Consultor Jurídico

Notícias

Você leu 1 de 5 notícias liberadas no mês.
Faça seu CADASTRO GRATUITO e tenha acesso ilimitado.

Policinha educada

Juiz é denunciado por desacato a policial em São Paulo

Por  e 

A Procuradoria-Geral de Justiça ofereceu denúncia ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo contra o juiz da 1ª Vara de Adamantina (SP), José Roberto Canducci Molina, acusado de desacatar policiais. O Órgão Especial adiou o julgamento com pedido de vista do desembargador Rui Camilo. Por enquanto, há um voto para aceitar e outro para rejeitar a denúncia. Molina também é acusado em outra denúncia de bater na sua mulher e na sua sogra em março de 2004.

De acordo com os autos, em 11 de outubro de 2004, Molina estava em uma estrada próxima a Presidente Prudente (SP) quando ligou para a 4ª Companhia do Batalhão da Polícia Militar da cidade pedindo a retirada de cavalos que estavam na pista. A policial Carmen Regina Maretenco, que o atendeu, disse que o problema não era da Polícia Militar, mas que avisaria a autoridade competente. Então, o juiz a chamou de vagabunda e desligou. Como seu telefone ficou registrado na bina da polícia, outro policial, Weber Rodrigues, que estava de plantão ligou de volta para o juiz que fez mais insultos.

Segundo as provas, o juiz disse à policial “Você é a policinha educada que me atendeu? Cale a boa” e em seguida “você está proibida de dirigir a palavra a minha pessoa policinha de merda.”

O relator, desembargador Denser de Sá, entendeu que os indícios estão bem fundamentados para que a denúncia de desacato seja recebida. Para Roberto Stucchi a denúncia tem que ser rejeitada porque o que houve foi falta de educação e não desacato. Denser de Sá retrucou: “se entram no seu gabinete e te chamam de juizinho de merda não é desacato?”. Então o julgamento foi adiado a pedido do desembargador Rui Camilo.

Briga em família

No debate em torno do caso, desembargadores lembraram que Molina também á acusado de bater na sua mulher e na sua sogra. Em março de 2004, Molina atuava como juiz em Santo Anastácio (SP) quando encontrou no computador particular de sua família um e-mail da então mulher Maria Rosa Bexiga para o amante dela. De acordo com os autos, o juiz bateu na mulher, a expulsou de casa e colocou todas as roupas e objetos que pertenciam a ela na porta da casa e ateou fogo.

Também resolveu que a mulher não se encontraria mais com os filhos e obrigou o oficial comandante da polícia a colocar dois policiais à sua disposição: um na porta de casa e outro na porta da escola das crianças. A sogra do casal que tentou promover a conciliação foi até a casa do juiz acompanhada da filha, mas as duas acabaram apanhando do juiz.

Com as fofocas da cidade pequena e com a ida da corregedoria do Tribunal de Justiça para Santo Anastácio o juiz optou por se afastar da comarca e mudou-se para Adamantina, para desencanto das policinhas da comarca.


Termo circunstanciado 118.638.0/7

 é repórter da revista Consultor Jurídico

 é repórter do jornal DCI.

Revista Consultor Jurídico, 20 de julho de 2006, 7h00

Comentários de leitores

0 comentários

A seção de comentários deste texto foi encerrada.