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Caso Richthofen

Termina quarto dia do julgamento de Suzane e irmãos Cravinhos

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Terminou às 21h30 desta quinta-feira (20/7) o quarto dia do julgamento de Suzane von Richthofen e dos irmãos Christian e Daniel Cravinhos. Eles são acusados de planejar e matar os pais dela na casa em que a família vivia, na zona sul da capital paulista.

A sessão dessa quinta foi marcada por quase oito horas de leitura de peças e apresentação de fotos, reportagens e entrevistas juntadas no processo. Entre o conteúdo exibido esteve o da restituição do crime e a entrevista dada pelos irmãos Cravinhos à rádio Jovem Pan. Na ocasião, os irmãos disseram que Manfred abusava sexualmente de Suzane e de seu irmão.

Ao contrário do que aconteceu nos três primeiros dias do julgamento, não houve nenhuma “bomba” lançada pelapromotoria ou pelos advogados de Suzane e dos Cravinhos. Nem quaquer depoimento revelador. O dia foi o mais calmo, desde que começou o júri, na segunda-feira (17/7).

A sentença final pode ser conhecida já nesta sexta-feira (21/7). Na ocasião, ocorrerão os debates da defesa de Suzane e dos irmãos Cravinhos e da acusação, representada pelo Ministério Público e pelo assistente Alberto Zacharias Toron. A sessão está marcada para começar as 9h30.

Há grande expectativa de qual será o tempo reservado para Mauro Nacif expor sua versão. Ele alega que terá meia hora a menos para a sustentação oral e que isso prejudicará o direito de sua cliente à ampla e plenitude defesa. "Pode ter certeza que se eu só tiver 29 minutos e 59 segundos para defender minha cliente esse júri estará anulado", afirma.

Nacif pretende recorrer até a última instância para que um novo julgamento seja realizado. Há outra possibilidade de p Juri vir a ser repetido, se os réus forem condenados a mais de 20 anos.

Acusação

Suzane, Cristian e Daniel são acusados pelo assassinato dos pais dela. Os três foram denunciados pelo Ministério Público por duplo homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima. Christian Cravinhos, especialmente, também responde por furto no mesmo processo. O crime aconteceu em outubro de 2002.

A estratégia traçada pela defesa dos irmãos Cravinhos é a de que foi Suzane quem arquitetou o plano. Os advogados da jovem afirmam o contrário: para eles, Suzane sempre foi inocente e não poderia ter planejado o assassinato dos pais porque se relacionava muito bem com eles.

 é repórter da revista Consultor Jurídico

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2006, 21h57

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