os moradores a deixaram a área imediatamente. O Exército diz, porém, que essas mensagens não significam que tenha sido planejada uma ampla ofensiva por terra.

“Estamos tentando dizer às pessoas que haverá operações na área. Teria sido uma boa idéia se as pessoas tivessem saído há três dias”, afirmou um porta-voz israelense.

Mais cedo, o Exército israelense disse ter atacado mais de 150 alvos em todo o Líbano nas últimas 24 horas, entre eles um abrigo onde o Hezbollah guarda armas, postos de comando e 11 lançadores de foguetes.

O Exército diz também ter bombardeado 12 estradas que ligam o Líbano à Síria e linhas de comunicação usadas pelo Hizbollah. Foram atingidas oito antenas de comunicação, incluindo torres de transmissão de rádio e TV, e uma torre de telefonia celular que seria usada pelos integrantes da milícia xiita.

Segundo a Agência Reuters, o ministro-adjunto britânico do Exterior, Kim Howells, criticou neste sábado os ataques israelenses no Líbano, sugerindo que eles são indiscriminados, na mais forte condenação à ofensiva feita por uma autoridade da Grã-Bretanha até o momento.

Howells, responsável por ações governamentais de contraterrorismo, disse que os ataques aéreos de Israel no Líbano nos últimos 11 dias nem sempre aparentavam atingir apenas alvos do Hizbollah.

"Esses não foram ataques cirúrgicos. É muito, muito difícil entender o tipo de tática militar que tem sido usada", disse Howells a jornalistas em Beirute, onde ele estava vistoriando a retirada de cidadãos britânicos. Ele deve viajar para Israel, Cisjordânia e Jordânia. "Se eles (Israel) estão caçando o Hizbollah, então vão atrás do Hizbollah. Você não pode perseguir toda a nação libanesa."

Revista Consultor Jurídico, 22 de julho de 2006, 18h39

Comentários de leitores

6 comentários

" ALGUEM JÁ PAROU PARA PENSAR QUE: " Israel- E...

Jacir (Estudante de Direito)

" ALGUEM JÁ PAROU PARA PENSAR QUE: " Israel- Está matando crianças, mulheres, idosos e homens inocentes ? Não muda nada essas pessoas serem de uma ou outra nacionalidade-- elas não podem ser mortas porque um louco de Israel achou que deve matá-las. Parabens as midias que estão notificando este novo holocausto mundial(executado pelo país que sempre deixou bem claro, que este tipo de violencia deve ser combatido por todos, para que numca mais pudesse ser repetido)

Estou repassando essa "reflexão" que acabei de...

Silene Balassiano (Publicitário)

Estou repassando essa "reflexão" que acabei de receber ALGUEM JÁ PAROU PARA PENSAR QUE: Os tais "brasileiros" que principalmente a Rede Globo (mas também alguns outros veículos da midia) estão insistentemente realçando como sendo as grandes vítimas da agressão israelense são na sua grande maioria mulçumanos libaneses, sírios e afins que por motivações várias obtiveram a cidadania brasileira pelo processo de naturalização. Diferentemente dos milhares de cidadões norte-americanos e europeus que estão sendo evacuados pelos seus respectivos governos. Esses ultimos são cidadões natos e apenas com residência temporária no Oriente Médio. Não se trata de querer desvalorizar os direitos de um cidadão brasileiro não-nato e que seja apenas naturalizado. Mesmo porque, nossos avós e muitos dos nossos pais quando aqui chegaram como imigrantes procedentes da Europa e de outras regiões também se beneficiaram desse mesmo processo de naturalização. Mas foi uma situação muito diferente. Eles vieram para o Brasil com o intuito único de fixaram residência permanente aqui no Brasil. E para isso trabalharam duro e honestamente. Sendo que nenhum deles era simpatizante de alguma facção terrorista. Acontece que entre aqueles que a mídia chama de "brasileiros" vitimizados por Israel, muitos jamais chegaram a fixar residência permanente no Brasil. Nem mesmo em Foz de Iguaçu, conhecido reduto mulçumano em nosso país. O "Jornal Hoje" da Globo exibiu uma mulher mulçumana, com passaporte brasileiro que estava embarcando no vôo fretado pelo nosso governo. Ela afirmou que estava vindo para o Brasil sem sequer trazer os seus filhos. O motivo era que a família do marido, residente na Síria, não permitiu que ela viesse com os próprios filhos. Ora, se essas pessoas fossem cidadões brasileiros (naturalizados ou natos) com raízes emocionais e de cidadania voltadas para o nosso país, não seriam eles os primeiros a dar uma prioridade máxima à saída dessas crianças de uma área de conflito para outra mais segura? Estou repassando essa "reflexão" que acabei de receber ALGUEM JÁ PAROU PARA PENSAR QUE: Os tais "brasileiros" que principalmente a Rede Globo (mas também alguns outros veículos da midia) estão insistentemente realçando como sendo as grandes vítimas da agressão israelense são na sua grande maioria mulçumanos libaneses, sírios e afins que por motivações várias obtiveram a cidadania brasileira pelo processo de naturalização. Diferentemente dos milhares de cidadões norte-americanos e europeus que estão sendo evacuados pelos seus respectivos governos. Esses ultimos são cidadões natos e apenas com residência temporária no Oriente Médio. Não se trata de querer desvalorizar os direitos de um cidadão brasileiro não-nato e que seja apenas naturalizado. Mesmo porque, nossos avós e muitos dos nossos pais quando aqui chegaram como imigrantes procedentes da Europa e de outras regiões também se beneficiaram desse mesmo processo de naturalização. Mas foi uma situação muito diferente. Eles vieram para o Brasil com o intuito único de fixaram residência permanente aqui no Brasil. E para isso trabalharam duro e honestamente. Sendo que nenhum deles era simpatizante de alguma facção terrorista. Acontece que entre aqueles que a mídia chama de "brasileiros" vitimizados por Israel, muitos jamais chegaram a fixar residência permanente no Brasil. Nem mesmo em Foz de Iguaçu, conhecido reduto mulçumano em nosso país. O "Jornal Hoje" da Globo exibiu uma mulher mulçumana, com passaporte brasileiro que estava embarcando no vôo fretado pelo nosso governo. Ela afirmou que estava vindo para o Brasil sem sequer trazer os seus filhos. O motivo era que a família do marido, residente na Síria, não permitiu que ela viesse com os próprios filhos. Ora, se essas pessoas fossem cidadões brasileiros (naturalizados ou natos) com raízes emocionais e de cidadania voltadas para o nosso país, não seriam eles os primeiros a dar uma prioridade máxima à saída dessas crianças de uma área de conflito para outra mais segura? Estou repassando essa "reflexão" que acabei de receber ALGUEM JÁ PAROU PARA PENSAR QUE: Os tais "brasileiros" que principalmente a Rede Globo (mas também alguns outros veículos da midia) estão insistentemente realçando como sendo as grandes vítimas da agressão israelense são na sua grande maioria mulçumanos libaneses, sírios e afins que por motivações várias obtiveram a cidadania brasileira pelo processo de naturalização. Diferentemente dos milhares de cidadões norte-americanos e europeus que estão sendo evacuados pelos seus respectivos governos. Esses ultimos são cidadões natos e apenas com residência temporária no Oriente Médio. Não se trata de querer desvalorizar os direitos de um cidadão brasileiro não-nato e que seja apenas naturalizado. Mesmo porque, nossos avós e muitos dos nossos pais quando aqui chegaram como imigrantes procedentes da Europa e de outras regiões também se beneficiaram desse mesmo processo de naturalização. Mas foi uma situação muito diferente. Eles vieram para o Brasil com o intuito único de fixaram residência permanente aqui no Brasil. E para isso trabalharam duro e honestamente. Sendo que nenhum deles era simpatizante de alguma facção terrorista. Acontece que entre aqueles que a mídia chama de "brasileiros" vitimizados por Israel, muitos jamais chegaram a fixar residência permanente no Brasil. Nem mesmo em Foz de Iguaçu, conhecido reduto mulçumano em nosso país. O "Jornal Hoje" da Globo exibiu uma mulher mulçumana, com passaporte brasileiro que estava embarcando no vôo fretado pelo nosso governo. Ela afirmou que estava vindo para o Brasil sem sequer trazer os seus filhos. O motivo era que a família do marido, residente na Síria, não permitiu que ela viesse com os próprios filhos. Ora, se essas pessoas fossem cidadões brasileiros (naturalizados ou natos) com raízes emocionais e de cidadania voltadas para o nosso país, não seriam eles os primeiros a dar uma prioridade máxima à saída dessas crianças de uma área de conflito para outra mais segura?

A Lentidão do Socorro Grande tem sido o ques...

Silene Balassiano (Publicitário)

A Lentidão do Socorro Grande tem sido o questionamento da maioria dos Brasileiros principalmente motivados pelo grande número de queixas e reclamações quanto lentidão na ação de nosso Consulado e Embaixada no Líbano. Nada ocorre por acaso. A embaixadora Tzipora Rimon, talvez por delicadeza , talento diplomático ou quem sabe por estar tendo uma boa resposta do Itamaraty quanto ao questionamento que se faz pertinente da coincidente presença de tantos “Brasileiros” no cenário de combate entre Israel e o grupo terrorista e fundamentalista Hezbollá, foi extremamente gentil ao comentar que muito dependeria do mesmo o sucesso do resgate de nossos irmãos. Os que convivem com esta problemática, sabem que não só de civis tem-se valido a tal corja: para os que se preocupam com o destino das pobres criancinhas envolvidas na questão, nunca é tarde para denunciar, que menores incapacitados física e mentalmente, são as linhas de frente escolhidas pela milícia xiita. Criança morta, não fala, criança incapacitada não reage, mas adulto que enxerga, sabe muito bem o significado de envolver seu filho são ou incapacitado em um cinturão de bombas. Diplomatas conscientes, e apesar de todos os defeitos, governos que pelo menos dizem prezar seu povo, não iriam ficar tão lerdos, se todos os que pretendem embarcar fossem realmente brasileiros. É momento de estarmos perguntando: é época de feriado religioso muçulmano? Tempo de romarias? Inauguraram alguma filial da Disney em Beirute? Não é um pouco estranho, um dono de fábrica libanesa residir tão distante da mesma? Foz do Iguaçu tem um clima tão aprazível que nos faça desprezar a cidadania e requerer um passaporte Brasileiro? Que nossos diplomatas demorem bastante, o tempo que for necessário para que se averigúe de fato, quem é quem dentre estas pasmem centenas de pessoas que pleiteiam retorno: recheios, são a especialidade da culinária libanesa e um quibe tanto pode envolver uma amêndoa quanto uma bomba a ser detonada. Restaurateur que se preza deve saber escolher muito bem os ingredientes da receita.

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